sábado, 28 de outubro de 2017

Coronel Teixeira deve estar revoltado com isso.


Policiais militares estão denunciando que trabalharam por mais de 30 horas ininterruptas após a morte do Coronel Teixeira, Comandante do 3º BPM. Durante esse período, muitos passaram mal e procuraram assistência médica.

Folgas foram suspensas por tempo indeterminado, para fazer o cerco ao Complexo do Lins e ruas do Grande Méier.

Sem alternativa policiais estão comprando água e comida com o próprio dinheiro e,os que não tem, ficam com fome e sede.

Policiais que chegaram na Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) às7h desta sexta feira, dia 27 de outubro, para assumir um serviço de 12 horas e que portanto deveriam ter sido rendidos as 19 h, continuaram trabalhando até o final da manhã de sábado, dia 28.

Eles receberam a escala no final da noite e foram para o Complexo do Lins, área de responsabilidade do 3º BPM, às 21h e 30min.

Completaram 30 horas de serviço, para o qual foram abastecidos com somente uma garrafa de água.

Por volta de meia noite receberam comunicados com autorização para comer em qualquer lugar que encontrassem na região, pois, o rancho da Unidade, por um problema, não teria condições de providenciar refeições.
É sabido o problema que passam os servidores do estado do Rio de Janeiro, que mal têm dinheiro para pagar passagem, quanto mais comer na rua. E neste caso muitos ficaram sem comer nada por longo período de tempo.
Como prestar um serviço de qualidade assim, são de carne e osso! As condições físicas do trabalho imposto ficaram deficientes e as condições psicológicas mais prejudicadas ainda. Foram empregados em outro serviço quando deveriam estar voltando para seus lares.

O esquema foi montado após o assassinato do Coronel Luiz Gustavo Teixeira.


Cadê o tão falado "serviço de inteligencia"? Isso foi realmente necessário? Houve resultado que justificasse? A tão propalada "pronta resposta" significa resultados, mas sem submeter subordinados a isso! Levantamento de informações, disponibilização de meios e ação, ataque na medida em que houver resistência, no ponto certo, de preferencia sem inimigos sobreviventes. Tudo respaldado pela Lei, uso da força proporcional.

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