sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Nosso "safari" tupiniquim


Lembro-me como se fosse hoje, a Nova Brasília em guerra era de longe a favela mais letal da era UPP.
Vários policiais mortos, vários bandidos mortos. E eis que no meio do patrulhamento surgem aquelas cabecinhas loiras, em corpos compridos e rostos sorridentes; sim, turistas!
Assim como vão às savanas africanas como vivem os animais ver como vivem os animais de lá, loucos para flagrar em suas maquinas digitais supermodernas um leão abatendo uma zebra, esperar aqui flagrar um policial abatendo um traficante ou vice versa.
Assim como os animais do zoológico nos divertem nos finais de semana, nós brasileiros divertimos os turistas neste grande “safari” chamado Rio de Janeiro.
Neste ultimo “safari” na favela chamada Rocinha, um turista foi atacado por um “leão”, porém, diferentemente do leão africano que é protegido por vários organismos internacionais, o “leão” brasileiro será sacrificado.

Cabo PMERJ Garcia


No “safari” tupiniquim, o turista também está interessado em registrar cenas exclusivas, não só aquele cenário de paredes e portas crivados de balas, mas uma cena impactante, os tiros das armas de guerra atingindo corpos, dilacerando membros, esfacelando cabeças. Não usam os veículos caracterizados para o “tour”, usam veículos similares aos que os traficantes usam para que não sejam vistos com suas armas no interior, grande, potentes e com vidros escuros.


Lembrando que a turista estava caracterizada dentro de uma camuflagem característica da “caça”.


Um comentário:

  1. Só doidos para promoverem turismo na Rocinha. Eu não quero passar nem de avião por cima deste lugar.

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