Por que a candidatura de Bolsonaro não é piada.
Entrevista ao
General Mourão
Existe alguma possibilidade dos militares voltarem ao Poder? Sim, se eleito!
(Respondeu o General Mourão)
Da maneira como vão
as coisas, muito deveria mudar na dinâmica das eleições presidenciais para que
o ex-paraquedista e ultraconservador Jair
Bolsonaro não consiga chegar ao segundo turno. De
acordo com quem for seu adversário, e se Lula não puder concorrer, podem
acontecer surpresas. Hoje a esquerda sozinha não tem
força para freá-lo, e a direita do Governo esta desacreditada ante a sociedade,
enquanto as candidaturas de fora da política vão perdendo força.
A candidatura de
Bolsonaro, sem alguém capaz de capitalizar de forma positiva as esperanças de
um país desacreditado para unificá-lo e entusiasmá-lo com o futuro, pode ser
menos inócua do que se pensa. Foi chamada de folclórica, dentro do tumultuado
cenário político. Não é. Consciente ou não, o militar viu confluir em sua
candidatura várias correntes que juntas podem criar problemas aos outros
candidatos. A primeira é que se apresenta como o fiador da segurança da
população e de maneiras drásticas: “a
violência se combate com violência”, “os policiais têm
as armas para matar”, disse. E o medo e a violência atravessam todas as classes
sociais. Hoje ninguém se sente seguro em um dos países mais violentos do mundo
como é o Brasil, o simples cidadão e o que anda blindado.
Os governos, todos,
minimizaram no passado o problema
da insegurança social, muitas vezes por
simples ideologia. Até agora a esquerda e a direita não fizeram da segurança um
assunto prioritário em relação a outros problemas. Existiram líderes políticos
que chegaram a defender que os bandidos são proletários, já que se originam das
classes pobres. Pouco ou nada fizeram contra o crime organizado que se
introduziu nas dobras do Estado, contra o desvio das forças policiais aliadas
ao tráfico, contra o inferno das prisões, como se a violência fosse um destino
para o Brasil, com mais mortes violentas do que algumas guerras internacionais.
Tudo isso criou um clima de medo e insegurança, que Bolsonaro sabe explorar
como poucos, com sua paixão pelas armas, suas promessas de armar a população e
seu lema de que “o melhor bandido é o bandido morto”. Nos Estados Unidos experimentou uma arma que é capaz de matar com um só
tiro. Voltou entusiasmado. O verbo matar é prioritário
em seu vocabulário pessoal.
Outro afluente
aproveitado por Bolsonaro é a sensação de que a corrupção está sangrando o
país. Não por acaso uma das instituições hoje melhor avaliadas é a dos promotores
e juízes que estão combatendo a corrupção. Juízes
como Moro e Bretas apresentam um dos maiores índices de aprovação popular. E
Bolsonaro aparece como um dos poucos políticos que não está em nenhuma das
listas negras dos corruptos. Por isso pode gabar-se de que, se for eleito, será
o maior defensor da Lava Jato e até escolheria Moro como membro do Supremo
Tribunal Federal. Que outro candidato teria hoje o valor de se apresentar como
o defensor da Lava Jato?
Bolsonaro tomou para
si o lema popular de que “é preciso colocar ordem nesse país” que está sendo
engolido pela corrupção e a violência enquanto perde seus valores morais. Dessa
forma, amealha também a faixa de consensos dos nostálgicos da
"ditadura" militar, que não sabemos ainda quantos são, mas que não
parecem ser poucos, até mesmo entre os jovens. Bolsonaro já anunciou que tem
quatro nomes de generais para possíveis ministros de seu governo. Um poderia
ser para o Ministério da Justiça. Satisfaz também os desejos de vingança contra
os corruptos de uma sociedade
que não acredita na possibilidade de que
políticos e empresários possam estar por muito tempo na prisão, em que alguns
chegam a pedir pena de morte para eles. Ninguém melhor nesse caso do que o
candidato Bolsonaro, cujo escudo de nobreza pode ser uma metralhadora, capaz de
encarnar essas vísceras da sociedade em busca de castigos definitivos aos
corruptos.
Mas há mais. O ex-paraquedista, que não parece estar preparado em
nenhuma das matérias importantes para governar, tem a seu favor a defesa dos
valores tradicionais da família, reunindo assim o consenso das poderosas igrejas
mais conservadoras. Já se prevê um pastor como seu vice. Conta também com a
recusa de se valer do politicamente correto, começando por sua linguagem
radical com que defende a tortura, a pena de morte, a cura gay, a
zombaria com o estupro, o machismo em todos os seus graus e com sua férrea
oposição a qualquer motivação para que a mulher possa ter licitamente o direito
a abortar. O ex-militar é, também, dos poucos candidatos que podem prescindir
da ajuda dos grandes veículos de comunicação porque sabe manejar como poucos as
redes sociais nas quais supera todos os seus contendentes. E nessas eleições,
de acordo com os especialistas, as redes serão, como nunca no passado, um elemento
crucial para influenciar o voto. E não é impossível que nessas redes possa
receber uma ajuda da Rússia, como deram a Trump, ajuda que foi fundamental a
sua vitória.
A candidatura do
ex-paraquedista não pode ser vista como uma brincadeira. Quem não deseja para o
Brasil a volta ao obscurantismo civil e cultural e velhos autoritarismos não
deve minimizá-la. Não serão as armas, a sede de vingança e a caça aos
diferentes que construirão um Brasil de que ninguém possa se envergonhar
amanhã.
Apesar de tudo apontar a candidatura e eleição de Jair
Bolsonaro a Presidência do Brasil com algo similar a uma Intervenção, um
segmento de “intervencionistas” mantêm um comportamento de esquerdista,
desqualificando a pessoa. É o único candidato realmente de Direita, sendo os
demais um segmento de tudo que vemos hoje e, se os ”intervencionistas” teimarem
em não apoia-lo, fica evidente que não querem mudanças, o que querem é
prolongar seus manifestos por intervenção em troca de doações que muitas vezes
lhes rendem muito dinheiro, cujos gastos não são prestada contas, ou, ao não se
preocuparem com uma Democracia plena, desejam é uma verdadeira Ditadura Militar,
o que não vai acontecer.

O CONTRIBUINTE NÃO PODE PASSAR UM CHEQUE EM BRANCO A NENHUM POLÍTICO!
ResponderExcluir(manifesto em divulgação, ajuda a divulgar)
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Leia-se, DEMOCRACIA SEMI-DIRECTA: isto é, votar em políticos não é (não pode ser) passar um cheque em branco... isto é, ou seja, os políticos e os lobbys pró-despesa poderão discutir à vontade a utilização de dinheiros públicos... só que depois... a 'coisa' terá que passar pelo crivo de quem paga (vulgo contribuinte).
-» Explicando melhor, em vez de ficar à espera que apareça um político/governo 'resolve tudo e mais alguma coisa'... o contribuinte deve, isso sim, é reivindicar que os políticos apresentem as suas mais variadas ideias de governação caso a caso, situação a situação, (e respectivas consequências)... de forma a que... o contribuinte/consumidor esteja dotado de um elevado poder negocial!!!
-» Dito de outra maneira: são necessários mais e melhores canais de transparência!
[mestres/elite em economia já 'enfiaram' trapalhadas financeiras monumentais... quem paga, vulgo contribuinte, não pode deixar de ter uma palavra a dizer!]
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Exemplo:
Todos os gastos do Estado [despesas públicas superiores, por exemplo a 1 milhão (nota: para que o contribuinte não seja atafulhado com casos-bagatela)], e que não sejam considerados de «Prioridade Absoluta» [nota: a definir...], devem estar disponíveis para ser vetados durante 96 horas pelos contribuintes na internet num "Portal dos Referendos"... aonde qualquer cidadão maior de idade poderá entrar e participar.
-» Para vetar [ou reactivar] um gasto do Estado deverão ser necessários 100 mil votos [ou múltiplos: 200 mil, 300 mil, etc] de contribuintes.
{ver blog « http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/ »}
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Uma nota: a Democracia Directa não tem interesse - serve é para atafulhar o contribuinte com casos-bagatela.