sexta-feira, 3 de novembro de 2017

E se o Ministro falou a verdade?


Há cerca de cinco anos a Polícia Federal prendeu um Capitão PM, que comandava a UPP São Carlos, por envolvimento com o tráfico. Na época, se comentava que a Polícia Militar tinha conhecimento do comportamento do Capitão, não tendo tomado nenhuma providencia no sentido de apurar, comprovar e punir. Com isso a Polícia Federal sem ver resultado, resolver efetuar prisão com base em investigação em andamento há cinco meses. Obteve mandados de prisão e as efetuou.



Em agosto de 2015 o Capitão Adjaldo Luiz Piedade Junior foi condenado a seis anos de prisão, tendo perdido sua patente em decisão do TJRJ.
Link: RVCHUDO


Nos dias de hoje toda a sociedade do Rio de Janeiro fica sobressaltada com as declarações do Ministro da Justiça, Chefe da Polícia Federal, de que o crime comanda a segurança do Rio de Janeiro. Em suas declarações deixa claro que o crime financia campanhas e que estes “financiados”, sendo eleitos, se sujeitam aos ditames de quem os financiou. 


O Presidente Michel Temer já está de posse de um relatório oriundo do Ministro da Justiça, da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional, comprovando o que disse o Ministro da Justiça.


De qualquer forma o Ministro Torquato Jardim tem competência funcional, tem Poder/Dever de agir estando de posse das provas que comprovem o que diz, não o fazendo. Mas julgando pelas iniciativas tomadas, acho que esse imbróglio tem muito caminho a percorrer e muitas prisões a efetuar. 

Os ânimos estão acirrados entre os lados, Estado do Rio de Janeiro e Governo Federal, tendo o Governador entrado na Justiça, como também o Comando da PM e associação de oficiais.


Embora tenham havido iniciativas contra as declarações do Ministro da Justiça, ele em nenhum momento volta atrás e reafirma suas declarações, achando estranho o Secretário de Segurança, apesar de ter muitos coronéis aptos a assumir o Comando da PMERJ, ter procurado um Coronel da Reserva.

Se as declarações estiverem pautadas em documentação comprobatória, as prisões de oficiais sabidamente eficientes no combate ao tráfico de drogas diante dos comandos que lhes foram confiados, nos deixa com uma pulga atrás da orelha. Suas prisões são resultado de armação?

Major Edson Raimundo dos Santos, condenado pela morte do traficante apelidado de auxiliar de pedreiro Amarildo, caso confuso onde há indícios que o tráfico tenha feito o serviço com o objetivo de responsabilizar os policiais que atuavam com rigor contra o tráfico.

Major Alexandre Frugoni.

Um exímio atirador e um policial que veste a camisa da corporação. As duas características são consideradas as mais marcantes da personalidade do major Alexandre Silva Frugoni de Souza. Em sua trajetória na polícia, ele teve participação ativa na política de pacificação. Antes de ir para o comando da UPP do Caju, onde está desde que a unidade foi criada, ele passou por outras, algumas consideradas críticas, como as do Jacarezinho, da Coroa/Fallet/Fogueteiro e do Adeus/Baiana, no Alemão. Frugoni faz parte da International Defensive Shooting Confederation, entidade voltada para uma modalidade de tiro defensivo que simula cenários da vida real em que todos os participantes, independentemente do país de origem, têm direitos e obrigações idênticos.
O oficial adquiriu, ao longo dos anos, uma reputação profissional que sempre lhe rendeu homenagens. Uma das mais recentes aconteceu em 2015 quando, ao lado de outros oficiais e praças, ele foi premiado pelo seu trabalho, na sede da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, em Bonsucesso.
Dado a atos heroicos, o major, em março deste ano, quando estava à frente da UPP Coroa/Fallet/Fogueteiro, ganhou o noticiário ao reagir a uma tentativa de assalto em frente à Uerj, no Maracanã. Ao ver que bandidos tentavam roubar a motocicleta de um homem, Frugoni, que estava à paisana, desceu de seu carro e atirou contra um dos assaltantes.

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