Coincidentemente, um
segmento da Polícia Federal parece ter se surpreendido com a prisão de
políticos ligados à atual Prefeitura de Campos dos Goytacazes, e cumpriram
determinações da Justiça para prender Anthony e Rosinha Garotinho. Como disse a
procuradora-geral da República, Raquel Dodge, o Rio de Janeiro é uma
"terra sem lei".
É muito fácil ter certeza das afirmações da procuradora-geral.
Basta saber se, nos atos de corrupção, foram constatados - com trânsito em
julgado - a evolução patrimonial desses senhores.
Não se conhece, nem pela mídia e nem por "informações de
corredor", que Anthony Garotinho possa ter patrimônio sequer 20 vezes
inferior ao desses senhores, tendo sua família governado tanto tempo quanto os
outros. Não se procura fazer a defesa de qualquer espécie de político envolvido
com corrupção, mas o que não se pode fazer é perseguição política apelidada de
"justiça".
O Rio de Janeiro exige que todos esses políticos envolvidos,
inclusive Anthony Garotinho, apresentem suas evoluções patrimoniais no momento
que entraram na vida pública até hoje, para que o povo tenha certeza de quem
são os ladrões. Não se pode ter coleções de brilhantes, grande planteis de
criação de animais, nem imóveis milionários em várias partes do Brasil e até no
exterior, tendo toda a sua atividade voltada para a vida pública. Se essa
fortuna veio depois da atividade política, é claro que ela foi produto de
facilidades da vida pública.
E que essas operações midiáticas que estão se vendo nos últimos
anos não se limitem a prisões, e sim ao sequestro definitivo dos bens desses
senhores, devolvendo-os ao povo antes que o povo se sinta na obrigação de,
tendo certeza que esse patrimônio é deles, ir busca-los.

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