sábado, 4 de novembro de 2017

Os Bons estão presos ou sendo mortos.


O Portal dos Procurados divulgou no dia 31 de outubro  cartaz com as fotos de Luiz Carlos de Andrade (Farinha) de 31 anos; Luis Augusto Ribeiro Campos (Tribolado ou Nem) de 34 anos; Rodnei de Menezes Andrade (Baratão) de 37 anos; Álvaro Malaquias Santa Rosa (Peixão) de 31 anos e chefe do tráfico na Cidade Alta; Wilton Arjona da Silva (Porquinho) de 40 anos, Rodrigo Silva Freire do Nascimento (Amarelo) de 29 anos; Wendel Rodrigues Oliveira (Noventinha) de 23 anos; Jean Carlos da Rocha Conceição (Mortadela) de 24 anos; Rodrigo Ribeiro da Silva (Mia) de 33 anos; Maicon Souza Vitorino (32 ou Geléia) de 32 anos, Alexandre Barbosa Germano Junior (BG) de 20 anos; Bruno da Conceição Guimarães (Bigode do Buraco do Boi)de 29 anos; Douglas Xavier da Cunha (DG) de 22 anos; Josenildo Francisco da Silva (Nildo) de 28 anos; Josineide Maria de Lima (Loira ou Branca) de 33 anos; Jonathan Almeida Leite (Gordinho) de 21 anos; Rodrigo Gomes dos Santos (Branquinho) de 23 anos; Loran de Azevedo Freaza (Marron) de 24 anos e David da Costa Martins de 24 anos. Eles são acusados de envolvimento com o tráfico de drogas que age na Cidade Alta, em Cordovil, Zona Norte da Cidade do Rio de Janeiro.

Desde novembro do ano passado as facções TCP e CV disputam o controle da região. Em dois fins de semana, o TCP ocupou a Cidade Alta perto das festas de fim de ano. Desde então o CV vem tentando voltar. A comunidade fica entre rodovias que ligam o Rio de Janeiro a outros estados, como a Washington Luiz (Minas Gerais) e Presidente Dutra (São Paulo), além das principais vias de ligação da cidade: Av. Brasil e Linha Vermelha, principal via de acesso ao Aeroporto internacional Tom Jobim. A localização estratégica é uma das principais razões de disputa pela Cidade Alta entre as facções rivais.

Em maio deste ano ocorreu uma nova guerra pela disputa do controle das vendas de drogas no local; foram oito ônibus e4 dois caminhões queimados, causando quilômetros de congestionamentos, saques e arrastões. Ações estas levadas a efeito para diluir o efetivo policial e retardar sua chegada.
A guerra só não teve resultados piores graças a ação do GAT do 16º, que tinha equipe composta de 11 policiais em duas guarnições e adentraram à comunidade a fim de preservar integridade dos moradores. Estes policiais, com apoio de outros policiais do Batalhão de Olaria, localizaram e participaram da prisão de 45 traficantes, além de apreender 32 fuzis, 7 pistolas e grande quantidade de drogas. Hoje ironicamente, estes policiais estão presos há cinco meses por conta da alegação de um traficante que perdeu a favela para outro comando. O traficante foi ouvido em juízo, alegando ter sido torturado para mentir.

Oficiais Superiores, inclusive o Coronel Luiz Gustavo Teixeira, assassinado no Lins e responsável por duas premiações consecutivas em 2015 e 2016 como melhor equipe do Batalhão de Olaria. Os policiais permanecem presos, a região largada e traficantes estão matando, expulsando, abusando e nada acontece. A região está vivendo meses de confrontos desde que Parada de Lucas tomou o controle da favela. Na Cidade Alta, bandidos impuseram taxas até para moradores; uma espécie de IPTU, no valor de R$ 5,00 por casa.

Depois de tomar os pontos de drogas do Comando Vermelho, o traficante “Peixão”, da facção TCP, teria deixado o controle de vendas nas mãos do traficante Luis Augusto Ribeiro Campos (Tribolado), oriundo da favela do Muquiço em Guadalupe. Segundo informações “Tribolado” não fica lá, só aparece para resolver pendencias de importância referente às vendas de drogas. O traficante “Baratão”, depois de trocar de facção e se aliar ao TCP. Não mudou em nada, continua usando drogas e mexendo com filhas de moradores. Quando algum morador pensa em sair da comunidade e colocar sua residência para alugar, “Baratão” pega o dinheiro de todo aluguel. Já despejou muitos moradores pegando apartamentos para sí. Douglas Xavier da Cunha não fica muito na Cidade Alta. Fica mais e Parada de Lucas, pois, é segurança pessoal do traficante “peixão”. Segundo investigações da Delegacia de Homicídios, “Peixão” e “Baratão” são os principais suspeitos de envolvimento no assassinato da Presidente da Associação de Moradores da Cidade Alta, Glória Maria dos Santos Miccas.

O crime aconteceu em dezembro do ano passado, logo após uma reunião do Conselho Comunitário de Segurança no Batalhão da Região. Durante a reunião, Glória Maria fez algumas acusações ao conselho, que policiais estariam perseguindo pessoas ligadas a facção que havia saído da comunidade. Após a saída da reunião, a vitima foi atraída por uma mensagem de uma pessoa conhecida e chegando ao local para encontrar esta pessoa, percebeu a emboscada. Ainda tentou fugir, mas foi baleada morrendo no local. O policial foi identificado nas investigações e responde preso.
“Peixão” será indiciado pela 38ª DP (Irajá) pelo roubo de uma carga de carne no dia 11 de maio deste ano, uma quinta feira anterior ao Dia das Mães. De acordo com as investigações da Distrital, ele ordenou que os produtos fossem roubados para serem distribuídos na comunidade. Parte da carga, no entanto, acabou sendo recuperada por policiais do 16º BPM (Olaria) na própria favela. Com a distribuição da carga, “Peixão” tinha como objetivo ganhar a simpatia dos moradores da Cidade Alta e parada de Lucas. Wagner do Carmo Lima e Jubdervan Pereira de Menezes atuavam a serviço de “Peixão” e responderão pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico; a dupla é ainda acusada de expulsar o antigo Presidente da Associação de Moradores da Cidade Alta após a invasão.


O relato acima é da lavra de policiais que estão presos por acusações infundas e já provadas mentirosas, mas, continuam presos enquanto os policiais que realmente tinham envolvimento com o tráfico, principalmente com a facção que tomou a cidade Alta, se encontram impune e longe do alcance da Justiça. Havemos de pensar e repensar sobre as acusações feitas pelo Ministro da Justiça, que embora questionado, se mostra firme no que declarou. Em sua fala não vi nenhuma denuncia que desabonasse o Coronel Teixeira, só que, caso tenha sido emboscado, o foi por ser integro com o seu Comando.


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