Não é necessário ser vidente, muito inteligente ou entender de
análises políticas para saber que 2018 será um ano de enormes desafios, em
todos os sentidos, isso se ficarmos só por aí. As pré-campanhas eleitorais de
candidatos ainda incertos e alguns, altamente, improváveis vêm deixando claro
que há perigoso radicalismo e indisfarçável ódio disseminados no seio de uma
sociedade partida, uma vez que grande parte dela não consegue, por
desinformação, aceitar a crua realidade dos fatos, enquanto outra, por variados
motivos, simplesmente se recusa. Ainda ontem, o Ministério Público Federal
devolveu aos cofres da Petrobrás a quantia de 650 milhões de reais que lhes
foram roubados e que correspondem apenas a uma pequena parte do total desviado
da nossa maior empresa. Que mais faltaria para escancarar o assalto de que
somos vítimas?
Há muitos
pretendentes a seguir na vida pública que têm contas a ajustar com a lei por
força desses gravíssimos crimes praticados contra a Nação e muitos outros,
eternos oportunistas hipócritas, à sombra deles, todos juntos, dispostos a
tudo, mas tudo mesmo, para reviver a era que culminou com o impeachment de uma
presidente e que levou o País à situação caótica que hoje vivemos.
É bem
verdade que o que veio pós-impedimento da primeira mandatária petista, nem de
longe correspondeu ao que necessitávamos, sobretudo nos aspectos ético e moral,
para a retomada do destino do Brasil que nós, os homens de bem, tanto sonhamos.
Se houve
algum progresso no reajuste da economia que andava em frangalhos, no meio
político, parece inequívoco que até soaram mais escandalosos os casos de
corrupção praticados por homens públicos nesse período, como revelado com tanta
clareza pela Operação Lava Jato.
A
Justiça, de quem deveríamos esperar posições firmes, duras e definidas contra
esses cínicos bandidos do colarinho branco tem entre seus membros, nitidamente,
parcela de juízes que mais parecem agir como seus aliados, sobretudo no seu
mais alto escalão, o Supremo Tribunal Federal. Está dividido, fica muito claro,
ao vivo e em cores, ou por motivações ideológicas ou outras até mais
inaceitáveis entre magistrados. Basta observar as votações. Dois grupos quase
que definidos em permanente oposição, cujas decisões apresentam pouco
comprometimento com os reais interesses da sociedade. Muita desfaçatez
expressa, e raramente se faz a justiça que ansiamos e que necessitamos diante
de tanta sujeira. Diluem-se nossas esperanças de chegar às eleições de 2018 com
um rol de candidatos ao menos palatáveis.
Vai ser
dura a luta, não tenhamos dúvidas, mas vai ser a sociedade quem terá de
enfrentá-la, reunindo força, determinação e seu poder legítimo para negar a
volta aos tempos do Mensalão, ou que se frustrem os esforços dos valentes
juízes de Curitiba para levar a termo a Operação Lava Jato. Temos que caminhar
para diante, rejeitando novo governo de qualquer dos envolvidos nesses
esquemas. E podem crer, há muita gente à espreita, tanto na linha de frente, em
busca da inexplicável impunidade pelos crimes praticados como dos impudentes
que disso se beneficiariam.
Muitos
poderão alegar que as outras candidaturas disponíveis não são também aquelas
que sonharam. Paciência, mas a volta de implicados no Mensalão, na Lava Jato ou
em qualquer outro esquema criminoso não se constitui alternativa. Seria,
simplesmente, o reconhecimento e aceitação de viver num estado bandido.
Gen Gilberto Rodrigues Pimentel, Presidente do Clube Militar

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