terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O Estado omisso também mata seus policiais

A PMERJ, décadas atrás, possuía quadro de armeiro, quando as armas utilizadas não eram as automáticas e semi automáticas de hoje. Esse pessoal era responsável por manter o armamento limpo, lubrificado e manutenido, pronto para emprego e com a certeza de pleno funcionamento. As especialidades foram extintas e as armas e viaturas foram se sofisticando, agregaram tecnologia.
No caso das viaturas Sergio Cabral logo se encarregou de arranjar um caixa dois com a manutenção terceirizada, em 2008, quando uma viatura GOL custava cerca de R$ 27.000,00, sua manutenção teve um custo de R$ 300,00 por dia, R$ 9.000,00 por mês por viatura. A cada três meses o custo com a manutenção, que não havia, dava para comprar outra zero. Uma viatura nova tipo RP, só começa a exigir manutenção corretiva depois de dois anos, mas na manutenção terceirizada, com dois anos eles são descartadas.
No caso das armas não há nenhuma manutenção, nas UPPs eles viram dia e noite, sob sol e chuva, sofrendo com poeira e demais abrasivos da natureza. É claro que o policial não tem conhecimento, tempo nem preparo técnico para manutenir armas automáticas e semi automáticas, seguindo elas até que uma pane num momento critico, facilite a morte do policial. É reclamação latente no meio policial as panes das armas.


Fuzil estoura na mão de policial durante confronto em São Gonçalo.
Um policial ficou ferido após um fuzil estourar durante uma troca de tiros com dois homens armados em uma moto no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo. O incidente aconteceu no início da noite de segunda-feira.
Segundo a PM, durante um patrulhamento, policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo) foram atacados quando passavam pela RJ-104. Durante o confronto a arma de um dos policiais militares sofreu uma pane e estorou junto as mãos do policial. Os criminosos conseguiram fugir.
O policial militar foi atendido no Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), também em São Gonçalo, e liberado em seguida. A arma foi encaminhada ao Centro de Criminalística da Polícia Militar (CCrim) para perícia.



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