A
declaração foi dada em palestra na Escola de Magistratura do Estado do Rio de
Janeiro.
O comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo
Dias da Costa Villas Bôas, afirmou hoje que a existência de setores da
sociedade que pedem intervenção militar no Brasil sinaliza a gravidade dos
problemas que o país enfrenta.
"Isso, na minha opinião, é um termômetro da
gravidade do problema que estamos vivendo no país. Intervenção militar seria um
enorme retrocesso", disse Villas Bôas, em palestra no Seminário Brasil:
Imperativo Renascer, realizado na Escola de Magistratura do Estado do Rio de
Janeiro.
Villas Bôas citou uma pesquisa de opinião que apontava o
apoio de mais 40% da população à ideia de intervenção e
disse que tal adesão, por outro lado, reflete a confiança desses setores da
população nas Forças Armadas. "Interpreto também aí uma identificação da
sociedade com os valores que as Forças Armadas expressam, manifestam e
representam", acrescentou. De acordo com o general, a Marinha, o Exército
e a Aeronáutica são também "guardiões da identidade nacional", que
ele considera estar em um caminho de fragmentação.
Villas Bôas destacou que o tema defesa não teve relevância
nas últimas campanhas políticas. Para tentar inverter esse cenário, o general
disse que o Exército tem dialogado com candidatos à Presidência da República.
"Estamos fazendo contato com os candidatos mais ou menos consolidados, e
oferecendo consultoria e ajuda para que trabalhem nesse sentido."
Na visão do comandante do Exército, existe no país uma
percepção de que a soberania nacional não sofre ameaças, o que faz com que o
debate sobre defesa não tenha apelo na sociedade. "Somos o único grande
país não beligerante. Este é o lado ruim de uma coisa boa. Nos falta o
sentimento de um projeto nacional."
Rio
Grande do Norte
Entre as funções das Forças Armadas no país, Villas Bôas
mencionou o emprego de militares em operações como as de Garantia da Lei e da Ordem
(GLO), em curso atualmente no Rio de Janeiro.
No caso do Rio Grande do Norte, onde as Forças Armadas
atuaram três vezes em menos de dois anos, o general disse acreditar que as
operações vão ser necessárias novamente. "Em um ano e meio, fomos empregados
três vezes no Rio Grande do Norte e, nesse espaço de tempo, não houve nenhuma
modificação estrutural no sistema de segurança pública daquele estado. E nós
sabemos que logo seremos chamados a intervir novamente."
Existe alguma possibilidade dos militares voltarem ao poder? Sim, se eleitos!
Não descarto a “Intervenção Militar” no Brasil, creio que ela
já acontece desde o início da “Lava Jato”. Uma Intervenção como em 64, com
tomada abrupta de poder seria inadmissível aos olhos do mundo. Nenhum
pronunciamento dos Generais leva a crer no modo de pensar dos intervencionistas
de plantão nas redes sociais, a Intervenção é silenciosa e paulatina, só sendo
possível vê-la com a razão e não com a emoção.

"Retrocesso"??? Caro General, pergunte para as familias dos 70.000 ("oficialmente") assassinados ao ano, sem contar os assassinados pelo consumo de drogas, os assassinados no utero de suas mães, os assassinados nos acidentes de automoveis, nas filas de hospitais etc.. etc... TERRA CHAMANDO OS MILITARES PARA QUE CUMPRAM SUA FUNÇÃO CONSTITUCIONAL, CÂMBIO.
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