É evidente
que o PT insistirá no plano de eleger Lula. Aos petistas é tudo ou nada e
sabemos que quem está nessa situação é capaz de qualquer coisa, inclusive
clamar por assassinatos como fez a ordinária de nariz empinado.
Mas ao
contrário do Brilhante Filipe G. Martins, que costuma acertar em doses
cavalares, não penso que Lula e o petismo sigam sendo protagonistas das
disputas políticas, sociais e culturais do País – talvez um pouco das
culturais. O trabalho de luta pela hegemonia que eles levaram a cabo continua
em alta; eles propriamente ditos, não. Por isso que escrevi dias atrás que a
prisão de Lula não altera em nada a marcha da revolução, pois o trabalho de
subversão das Instituições e da sociedade civil foi muito bem feito. Basta
apenas que o processo revolucionário decida qual o melhor caminho a seguir e,
sinceramente, acredito que o petismo não está entre as opções pelos seguintes
motivos:
1) O PT apodreceu e é altamente tóxico,
de modo que é preciso cortar o braço para preservar o corpo da revolução.
2) O Foro de São Paulo é
hierarquicamente inferior aos projetos mundiais de dominação. A saber: islâmico,
sino-soviético e globalista-financeiro. 3) O poder de chamamento da militância petista
praticamente pulverizou-se, como o julgamento de Curitiba e Porto Alegre bem
demonstraram.
4) A própria militância minguou, sendo
possível ver tanto pelo saldo negativo de filiações em 2016 quanto pela
inexpressiva participação dos filiados nas ultimas eleições dos Diretórios.
Acima estão
os motivos principais, mas há outros, como o fato de Lula não ter conseguido
eleger o próprio filho em São Bernardo, além de não ter emplacado o candidato a
prefeito em Miguel Leão, cidade nordestina com menos de 1.500 habitantes.
Também entra
na conta a mudança de discurso de FHC, que passou a falar na polaridade “establishment
vs povo” como se ele próprio fosse o povo, e não o establishment , o que foi
corroborado pela fala de José Serra no encontro da executiva do partido, no fim
do ano passado, onde afirmou que é preciso abandonar o “viés marxista da
esquerda”, isto é, é preciso liquidar o petismo, neutralizar a tensão nacional
e colocar o processo revolucionário novamente nos trilhos do socialismo Fabiano.
No entanto,
se eu estiver errado, o caminho do PT de volta ao trono passaria pela total
colaboração dos tribunais superiores, a exemplo de TSE, STJ e STF, que poderiam
barrar a prisão do canalha e permitir sua candidatura, a qual já teria
resultado garantido pelas urnas bolivarianas. Isso significaria, portanto, que
os projetos globais do poder, sobretudo o globalista-financeiro, ao qual o PSDB
faz parte, deram novamente avalo ao PT, coisa da qual eu duvido um pouco.
Certamente o PSDB e os outros partidos satélites do PT sabem disso, e se preparam para dar seguimento ao socialismo/comunismo no Brasil.


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