Ao ceder à tentação golpista, a classe política brasileira deixou-se envolver por essas sucessivas erupções de tumores no tecido social, ao ponto de não mais sermos capaz de saber quando – e de que maneira – novos surtos ainda irão nos fazer penar.
Eu ainda
me pego refletindo para entender quando foi exatamente essa inflexão em direção
ao absurdo.
E, hoje, mesmo diante da consolidada narrativa
protofascista entre os pobres, pior, entre os jovens pobres, imposta pelos humores de uma
classe média majoritariamente iletrada, não consigo dimensionar com exatidão o
tamanho da nossa desgraça.
Simplesmente, ainda não consigo juntar todas as
variáveis dessa equação.
Vejam bem, não é exatamente a imagem dessa filha de
Roberto Jefferson, cercada de varões tirados de alguma pornochanchada dos anos
1970, que me surpreende.
No fundo, há uma triste coerência entre o estilo da
deputada e essa inserção midiática grotesca.
Minha angústia é não
conseguir localizar o tempo exato em que, justamente no momento em que
caminhávamos para ser uma grande nação, esses ratos contaminaram as
instituições, a política, as mentes e os corações das pessoas comuns com sua
narrativa de ódio, ignorância, vileza, egoísmo e covardia.
Leandro Fortes é
esquerdista, dá para perceber na
linguagem que usa: "golpista", “protofacista”, “ódio”, “ignorância”, “vileza”, “egoísmo” e “covardia”;
como também escreve para o “Brasil 247” (2+4+7=13). Só que na sua cabeça, o “momento”
em que o Brasil caminhava para ser uma grande Nação é interrompido com o
impeachment de Dilma, ignorando que todos esses personagens fizeram parte dos
cenários de Lula e Dilma. Ele deve voltar bem mais no tempo para localizar o
exato momento que desviamos o caminho dce nos tornar uma Grande Nação.


Perfeitamente, mas desde de quando uma verdade deixou de ser verdade quando quem disse foi um mentiroso. Aliás o Leandro foi bem preciso... Quando apontou que eles próprios foram responsáveis pelo atraso imposto ao país numa condição extremamente favorável ao desenvolvimento do país. Ato falho!
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