quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Beirando a sociopatia!



Acabei de assistir mais um vídeo em que "especialistxs” em segurança e “artistxs" ligados a PSOL novamente criticam a intervenção federal:
Primeiro, falam o que os policiais gostam de ouvir para cativa-los, para 'um cão faminto um osso é um banquete";
Segundo, falar o óbvio não é trazer soluções, cadê as soluções, criticam somente nunca apresentam nada concreto!
Terceiro, falar de segurança pública e ao mesmo tempo defender o crime, não é puramente hipocrisia, isso beira a sociopatia!


Por último, QUEM NÃO TEM COLÍRIO, USA ÓCULOS ESCURO... 🎶 🎶 🎶
#SegurançaPúblicaPraQuemEntende
#OViciadoTambemÉCulpado
#AcordaBrasil

Um caso de ABUSO contra mulher e militar.



No dia seguinte a publicação da entrevista que deu a um jornal chamando o governador Pezão de incompetente, a Cabo Louzada, 37 anos, teve que ser socorrida por policiais do Grupamento de Ações Pré-Hospitalares (GAPH) dentro do Quartel general (QG) da Corporação no Centro do Rio.
Link da entrevista aqui


Grávida de 20 semanas de gêmeos, a PM que tem hipertensão e está afastada da Corporação em Licença para Tratamento de Saúde (LTS), foi convocada para buscar DRD (Documento de Razões de Defesa) para responder pelas declarações dadas na tarde desta terça feira, dia 27 de fevereiro.

Chegando ao QG no inicio da tarde, ela foi mantida por cerca de seis horas numa sala da Coordenadoria de Comunicação Social (CComSoc), sendo então obrigada a se dirigir à Corregedoria no andar de cima.

Mesmo invocando seu direito de ter orientação de seu advogado em seu depoimento, ela começou a ser questionada e começou a passar mal desmaiando logo em seguida e tendo crises convulsivas.

A Tenente Coronel Myriam Broittman, Comandante do GAPH, foi acionada conseguindo que uma equipe de socorristas chegasse a tempo de reverter o quadro da policial, que apresenta risco de pré-eclampsia.

A Cabo Louzada foi socorrida e levada para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPMERJ), no Estácio, onde está internada e passa por exames. Felizmente ela e o bebê estão bem.

Roberta Trindade, Jornalista
http://www.facebook.com/RobertaTrindadeRJ

Interventor quer atacar corrupção na PM.



Interventor quer atacar corrupção na PM e auditar Secretaria de Segurança.

Braga Netto planeja apertar o cerco a oficiais da PM responsáveis por batalhões 

O interventor federal na segurança do Rio, general Walter Souza Braga Netto, planeja apertar o cerco a oficiais da PM responsáveis por batalhões que têm casos identificados de corrupção policial ou altos índices de criminalidade. Tenentes-coronéis da PM poderão ser trocados se não entregarem resultados esperados. E haverá auditoria em diversos setores da segurança estadual, como logística, administração e finanças, planejamento e operações.
Essas são algumas das estratégias que vêm sendo delineadas pelo interventor, que, oficialmente, não detalha quais metas pretende atingir. Nesta terça-feira, 27, em sua primeira entrevista coletiva no Rio, Braga Netto afirmou apenas que espera reduzir a criminalidade em todo o Estado e fortalecer as corregedorias para combater a corrupção policial. "Nossa intenção é fortalecer as corregedorias e tomar providências para que o bom profissional seja valorizado e o mau, penalizado", disse. Procurada pela reportagem, a PM não se manifestou.
Neste primeiro momento, a equipe de Braga Netto se debruça sobre índices de criminalidade do Estado. Quer, com base nas "manchas criminais" - mapas que apresentam áreas com mais incidência de crimes -, cobrar resultados dos oficiais superiores dos batalhões. Os militares entendem que é preciso reforçar a hierarquia e a disciplina na PM. Segundo contou à reportagem um oficial do Exército, a mensagem é "não rezou a cartilha, será substituído".

O chefe do gabinete de intervenção, general Mauro Sinott, disse que os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), responsável pelas estatísticas oficiais e que têm como origem os registros da Polícia Civil, são auditados e confiáveis. Braga Netto chancelou: "Com relação à transparência, vocês não precisam se preocupar, porque o sistema será transparente. O instituto vai continuar e aprimorar seu trabalho, os resultados continuarão sendo divulgados".
Efetivo e veículos
Outro foco será a recomposição do efetivo da PM, por meio do resgate de policiais que hoje estão cedidos a outros órgãos, e também da frota de veículos usada no patrulhamento, que está sucateada. Antes da intervenção, a Secretaria de Segurança tentava recompor o efetivo e os veículos, mas faltou dinheiro - o Rio decretou calamidade nas finanças em junho de 2016.
Questionado, Braga Netto disse não ter informações sobre os recursos para as ações. "No momento, temos o que está previsto no decreto: recursos de segurança pública já existentes no Estado, e Brasília nos dará um aporte. Mas eu ainda não tenho as informações de valores."
Por enquanto, o interventor deixará apenas as Polícias Civil e Militar nas ações diretas de investigação e patrulhamento ostensivo em áreas de confronto. As Forças Armadas continuarão prestando apoio operacional em cercos e desobstruções de vias. É o que vem sendo feito desde 2017, quando foi iniciada mais uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio. 
Os militares têm feito blitz em estradas e checagem de eventuais prontuários criminais de moradores em zonas de confronto, na busca por procurados pela Justiça. Nesta terça, 500 homens atuaram em duas favelas da zona oeste: Vila Aliança, em Bangu, e Coreia, em Senador Camará. Não houve abordagens nem confrontos, só a retirada de barreiras supostamente instaladas por bandidos para impedir o trânsito de agentes de segurança.
Durante a operação, iniciada às 8h, foram usadas 15 máquinas de engenharia, como caminhões e tratores, e 60 viaturas das Forças Armadas, segundo o Comando Militar do Leste. Ninguém foi detido, mas a ação repercutiu entre moradores das duas comunidades, que postaram imagens e comentários nas redes sociais.
O interventor não planeja que os militares assumam a dianteira das operações, como ocorreu na época da ocupação do complexo de favelas da Maré. Mas a avaliação de oficiais próximos a Braga Netto é que ele seguirá as palavras do presidente Michel Temer, que disse que os militares devem "partir para o confronto se houver necessidade". Assim, não está descartado que as tropas voltem a cumprir mandados de busca e apreensão, realizar capturas e patrulhamento.
Ainda nesta terça, Braga Netto se reuniu com secretários de Segurança de São Paulo, Espírito Santo e Minas por mais de duas horas. Os Estados pediram celeridade e integração na área de inteligência para poder acionar os respectivos aparatos policiais nas divisas, quando necessário. 

A DIP que se prepare para receber inúmeros oficiais pedindo Reserva! 

Comandante saco roxo!


General sugere levar juízes em ações militares para decidir sobre mandados.




O general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que comandou as tropas da ONU no Haiti, tem uma solução para o impasse sobre mandados de busca e apreensão coletivos em comunidades carentes do Rio de Janeiro. Para o militar, a saída é incluir juízes nas operações das forças de segurança durante a intervenção federal no estado.
Assim, os magistrados poderiam conceder ou negar as medidas durante a ação, disse Heleno. Segundo o general, a estratégia foi adotada com sucesso no país caribenho.

Já o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Jayme de Oliveira, considera “difícil” que essa ideia funcione no Rio. De acordo com ele, a situação no Haiti era completamente diferente da encontrada na capital fluminense.
Sem punições

Heleno voltou a defender que a adoção de uma “regra de engajamento” mais flexível. O termo designa as normas que determinam o quanto de força o Exército, a Marinha e a Aeronáutica podem usar em um certo contexto. As regras variam conforme a operação.



Para o general, militares deveriam poder atirar em pessoas armadas, ainda que elas não estivessem ameaçando ninguém no momento. “Seu eu tiver um sniper [atirador de elite] bem localizado, eu faço um trabalho muito bem feito e vou criando respeito pela força legal”, disse.
Na visão de Heleno, a intervenção federal no Rio deve ser encarada como uma oportunidade para rever as regras de ação de forças de segurança e afastar supostos entraves jurídicos.
“Os resultados têm sido pífios porque os métodos são limitados por uma série de melindres jurídicos e pequenas burocracias que ficam parecendo que são em defesa da democracia e acabam sendo em defesa do bandido”, declarou.
O presidente da AMB, contudo, ressaltou que a intervenção não suspende direitos e garantias fundamentais, ao contrário dos estados de defesa e de sítio.
Especialistas ouvidos pela ConJur afirmam que as normas atuais já são suficientes para resguardar policiais e integrantes das Forças Armadas em situações de conflito ou de risco. Assim, uma mudança na área colocaria os militares acima da lei e lhes daria uma espécie de “carta branca”.

ConJur

Vamos lá! MP, OAB, juízes legalistas, vamos sentir o barulho das “abelhinhas” passando zunindo na velocidade de 980 metros por segundo a milímetros de vossas cabeças!

#UmDrinkNoInferno


Major PMERJ Elitusalem Gomes Freitas

4 generais se articulam para disputar as eleições de 2018.



No rastro do fenômeno pré-eleitoral do capitão Jair Bolsonaro, pelo menos quatro generais do Exército devem concorrer nas eleições deste ano. Todos da reserva, eles aproveitam um momento de desgaste da classe política e a aceitação da categoria por parte da opinião pública para alcançar sucesso nas urnas. Os cargos que pretendem disputar são variados, de deputado federal a governador, além do presidenciável Bolsonaro.

Os oficiais-candidatos têm um discurso uniforme e que seguem a cartilha do "líder" Bolsonaro, que já gravou mensagem de apoio a alguns deles. Fazem a defesa da família, são tementes a Deus, esconjuram os governos do PT (e os comunistas de forma geral) e veneram os anos que o país viveu sob o regime militar, que tratam por revolução e jamais como uma ditadura. 
Presidente do grupo Terrorismo Nunca Mais, o Ternuma, o general Paulo Chagas se filiou ao PRP e já anunciou sua pré-candidatura ao governo do Distrito Federal. O Ternuma é uma organização de militares da reserva criada para se contrapor ao grupo Tortura Nunca Mais, que denuncia violações como tortura e prisões ocorridas no período militar. 

Chagas diz que o momento é propício para militares tentarem cargos eletivos em função do descrédito dos políticos e dos escândalos de corrupção. 
“Se você verificar as pesquisas de opinião, as Forças Armadas aparecem como uma das instituições mais confiáveis da população. E os políticos e o Congresso Nacional estão entre os menos confiáveis e com credibilidade. Vivemos um momento especial em função do que aconteceu nesses governos do PT, um incremento absurdo da corrupção. E ainda quebraram o país. E a sociedade está procurando, entre os setores que ela confia, pessoas para representá-la no Legislativo e no Executivo. Procura alguém disposto a servir. Por isso, os militares”, disse Paulo Chagas à Gazeta do Povo

“O que estamos vendo é as pessoas entrarem na política para ficarem ricos. Não tenho ambição de ficar rico. Aliás, quem fica rico como servidor público não tem como se explicar. Como se pode ficar rico no serviço público de um país pobre como o nosso?”


Também oficial, o general Eliéser Girão Monteiro é pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte. Ele deve se filiar ao Partido Social Liberal (PSL), legenda que vai abrigar Jair Bolsonaro. No próximo dia 7, o partido faz um grande ato em Brasília dessas filiações. O general Girão Monteiro já pousou com foto ao lado do presidenciável e integra grupo que espalha outdoors de Bolsonaro pelo estado. O general foi um dos subchefes da Casa Militar da Presidência da República no governo FHC e foi secretário de Segurança Pública de dois estados, de Roraima e Rio Grande do Norte. Usa camisetas com fotos de Bolsonaro. 
O general Monteiro diz que o Brasil passa por um momento de corrupção deslavada e evita até a citar o nome de Lula. 
“Não gosto nem de falar o nome desse cara (Lula). Um bandido, um criminoso e que tem o apoio de pequenos bandidos e iludidos”, diz o general, em declarações recentes no estado. 
Para ele, Bolsonaro é um dos únicos políticos, “senão o único”, ficha limpa do país. 
Agora na reserva, o controverso general Hamilton Martins Mourão, que foi exonerado de um cargo no Ministério da Defesa por ter acusado o presidente Michel Temer de liderar um “balcão de negócios” no Planalto, é uma incógnita. Tem convite de Bolsonaro para se filiar ao PSL e sair candidato a deputado federal pelo Rio. Mas pode concorrer a presidente do Clube Militar e deixar a carreira política para outro momento. 
Num encontro recente num clube militar em Brasília, Mourão disse, ao ser perguntado sobre ser candidato, que nenhuma possibilidade está descartada. Deu declarações favoráveis a intervenção militar no país. 
Candidato a deputado federal em 2014, o general Sebastião Peternelli, do PSC, vai tentar novo mandato. Peternelli é um defensor ferrenho do regime de 64 e seu nome chegou a ser indicado para assumir a presidência da Funai no início do governo Temer. Manifestações de entidades ligadas aos direitos humanos e indígenas, contrárias a sua indicação, inviabilizaram sua nomeação. Em 2014, ele obteve apenas 10.953 votos. 


NÓS QUEM MESMO?



“Nós vencemos a ditadura!”: disse um ministro do Superior Tribunal Federal em recente entrevista a um canal televisivo. De passagem, foi falado, também, dos Poderes da República, da normalidade constitucional em que vivemos e da democracia brasileira.
Entretanto, ficamos sem saber bem a que democracia se referem, não só o ministro, mas igualmente, quase sem exceção, toda a elite hoje no Poder. Se é da democracia que desfrutam, a do mundo particular e dourado em que eles vivem, coisa quase de autistas, ou se de uma outra, ainda, muito distante de atender minimamente o cidadão comum.
Sim, porque a que eles vivem é perfeita!

A Justiça e magistrados têm independência plena para emitir suas sentenças, como tanto valorizam. Por outro lado, processos e mais processos, envolvendo graves crimes e criminosos, se acumulam durante anos e anos nas gavetas de muitos deles, sem que haja explicação convincente. A despeito disso, gozam de privilégios funcionais e pessoais injustificáveis, muito, mas muito mesmo, além do que lhes poderia oferecer um país carente do fundamental em quase todos os setores da atividade econômica e social.


Políticos, da mesma forma, legislando em causa própria, usufruem não só dos mesmos privilégios escorchantes do Judiciário, como também de uma vergonhosa imunidade parlamentar que lhes assegura quase que total impunidade para a prática de todo o tipo de crime, inclusive os comuns. Aí está a causa primeira de há anos predominar no País a corrupção e o assalto aos cofres públicos, determinante para a miséria econômica em que nos encontramos.
Pior, por inércia do Judiciário, corremos o risco de ver perdido o trabalho saneador realizado pela Operação Lava Jato, que já foi para nós uma esperança bem mais concreta de limpeza, sobretudo, na atividade pública.

Estamos muito longe de viver numa democracia, ao menos daquela que imaginam esses senhores. É uma falácia pensar que o simples funcionamento dos Poderes da República garanta isso como gostam de apregoar. Os Poderes precisam funcionar, sim, mas corretamente e tendo à frente homens desprendidos, honestos, dispostos a prestar serviços e não a servirem a si próprios.

Uma democracia que não oferece oportunidades iguais a todos os cidadãos para que desenvolvam suas habilidades e aptidões não tem o direito de ser assim denominada. A todos têm que ser garantidas as condições de, com seu trabalho, usufruir, ao menos, dos direitos básicos da cidadania: saúde, educação, emprego e segurança. O Brasil está a anos-luz desta condição. É só ir às ruas, senhores!


E mais, é pura bravata bradar aos quatro ventos que “nós derrotamos a ditadura”. Até porque não houve ditadura alguma no Brasil. O que houve foi um regime liderado por militares que, no momento certo, livrou nosso País de tornar-se um satélite do comunismo internacional. Regime que devolveu o poder aos civis por vontade própria quando julgou terminada a tarefa de salvação.


Ditadura temos aqui ao lado, bem na nossa fronteira Norte, com suas consequências, agora escancaradas a todo o mundo, com seus muitos milhares de refugiados, invadindo nosso território e o de outros países limítrofes para se protegerem das garras do comunismo.

É por isso mesmo, por serem os tiranos venezuelanos adeptos da foice e do martelo, que boa parte dos seguidores e simpatizantes brasileiros, “sobreviventes” da nossa “ditadura”, há anos no poder, ignoraram todos os alertas recebidos sobre o perigo que morava ao lado e, ainda hoje, relutam em condenar o totalitarismo chavista que chamam de “democracia do povo”.

Esqueçam, jamais aceitaremos.

Gen Gilberto Rodrigues Pimentel, Presidente do Clube Militar


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

10 coisas que você não sabia sobre a relação entre o PT e o PSDB



PT e PSDB são os irmãos Karamazov da política nacional. Nas últimas décadas, ambos os partidos travaram duelos apaixonados e transformaram o debate público brasileiro num imenso caldeirão, um Fla-Flu. De um lado os azuis, do outro os vermelhos. De um lado o tucano, do outro a estrela. De um lado o professor, do outro o operário.



O que poucas pessoas sabem é que há mais coisas em comum entre o Partido dos Trabalhadores e o Partido da Social Democracia Brasileira do que julga nossa vã filosofia. PT e PSDB nasceram no mesmo lugar, no coração da esquerda paulistana, com concepções políticas e econômicas muito parecidas, e com duas figuras históricas – Lula e Fernando Henrique Cardoso – que não teriam ascendido sem o outro. E tudo isso nunca foi negado por seus criadores. Pelo contrário.




“Nós estamos que nem dois jogadores de futebol, somos amigos, somos até irmãos e estamos jogando em times diferentes”, já disse Lula sobre a relação entre os partidos.
“Nossas diferenças com o PT são muito mais em relação à disputa de poder do que sobre ideologia”, já assumiu Fernando Henrique Cardoso.

De fato, é muito difícil desassociar a história de ambos. O sociólogo francês Alain Touraine, de esquerda, ex-professor e amigo pessoal de Fernando Henrique, chegou a afirmar que o futuro do Brasil seria a união dos partidos. Em 2004, Touraine disse que os governos de FHC e Lula faziam parte de um mesmo projeto. E tal cenário é assumido por seu pupilo. Para FHC, há uma massa política atrasada no país e a polarização entre PT e PSDB serve para tirá-lo desse atraso.

“Os dois partidos que têm capacidade de liderança para mudar isso são o PT e o PSDB. Em aliança com outros partidos. No fundo, nós disputamos quem é que comanda o atraso”, disse.

1) LULA JÁ GARANTIU ELEIÇÃO PARA FERNANDO HENRIQUE CARDOSO. E LOGO NA ESTREIA DOS DOIS NA POLÍTICA PARTIDÁRIA.


Foi em 1978.
Fernando Henrique Cardoso era o príncipe dos sociólogos, um membro ativo da comunidade acadêmica paulistana que havia deixado a universidade para abraçar a vida pública. Era sua estreia de gala, o candidato de esquerda na corrida ao Senado pelo maior estado do país, a nova aposta do MDB.
Lula era o sapo dos operários, um líder do movimento sindical que tinha “ojeriza” à política partidária. Convencido por alguns amigos, abriu uma exceção para a candidatura do sociólogo do Morumbi. Pediu em troca sua adesão às bandeiras econômicas dos sindicatos, prontamente atendidas. Tal qual FH, era sua primeira vez nas corridas eleitorais. E a meta era clara: somar o máximo de votos possíveis para Fernando Henrique Cardoso.
Como conta o próprio Lula:
Acontece que em 78, primeiro ano das greves do ABC, o MDB estava lançando sua chapa de senadores. Algumas pessoas, alguns jornalistas cujos nomes não vou dizer, queriam que a gente apoiasse Cláudio Lembo, da Arena. Fui apresentado a Fernando Henrique Cardoso. Aí fomos para a campanha. Fui representar Fernando Henrique Cardoso em vários comícios.”


Lula levou FHC às portas de fábrica e rodou com ele pelo interior do estado. Era o príncipe e o sapo unidos em torno da criação do mesmo reino – a maior figura daquilo que viria a ser o PSDB com a maior figura daquilo que viria a ser o PT. Num palanque do MDB, com artistas e figuras ilustres da esquerda paulistana, o líder operário irritou-se com a festividade. Virou-se para Ulysses Guimarães e esbravejou:


“O trato é que iria pedir votos só para o Fernando Henrique Cardoso. Todo mundo sabe que sou o principal cabo eleitoral do Fernando Henrique Cardoso. Agora querem que eu peça votos também pro Montoro. Eu não vou pedir. Se não me deixarem fazer o que eu quero, eu desço e levo o palanque todo comigo, e vamos fazer o comício em outro lugar.”

Era o início de tudo. Fernando Henrique acabaria eleito primeiro suplente do senador Franco Montoro e, quatro anos depois, quando Montoro virou governador, assumiu a vaga, dando princípio à carreira política que o levaria ao cume do poder nacional. Sem o apoio de Lula em seus primeiros passos, nada disso seria possível.

2) EDUARDO SUPLICY, LULA E FHC JÁ DIVIDIRAM UMA CASA DE PRAIA EM UBATUBA



Na década de setenta, Fernando Henrique Cardoso tinha uma casa de praia em Picinguaba, Ubatuba, litoral norte de São Paulo. Em 1976, entre as indas e vindas de sua vida acadêmica dentro e fora do país, deixou o imóvel nas mãos de um amigo de longa data que conhecia desde os tempos de garoto – um sujeito chamado Eduardo Matarazzo Suplicy.

“Em 1976, aluguei uma casa em Paraty e fui conhecer Picinguaba. O Fernando Henrique Cardoso tinha uma casa lá, que acabou me emprestando por seis meses quando ele foi para a França. O filho da caseira me mostrou um terreno, onde acabei construindo minha casa, dois anos depois”, conta Suplicy. 

Um ano depois, o fundador do PSDB abriria as portas para o fundador do PT e sua esposa – Lula e Marisa – passarem um final de semana no imóvel. Lula ficou extasiado com a paisagem. Só reclamou dos mosquitos.

3) LULA E FERNANDO HENRIQUE CARDOSO QUASE CRIARAM UM PARTIDO POLÍTICO





No final da década de 1970, Fernando Henrique e Lula participaram de uma reunião no ABC paulista, com intelectuais e dirigentes sindicais, para discutir o que fazer diante da iminente redemocratização no país. Nesse espaço, discutiram a criação de um partido socialista. Mas a ideia não foi pra frente. Como conta o sociólogo Francisco Weffort, fundador do PT e posteriormente ministro do governo FHC:

“Apesar das muitas afinidades, prevaleceu a divergência. Daquele grupo, uns saíram para criar o PT e outros, anos depois, o PSDB.”

Segundo Eduardo Suplicy, que reuniu Lula e Fernando Henrique diversas vezes em sua casa para discutir o futuro do país e a possível criação de uma nova legenda, ela só não nasceu pelo conflito de liderança entre os dois:

“Cada um avaliava que seria o líder maior da organização que se formasse. Tinham dificuldade de aceitar a liderança um do outro, e ficava muito difícil para ambos ficar no mesmo partido”, conta.

Por muito pouco, PT e PSDB não se tornaram um único partido.

4) OS POLÍTICOS DE PT E PSDB SE CONFUNDEM COM A HISTÓRIA DA ESQUERDA BRASILEIRA




A história dos principais caciques tucanos se confunde com a história dos principais caciques petistas. Juntos, ajudaram a construir a esquerda brasileira.
Fernando Henrique Cardoso sempre foi um estudioso do marxismo, por influência de Florestan Fernandes. Na década de 50, auxiliava a edição da revista “Fundamentos”, do Partido Comunista Brasileiro. Também integrava um grupo de estudos dedicado à leitura e discussão da obra O Capital, de Marx. Em 1981, ao lado de Eduardo Suplicy, ingressou numa lista da Polícia Federal. Era tratado como comunista pela ditadura.
O economista José Serra foi uma das principais lideranças estudantis de seu tempo, presidente da UNE e um dos fundadores da Ação Popular, grupo de esquerda que revelaria os petistas Plínio de Arruda Sampaio e Cristovam Buarque. Serra é amigo pessoal e conviveu por anos no exílio com a economista petista Maria da Conceição Tavares, uma das principais influências intelectuais do Partido dos Trabalhadores e referência particular de Dilma.
O tucano Aloysio Nunes, vice de Aécio Neves na última eleição, foi membro da Ação Libertadora Nacional (ALN), organização guerrilheira liderada por Carlos Marighella – era seu motorista e guarda-costa. Aloysio realizou inúmeros assaltos à mão armada em nome da revolução socialista.
Alberto Goldman, ex-governador tucano de São Paulo, teve uma educação marxista. Foi membro do clandestino PCB durante a ditadura.
José Aníbal, uma das figuras mais proeminentes do PSDB paulista, foi amigo de adolescência de Dilma Rousseff, com quem estudava matemática depois das aulas, e seu parceiro na Organização Revolucionária Marxista Política Operária, também conhecida como POLOP. Aníbal foi um dos fundadores do PT, antes de ser presidente do PSDB.
Juntos, eles fundariam os dois partidos políticos mais relevantes do país.

5) NAS ELEIÇÕES DE 1989, O PSDB APOIOU LULA CONTRA COLLOR



O recém formado PSDB, criado por dissidentes de esquerda do MDB, lançou o senador Mario Covas candidato à presidência em 1989. Covas alcançou pouco mais de 7 milhões de votos no primeiro turno e terminou a corrida na quarta colocação. O que pouca gente se lembra é que o PSDB apoiou Lula no segundo turno – o PMDB, de Ulysses Guimarães, tentou seguir o mesmo caminho, mas acabou rejeitado pelo Partido dos Trabalhadores. Os tucanos, por outro lado, foram acolhidos. Em almoço com o prefeito de Belo Horizonte eleito pelo PSDB, Pimenta da Veiga, Lula ouviu do tucano:

“Eu tenho também a alegria de saber que, pela primeira vez, aqui se reúnem representantes de todas as forças progressistas do país, nesta tarde, neste almoço. Eu estou certo que isso terá desdobramentos. E acho que deve ser assim, porque o Brasil deseja mudanças em profundidade. E só essas forças progressistas podem fazer essas mudanças.”


Lula perderia a eleição para Collor em poucas semanas.


6) “LULA, VENHA CONHECER A CASA ONDE VOCÊ UM DIA VAI MORAR”


Em 1993, o Brasil passou por um plebiscito sobre a forma e o sistema de governo do país. De um lado, o PT articulava a formação de uma Frente Presidencialista. De outro, o PSDB defendia a implementação do parlamentarismo. Numa conversa informal, Lula e FHC chegaram a conversar sobre um plano em que o operário se tornaria presidente e o sociólogo primeiro-ministro.

Em 1998, como revela numa conversa com o ex-senador petista Cristovam Buarque, FHC recebeu Lula no Palácio do Alvorada e arriscou uma nova previsão.

“Cristovam Buarque: Em novembro de 1998, acompanhei o Lula para visitá-lo. Quando o senhor abriu a porta do apartamento residencial no Alvorada, disse: “Lula, venha conhecer a casa onde você um dia vai morar”. Foi generosidade ou previsão?

Fernando Henrique Cardoso: Não creio que tenha sido uma previsão, mas sempre achei uma possibilidade. E também um gesto de simpatia. Eu disse ao Lula naquele dia: “Temos uma relação de amizade há tantos anos, não tem cabimento que o chefe do governo não possa falar com o chefe da oposição”. Era uma época muito difícil para o Brasil. Eu disse lá, não sei se você se lembra: “Algum dia nós podemos ter de estar juntos”. Eu pensava numa crise. E disse ao Lula: “Não quero nada de você. Só conversar. É para você ter realmente essa noção de que num país, você não pode alienar uma força”. Lula conversou comigo no dia da posse. E foi bonita aquela posse… Na hora de ir embora, o Lula levou a mim e a Ruth até o elevador. E aí ele grudou o rosto em mim, chorando. E disse: “Você deixa aqui um amigo”. Foi sincero, não é?”
Em 1999, Fernando Henrique relatou o quanto respeitava Lula. Numa conversa com Eduardo Suplicy, revelou que quando Lula aparecia na televisão falando mal dele, simplesmente desligava o aparelho.


“Fico triste, perco até o humor. Para vocês terem uma ideia do quanto eu gosto e admiro o Lula. Você sabe, Eduardo, o que eu fiz com Lula quando ele esteve comigo no Alvorada, mostrei a ele o meu quarto e disse: “Um dia isso aqui vai ser os seus aposentos”. A gente faz isso com adversário, nem com todos os amigos a gente faz isso. Pois eu mostrei a Lula as dependências da residência oficial em que moro. Mostrei o meu quarto.”

Em três anos, Lula viraria presidente. A profecia tucana se cumpriu.

7) FERNANDO HENRIQUE FEZ CAMPANHA SECRETA PARA LULA EM 2002


Nas eleições de 2002, FHC retaliou José Serra, candidato pelo PSDB à sucessão presidencial, por ataques feitos a Lula durante a campanha. Fernando Henrique disse também, em conversas reservadas, que foi um erro o ataque direto ao presidente do PT, o então deputado federal José Dirceu. Dirceu era o petista mais próximo de seu governo e a ordem era que se suspendesse imediatamente as críticas a ele. Seu puxão de orelha foi transmitido ao comando do marketing da campanha de Serra.

Com Lula eleito, FHC iniciou uma campanha secreta em sua defesa. A história é narrada no livro ”18 Dias — Quando Lula e FHC se uniram para conquistar o apoio de Bush”, escrito por Matias Spektor, doutor em relações internacionais pela Universidade de Oxford e colunista da Folha de São Paulo. Como conta Spektor:
“Lula despachou José Dirceu [que viria a ser o chefe de sua Casa Civil] para os Estados Unidos e acionou grupos de mídia e banqueiros brasileiros que tinham negócios com a família Bush. Disciplinou as mensagens de sua tropa e abriu um canal reservado com a embaixada americana em Brasília. Lula não fez isso sozinho. Operando junto a ele estava o presidente brasileiro em função – Fernando Henrique Cardoso. FHC enviou seu ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, em missão à Casa Branca para avalizar o futuro governo petista. O presidente também instruiu seu ministro da Fazenda, Pedro Malan, a construir uma mensagem comum junto ao homem forte de Lula, Antonio Palocci.

Eles fizeram uma dobradinha para dialogar com o Tesouro dos Estados Unidos, o Fundo Monetário Internacional e Wall Street. Fernando Henrique ainda orientou Rubens Barbosa, seu embaixador nos Estados Unidos, a prestar todo o apoio a Lula.”

Sem esse apoio, Lula certamente não conseguira a estabilidade internacional que teve. Não fosse FHC, sua história teria tomado outros rumos. E a do Brasil também.

8) O HOMEM FORTE DA ECONOMIA DO GOVERNO LULA ERA… UM TUCANO!



No início dos anos 2000, Henrique Meirelles deixou de lado uma vida bem sucedida como executivo do setor financeiro para candidatar-se a deputado federal por Goiás. Recebeu 183 mil votos e se tornou o deputado mais votado do estado. Seu partido era o PSDB. Com o sucesso eleitoral e o respeito do mercado financeiro, foi convidado por Lula para ser o primeiro presidente do Banco Central de seu governo, cargo que ocuparia por longos 7 anos. Meirelles ainda receberia as bençãos de FHC, antes de se desfiliar do PSDB e deixar o cargo que havia sido eleito. Lula telefonou para Fernando Henrique para avisar a escolha.
Em 2003, Marcos Lisboa, outro homem forte da economia do primeiro governo Lula, declarou que a equipe econômica do governo Fernando Henrique Cardoso merecia uma “estátua em praça pública” por ter promovido os acordos com os governos estaduais e municipais na negociação da dívida e também por ter criado a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Anos mais tarde, Fernando Henrique revelou comemorar as conquistas do governo Lula.
“Eu também comemoro a melhoria na distribuição de renda. A política dele é a minha”, disse.

9) FERNANDO HENRIQUE CARDOSO EVITOU OIMPEACHMENT DE LULA EM 2005


Durante todo governo Lula, duas figuras construíram uma ponte entre o presidente operário e o ex-presidente sociólogo: os então ministros Antonio Palocci, da Fazenda, e Márcio Thomaz Bastos, da Justiça. Os encontros foram confirmados por ambos – Palocci confirmou que esteve pessoalmente com FHC “pelo menos cinco vezes”; Bastos disse ter conversado pessoalmente com o ex-presidente apenas uma vez, em junho de 2005, mas confirmou que os contatos por telefone eram muito frequentes. Lula sempre soube das conversas e, mais de uma vez, em momentos difíceis, sugeria a Palocci: “Vai conversar com Fernando Henrique”.
Em 2005, no auge do escândalo do Mensalão e com a pressão por impeachment, Lula orientou seus dois homens fortes para pedirem a FHC que aplacasse os ânimos da oposição. O tucano aceitou de prontidão. Na conversa com Thomaz Bastos, FHC concordou que um impeachment de Lula, à época uma ameaça real, “tornaria o país ingovernável”. Fernando Henrique dizia que não queria criar “uma cisão no Brasil”. Os tucanos acataram a ordem e a história do impeachment perdeu força.

10) NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS, PT E PSDB ESTAVAM COLIGADOS EM 999 DISPUTAS DE PREFEITURAs



PT e PSDB são tratados como antagonista no cenário político nacional, mas a verdade é que em pelo menos 999 cidades (o correspondente a 18% das 5.569 cidades brasileiras), os partidos fizeram parte da mesma coligação nas últimas eleições municipais. Só no estado de São Paulo, esse número foi de 54 municípios.
Em Schroeder, Santa Catarina, por exemplo, o prefeito eleito foi o tucano Osvaldo Jurck; seu vice foi o petista Moacir Zamboni. Em 149 casos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as chapas que contaram com o PT foram encabeçadas por candidatos a prefeito pelo PSDB.
Tudo como se fossem feitos um para o outro.