No rastro do fenômeno pré-eleitoral do capitão Jair Bolsonaro, pelo
menos quatro generais do Exército devem concorrer nas eleições deste ano. Todos
da reserva, eles aproveitam um momento de desgaste da classe política e a
aceitação da categoria por parte da opinião pública para alcançar sucesso nas
urnas. Os cargos que pretendem disputar são variados, de deputado federal a
governador, além do presidenciável Bolsonaro.
Os
oficiais-candidatos têm um discurso uniforme e que seguem a cartilha do
"líder" Bolsonaro, que já gravou mensagem de apoio a alguns deles.
Fazem a defesa da família, são tementes a Deus, esconjuram os governos do PT (e
os comunistas de forma geral) e veneram os anos que o país viveu sob o regime
militar, que tratam por revolução e jamais como uma ditadura.
Presidente
do grupo Terrorismo Nunca Mais, o Ternuma, o general Paulo Chagas se filiou ao
PRP e já anunciou sua pré-candidatura ao governo do Distrito Federal. O Ternuma
é uma organização de militares da reserva criada para se contrapor ao grupo
Tortura Nunca Mais, que denuncia violações como tortura e prisões ocorridas no
período militar.
Chagas
diz que o momento é propício para militares tentarem cargos eletivos em função
do descrédito dos políticos e dos escândalos de corrupção.
“Se
você verificar as pesquisas de opinião, as Forças Armadas aparecem como uma das
instituições mais confiáveis da população. E os políticos e o Congresso
Nacional estão entre os menos confiáveis e com credibilidade. Vivemos um
momento especial em função do que aconteceu nesses governos do PT, um
incremento absurdo da corrupção. E ainda quebraram o país. E a sociedade está
procurando, entre os setores que ela confia, pessoas para representá-la no
Legislativo e no Executivo. Procura alguém disposto a servir. Por isso, os
militares”, disse Paulo Chagas à Gazeta
do Povo.
“O que estamos vendo é as pessoas entrarem na política para ficarem
ricos. Não tenho ambição de ficar rico. Aliás, quem fica rico como servidor
público não tem como se explicar. Como se pode ficar rico no serviço público de
um país pobre como o nosso?”
Também oficial, o general Eliéser Girão Monteiro é pré-candidato ao
governo do Rio Grande do Norte. Ele deve se filiar ao Partido Social Liberal
(PSL), legenda que vai abrigar Jair Bolsonaro. No próximo dia 7, o partido faz
um grande ato em Brasília dessas filiações. O general Girão Monteiro já pousou
com foto ao lado do presidenciável e integra grupo que espalha outdoors de
Bolsonaro pelo estado. O general foi um dos subchefes da Casa Militar da Presidência
da República no governo FHC e foi secretário de Segurança Pública de dois
estados, de Roraima e Rio Grande do Norte. Usa camisetas com fotos de
Bolsonaro.
O
general Monteiro diz que o Brasil passa por um momento de corrupção deslavada e
evita até a citar o nome de Lula.
“Não
gosto nem de falar o nome desse cara (Lula). Um bandido, um criminoso e que tem
o apoio de pequenos bandidos e iludidos”, diz o general, em declarações
recentes no estado.
Para
ele, Bolsonaro é um dos únicos políticos, “senão o único”, ficha limpa do
país.
Agora
na reserva, o controverso general Hamilton Martins Mourão, que foi exonerado de
um cargo no Ministério da Defesa por ter acusado o presidente Michel Temer de
liderar um “balcão de negócios” no Planalto, é uma incógnita. Tem convite de
Bolsonaro para se filiar ao PSL e sair candidato a deputado federal pelo Rio.
Mas pode concorrer a presidente do Clube Militar e deixar a carreira política
para outro momento.
Num
encontro recente num clube militar em Brasília, Mourão disse, ao ser perguntado
sobre ser candidato, que nenhuma possibilidade está descartada. Deu declarações
favoráveis a intervenção militar no país.
Candidato
a deputado federal em 2014, o general Sebastião Peternelli, do PSC, vai tentar
novo mandato. Peternelli é um defensor ferrenho do regime de 64 e seu nome
chegou a ser indicado para assumir a presidência da Funai no início do governo
Temer. Manifestações de entidades ligadas aos direitos humanos e indígenas,
contrárias a sua indicação, inviabilizaram sua nomeação. Em 2014, ele obteve
apenas 10.953 votos.





EXCELENTEEEEE! Que os militares candidatem-se maciçamente. Os atuais civis foram um desastre e mostraram a que vieram.Quero votar só em candidatos militares. Queremos nosso brasil verde-amarelo, de volta.
ResponderExcluirCOMO ASSIM MILITARES QUE SE DIZEM CONTRA O COMUNISMO SE FILIANDO A PARTIDO SOCIALISTA ?
ResponderExcluirPara se candidatarem precisam se filiar a um partido e como todos são a mesma coisa, tanto faz. Poderia ser até pelo PT, o que importa é que eles virão.
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