General sugere levar juízes em ações militares para decidir sobre
mandados.
O general da reserva
Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que comandou as tropas da ONU no Haiti, tem uma
solução para o impasse sobre mandados de busca e apreensão coletivos em
comunidades carentes do Rio de Janeiro. Para o militar, a saída é incluir
juízes nas operações das forças de segurança durante a intervenção federal no
estado.
Assim, os magistrados poderiam conceder
ou negar as medidas durante a ação, disse Heleno. Segundo o general, a
estratégia foi adotada com sucesso no país caribenho.
Já o presidente da Associação
dos Magistrados Brasileiros, Jayme de Oliveira, considera “difícil” que essa
ideia funcione no Rio. De acordo com ele, a situação no Haiti era completamente
diferente da encontrada na capital fluminense.
Sem punições
Heleno voltou a defender que a adoção de uma “regra de engajamento” mais
flexível. O termo designa as normas que determinam o quanto de força o
Exército, a Marinha e a Aeronáutica podem usar em um certo contexto. As regras
variam conforme a operação.
Para o general, militares
deveriam poder atirar em pessoas armadas, ainda que elas não estivessem
ameaçando ninguém no momento. “Seu eu tiver um sniper [atirador
de elite] bem localizado, eu faço um trabalho muito bem feito e vou criando
respeito pela força legal”, disse.
Na visão de Heleno, a
intervenção federal no Rio deve ser encarada como uma oportunidade para rever
as regras de ação de forças de segurança e afastar supostos entraves jurídicos.
“Os resultados têm sido
pífios porque os métodos são limitados por uma série de melindres jurídicos e
pequenas burocracias que ficam parecendo que são em defesa da democracia e
acabam sendo em defesa do bandido”, declarou.
O presidente da AMB, contudo,
ressaltou que a intervenção não suspende direitos e garantias fundamentais, ao
contrário dos estados de defesa e de sítio.
Especialistas ouvidos
pela ConJur afirmam que as normas atuais já são
suficientes para resguardar policiais e integrantes das Forças Armadas em
situações de conflito ou de risco. Assim, uma mudança na área colocaria os
militares acima da lei e lhes daria uma espécie de “carta branca”.
ConJur
Vamos lá!
MP, OAB, juízes legalistas, vamos sentir o barulho das “abelhinhas” passando
zunindo na velocidade de 980 metros por segundo a milímetros de vossas cabeças!
#UmDrinkNoInferno
Major PMERJ
Elitusalem Gomes Freitas

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