“Nós vencemos a ditadura!”: disse um ministro do Superior Tribunal
Federal em recente entrevista a um canal televisivo. De passagem, foi falado,
também, dos Poderes da República, da normalidade constitucional em que vivemos
e da democracia brasileira.
Entretanto,
ficamos sem saber bem a que democracia se referem, não só o ministro, mas
igualmente, quase sem exceção, toda a elite hoje no Poder. Se é da democracia
que desfrutam, a do mundo particular e dourado em que eles vivem, coisa quase
de autistas, ou se de uma outra, ainda, muito distante de atender minimamente o
cidadão comum.
Sim,
porque a que eles vivem é perfeita!
A Justiça
e magistrados têm independência plena para emitir suas sentenças, como tanto
valorizam. Por outro lado, processos e mais processos, envolvendo graves crimes
e criminosos, se acumulam durante anos e anos nas gavetas de muitos deles, sem
que haja explicação convincente. A despeito disso, gozam de privilégios
funcionais e pessoais injustificáveis, muito, mas muito mesmo, além do que lhes
poderia oferecer um país carente do fundamental em quase todos os setores da
atividade econômica e social.
Políticos,
da mesma forma, legislando em causa própria, usufruem não só dos mesmos
privilégios escorchantes do Judiciário, como também de uma vergonhosa imunidade
parlamentar que lhes assegura quase que total impunidade para a prática de todo
o tipo de crime, inclusive os comuns. Aí está a causa primeira de há anos
predominar no País a corrupção e o assalto aos cofres públicos, determinante para
a miséria econômica em que nos encontramos.
Pior, por
inércia do Judiciário, corremos o risco de ver perdido o trabalho saneador
realizado pela Operação Lava Jato, que já foi para nós uma esperança bem mais
concreta de limpeza, sobretudo, na atividade pública.
Estamos
muito longe de viver numa democracia, ao menos daquela que imaginam esses
senhores. É uma falácia pensar que o simples funcionamento dos Poderes da
República garanta isso como gostam de apregoar. Os Poderes precisam funcionar,
sim, mas corretamente e tendo à frente homens desprendidos, honestos, dispostos
a prestar serviços e não a servirem a si próprios.
Uma
democracia que não oferece oportunidades iguais a todos os cidadãos para que
desenvolvam suas habilidades e aptidões não tem o direito de ser assim
denominada. A todos têm que ser garantidas as condições de, com seu trabalho,
usufruir, ao menos, dos direitos básicos da cidadania: saúde, educação, emprego
e segurança. O Brasil está a anos-luz desta condição. É só ir às ruas,
senhores!
E mais, é
pura bravata bradar aos quatro ventos que “nós derrotamos a ditadura”. Até
porque não houve ditadura alguma no Brasil. O que houve foi um regime liderado
por militares que, no momento certo, livrou nosso País de tornar-se um satélite
do comunismo internacional. Regime que devolveu o poder aos civis por vontade
própria quando julgou terminada a tarefa de salvação.
Ditadura
temos aqui ao lado, bem na nossa fronteira Norte, com suas consequências, agora
escancaradas a todo o mundo, com seus muitos milhares de refugiados, invadindo
nosso território e o de outros países limítrofes para se protegerem das garras
do comunismo.
É por
isso mesmo, por serem os tiranos venezuelanos adeptos da foice e do martelo,
que boa parte dos seguidores e simpatizantes brasileiros, “sobreviventes” da
nossa “ditadura”, há anos no poder, ignoraram todos os alertas recebidos sobre
o perigo que morava ao lado e, ainda hoje, relutam em condenar o totalitarismo
chavista que chamam de “democracia do povo”.
Esqueçam,
jamais aceitaremos.
Gen Gilberto Rodrigues Pimentel, Presidente do Clube Militar



Nenhum comentário:
Postar um comentário