A criminalidade no Rio de Janeiro há muito se encontra fora de
controle. O estado é governado por um “walking dead” que sabe muito bem que sua
liberdade finda no dia em que transferir o governo a seu sucessor. Os
secretários de segurança pública se sucedem a cada episódio macabro - e esses
ocorrem todos os dias. O carnaval foi o ápice de todo esse caos e atestou ao
Mundo o abandono em que se encontra a população no Rio de Janeiro.
A
anunciada - e implorada por todos - intervenção na segurança pública foi
recebida de braços abertos pela sociedade que nem mesmo para comprar pão saía
mais de casa.
Feito o anúncio, sucedem-se “os especialistas” de plantão na sugestão ao
Exército de como proceder ao controle da violência. Absurdos como as
declarações da CNBB, secundadas pela presidente do STF, demonstram bem a
incapacidade das autoridades constituídas para lidar com questão que, hoje, é a
mais sensível. O PSOL e todos os demais partidos de esquerda estão contra a
intervenção por um motivo muito simples: a bandidagem constitui seu núcleo
eleitoral (eles sempre lutaram pelo voto do preso, lembram?).
Pois
o Exército terá que enfrentar, além da bandidagem explícita, a bandidagem
implícita, esta última, muito mais perigosa e consistente do que a outra,
porque manipula os meios de comunicação e distorce a própria informação.
Depois
de ver as “sugestões” propostas aos interventores, tais como comissões disso e
daquilo, eu faço uma única sugestão à sociedade carioca “como um todo”:
*DEIXEMOS O EXÉRCITO FAZER SEU TRABALHO DO JEITO QUE ELE O SABE FAZER. SE
ESTIVÉSSEMOS EM CONDIÇÕES DE SUGERIR ALGUMA COISA, O EXÉRCITO NÃO PRECISARIA
ESTAR AQUI*.
Por Marília C. Neves (Desembargadora TJRJ)

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