sábado, 3 de março de 2018

O que diz a Desembargadora?



A criminalidade no Rio de Janeiro há muito se encontra fora de controle. O estado é governado por um “walking dead” que sabe muito bem que sua liberdade finda no dia em que transferir o governo a seu sucessor. Os secretários de segurança pública se sucedem a cada episódio macabro - e esses ocorrem todos os dias. O carnaval foi o ápice de todo esse caos e atestou ao Mundo o abandono em que se encontra a população no Rio de Janeiro.
A anunciada - e implorada por todos - intervenção na segurança pública foi recebida de braços abertos pela sociedade que nem mesmo para comprar pão saía mais de casa. 

Feito o anúncio, sucedem-se “os especialistas” de plantão na sugestão ao Exército de como proceder ao controle da violência. Absurdos como as declarações da CNBB, secundadas pela presidente do STF, demonstram bem a incapacidade das autoridades constituídas para lidar com questão que, hoje, é a mais sensível. O PSOL e todos os demais partidos de esquerda estão contra a intervenção por um motivo muito simples: a bandidagem constitui seu núcleo eleitoral (eles sempre lutaram pelo voto do preso, lembram?).

Pois o Exército terá que enfrentar, além da bandidagem explícita, a bandidagem implícita, esta última, muito mais perigosa e consistente do que a outra, porque manipula os meios de comunicação e distorce a própria informação.
Depois de ver as “sugestões” propostas aos interventores, tais como comissões disso e daquilo, eu faço uma única sugestão à sociedade carioca “como um todo”: 

*DEIXEMOS O EXÉRCITO FAZER SEU TRABALHO DO JEITO QUE ELE O SABE FAZER. SE ESTIVÉSSEMOS EM CONDIÇÕES DE SUGERIR ALGUMA COISA, O EXÉRCITO NÃO PRECISARIA ESTAR AQUI*.

Por Marília C. Neves (Desembargadora TJRJ) 

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