sábado, 3 de março de 2018

Somos Todos Cabo Flavia Louzada!



A reação da Cabo PM Flavia Louzada deveria primeiramente ser avaliada por equipe interdisciplinar de médicos e psicólogos.

Cabo PM Louzada é desrespeitada, veja aqui

Talvez o sistema desconheça as prováveis causas desta reação tão inconsequente que alcança as raias do desespero de quem, em ABSOLUTO ESTADO DE NECESSIDADE, perdeu a razão. Porque faz pouco tempo, e posso testemunhar, que se viu com o pai em estado terminal de câncer (ele faleceu neste recente período), e foi obrigada a abandonar o lar às pressas por real ameaça de traficantes do Complexo do Alemão, que invadiram a comunidade onde ela residia, num dos acessos periféricos à favela, e lhe mandaram um recado direto de ameaça de morte. 


Como ela foi a única mulher que participou da tomada do Complexo do Alemão junto com as FFAA, precedendo às instalações de UPPs por lá, tornou-se bastante conhecida da bandidagem do Complexo e de outros membros do CV. Neste quadro aflitivo ela me procurou em Maricá, na minha casa, e eu providenciei com o meu conhecimento de pessoas boas de Maricá uma casa para ela alugar, da qual fui fiador. Ela se mudou a toque de caixa no mesmo momento em que sepultava seu pai, um graduado da Aeronáutica. Por que eu, um oficial reformado da PMERJ, tive de agilizar tudo isto? Ora, porque ela não confiou que a corporação a apoiasse em momento extremo e me procurou junto com o companheiro dela, que, para complicar ainda mais, sofre de grave lesão na coluna cervical, o que também pode ser facilmente provado, ele sentou-se na minha poltrona e não conseguiu se levantar sozinho. 
Já atormentada pela grave situação que aqui resumo, ela descobre que está grávida de gêmeos, e só Deus sabe o susto dela. EU SEI!.. Daí, ela se viu impelida a voltar a morar no Rio de Janeiro, para ter acesso rápido a hospitais, pois, por óbvio, a gravidez dela, na idade em que se encontra, pode ser considerada de altíssimo risco. Nem sei se ela já conseguiu se mudar, mas esta é a duríssima realidade no momento enfrentada pela Cabo PM Flavia Louzada, e o seu real estado de espírito ao dar a entrevista. Ora, ela não falou como PM, falou como órfã de um pai que ela mesma cuidava na casa dela, falou como futura mãe de gêmeos que não recebeu seus vencimentos como mandam as leis, e acabou espinafrando um governante que já disse a que veio, eis que inegável integrante da súcia comandada por Sérgio Cabral, este que roubou tanto que merecia ser "presidente de honra" do Comando Vermelho (Vide declarações de Marcinho PV). 
Faço aqui o relato para que o sistema PMERJ acorde e saiba lidar com o grave problema que levou a Cabo PM Flavia Louzada,porque, - abnegada e entusiasmada defensora da VIDA dos colegas dela, incluindo oficiais, - ela não distinguiu nem ela o seu grave trauma psicológico,levando-a ao risco de perder os gêmeos (já estava licenciada por gravidez). Faço o relato para que a imprensa em geral aprofunde em investigação jornalística o que aqui afirmo, e que o ilustre comandante-geral, que tem a obrigação moral de ser humanitário, PRIMEIRO, por seu passado sempre voltado para o bem estar das tropas que comandou, e SEGUNDO porque a corporação tem uma enorme dívida com essa PM valente e abnegada, que transborda amor corporativo e que ingressou na PMERJ depois de ter a mãe, PROFESSORA, assassinada por um aluno que pusera para fora da sala por inconveniência e ele a esperou na saída e atirou muitas vezes nela, matando-a. 

Desabafo marido da Cabo Louzada, veja aqui

Espero que toda a PMERJ, de algum modo, leia o que escrevo. E digo por minha conta que esse governante não tem moral de mandar punir a Cabo PM Flavia Louzada por manifestação gerada pelo máximo desespero, não mais de PM Fem, mas de MÃE DE GÊMEOS prestes a perdê-los ainda no útero, como acontece nas favelas em que mães perdem filhos ainda no ventre por consequência de tiros insanos. Que o Ex.mo Senhor General de Exército Interventor saiba logo, este é o "moral" da tropa da PMERJ,que durante anos não tem podido se espelhar mirando o andar de cima, onde só há corrupção e desculpas esfarrapadas dos que já foram apanhados e dos que ainda conseguem ganhar tempo em razão de cargo ou função e de outras malandragens. Por enquanto é o que basta!

Emir Larangeira, Coronel PMERJ


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