sexta-feira, 20 de abril de 2018

A VÍTIMA ESQUECIDA



É conhecido o desejo de movimentos de esquerda buscarem a criação de uma vítima em suas manifestações. Tal fato confirmará a violência de seus opositores e sua posição de vítimas da selvageria dos fascistas, golpistas, entreguistas ou qualquer outra designação que atribuam a quem se opõe a eles. A vítima, naturalmente, sempre será um inocente estudante, operário, camponês, trabalhador que expressava pacificamente seu apoio às causas populares e, apenas por isso, foi violentamente agredido.
Caso a vítima morra, melhor ainda. Nada mais expressivo e contundente do que um cadáver para provar suas teses de vitimização e pura inocência, em contraponto à truculência dos adversários, cujos argumentos são fracos e incapazes de sustentar o debate no campo das ideias.
No recente circo armado no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em torno da prisão do ex-presidente Lula, no entanto, algo de novo aconteceu. Membros da tropa de choque do PT, entre eles ex-vereador e ex-candidato a prefeito da cidade, agrediram um manifestante contrário ao criminoso condenado, com socos e empurrões, lançando-o na rua, onde bateu com a cabeça no para-choque de um caminhão e ficou estendido no chão, desacordado e com a cabeça sangrando.


Nenhum membro da guarda pretoriana que protegia as autoridades, artistas, políticos, religiosos e demais participantes da, até agora, última palhaçada de Lula, teve a mínima preocupação em auxiliar o ferido. Coube a populares seu socorro e condução, a pé e sangrando, para hospital próximo ao local da agressão.
A televisão mostrou, em imagens claras e nítidas, o rosto e a atitude de pelo menos três dos autores da violência. Ao que se saiba, nada sofreram ou sofrerão em consequência de seus atos de banditismo.
Quem era o agredido? Seu nome? Qual o atendimento recebido no hospital? Como está passando? Já teve alta?
Isso não interessa.
Se tivesse acontecido o contrário, se um dos manifestantes que gritavam “Lula ladrão, teu lugar é na prisão” tivesse ferido algum admirador lulista, já estaria preso, com sua vida esmiuçada e exposta em várias notas diárias. A notícia, espalhada pela azeitada máquina de divulgação esquerdista, estaria em poucos minutos repercutindo em outros países, com grande destaque, comprovando a falta de democracia e o desrespeito aos direitos humanos imperantes no Brasil de governo golpista.
Já haveria uma série de iniciativas para homenagear a pobre vítima: nome de ruas, placas, monumentos…
Como o agredido era contrário a Lula, não interessa seu destino. Que não ouse mais expressar seu pensamento em via pública, o que é monopólio da esquerda.

Gen Clovis Purper Bandeira, Editor de Opinião do Clube Militar




Um comentário:

  1. Muito triste. Mais triste ainda, ver como tem pessoas que acreditam e participam dessa seita amaldiçoada. ESQUERDA/PETISMO

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