“Não existe crime mais sério do que a
corrupção. Outras ofensas violam uma lei enquanto a corrupção ataca as
fundações de todas as leis”. Theodore Roosevelt – 1902
Se dermos uma olhada mais
atenta na biografia e no desempenho dos magistrados do STF, que um colunista
definiu como “garantistas”, referindo-se àqueles juízes que pretendem
assegurar, irrestritamente, o que está na Constituição, ser um escravo dos
princípios fundamentais da legalidade, da presunção da inocência, do
contraditório, do devido processo legal e, sobretudo, da dignidade da pessoa
humana, poderemos não ter tanta certeza da nobreza e sequer das suas reais
motivações.
Dentre eles, estão os que pretendem rever
a possibilidade de prisão a partir da segunda instância, os que abominam a
prisão preventiva ou provisória, os que enxergam como ato de tortura a delação
premiada, os que desejam a todo custo assegurar imunidades sem limites, os que
colocam o habeas-corpus como símbolo da liberdade individual, não importando de
quem ou porquê, os que pretendem ignorar a opinião pública, os que entendem que
os juízes de Curitiba inauguraram um novo código de Direito no País e os que
sonham detonar a Operação Lava Jato.
Tudo isso na contramão de todo o esforço
que o Brasil necessita da Justiça, hoje, para eliminar a praga da corrupção,
punir os criminosos do colarinho branco, dentre governantes, políticos e
poderosos empresários que arrasaram a economia do país e frustraram tantas
esperanças. Na contramão, também, daquilo que em todo o mundo vem sendo feito
para combater a criminalidade institucionalizada.
Para agravar, como disse, quando atentamos
para a trajetória desses chamados “garantistas”, não sentimos segurança alguma
quanto às reais intenções que os movem. Para ser sinceros, não damos um tostão
furado por elas. Enxergamos condenáveis preferências político-partidárias em
alguns, perigosas ligações com políticos e poderosos grupos empresariais em
outros e todos esses protegidos, sempre, com contas sérias e pesadas a ajustar
com a lei. Há, até mesmo, alguns exemplos de quem nem tenha tanto apego assim
às normas constitucionais vigentes dentre esses juízes. Aqui bastaria lembrar o
episódio da ex-presidente cassada que não teve seus direitos políticos
suspensos, como exigido pela lei, por conta da interpretação marota do texto
constitucional do presidente do Senado, à época, com o aval de um chamado
“garantista”. Um escândalo que ainda poderá ter sérias consequências nas
próximas eleições.
Portanto, amigos, todo o nosso apoio,
hoje, aos chamados pelo colunista de juízes “consequencialistas”, pragmáticos
no sentido não pejorativo do termo, que querem julgar com base em fatos, e não
em pretensas teses idealistas. Estão movidos pelo desejo maior de terminar com
a impunidade dos poderosos. Estão com a Lava Jato.
É disso que o Brasil precisa.
Gen Gilberto Pimentel Presidente do Clube
Militar

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