terça-feira, 17 de abril de 2018

Lula hoje é só uma carcaça.



Perceberam que a Polícia Federal negou-se a buscar Lula no Sindicato dos Metalúrgicos? Que não se lançou num combate arriscado no terreno do inimigo?
Deixou que a militância gritasse, gastasse energia, esgotasse seus recursos e, por fim, se visse sem resistência.
Esperou para avaliar o tamanho das fileiras adversárias e então, logo que constatou que elas não passariam dos mesmos sindicalistas e estudantes de sempre, sem quelquer reforço de adesão popular (já sabíamos!).


Um delegado disse em alguma reportagem que qualquer reação da P.F. para capturar Lula seguiria instruções do juiz responsável pela ordem de prisão.
Sergio Moro não piscou. Não requisitou o Batalhão de Choque, não mandou suspender a energia do prédio do sindicato, não fez nada que pudesse  inflamar ainda mais os ânimos ou criar um fato novo.
Impossível não lembrar Sun Tzu: “Conhece teu inimigo e conhece-te a ti mesmo e se tiveres cem combates a travar, cem vezes serás vitorioso. Se ignoras teu inimigo e conheces a ti mesmo, tuas chances de perder e de ganhar serão idênticas. Se ignoras ao mesmo tempo teu inimigo e a ti mesmo, só contarás teus combates por suas derrotas.”
Por estas e outras que admiro ainda mais Sergio Moro, tudo que vimos está escrito em A Arte da Guerra. Mas não é todo mundo que curte um bom livro, não é mesmo?
E na contramão está alguém que abriu mão de si mesmo pelo poder. Lula construiu uma história de vida capaz de arrastar emoções e o levar à presidência. Agora, de modo desprezível, o mesmo Lula destrói-se por completo.


Não é preciso resgatar o tríplex, o sítio ou os 30 milhões em “palestras” para atestar a derrocada do ex-presidente. Basta tão somente reparar a figura pitoresca na qual Lula se tornou. O operário milionário sempre esbanjou o apoio popular e tomou para si o mérito de salvar o País da miséria. Contudo, junto disso, entregou-se aos afetos das maiores empreiteiras, não viu mal em lotear a máquina pública, nem constrangeu-se em liderar uma verdadeira organização criminosa.
Sem hesitar brincou com os sonhos do povo e fez de seu filho, ex-faxineiro de zoológico, um megaempresário. Aceitou financiamentos regados a corrupção, fez festa junina para magnatas e mentiu, mentiu e mentiu. O resultado, enfim, chegou: ao abrir mão de si mesmo, Lula perdeu o povo.
Pelas ruas o ex-presidente é motivo de indignação e fonte de piadas. Lula virou chacota, vergonha, deboche. Restou-lhe a militância do pão com salame e aqueles que tratam a política com os olhos da fé messiânica.


Seu escárnio da lei confirma sua queda, Lula ainda enxerga o Brasil como um rebanho de gado e não percebe que está só, cercado por advogados que postergam seu coma moral. Enquanto ofende o Judiciário e todos aqueles que não beijam seus pés, Lula trancafia-se na bolha de quem ainda acredita que meia dúzia de gritos e cuspes podem apagar os fatos.
O chefe entrou em um mundo sem saída, trocou sua consciência pelo poder e corrompeu-se até dissolver sua essência. Lula morreu faz tempo, restou-lhe apenas uma carcaça podre que busca a vida eterna no inferno de si mesmo.

Gabriel Tebaldi, Graduado em História pela UFES


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