terça-feira, 8 de maio de 2018

Governo do Rio mata dois policiais de uma vez


Sargento Rosemberg de Jesus Principe

Dois policiais militares morreram na madrugada de hoje (5) após serem encontrados desacordados dentro de uma viatura, em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro. Eles foram identificados como sargento Rosemberg de Jesus Principe, de 38 anos, e soldado Bruno Pereira Martins dos Santos, de 36 anos.

Soldado Bruno Pereira Martins dos Santos

Os políticos aliados ao tráfico de drogas e os traficantes já tem um forte aliado para a matança de policiais, o governo do Estado do Rio de Janeiro. Com mais de uma década em desfalques no dinheiro do contribuinte as Unidades da PMERJ não tem mais condições de fazer a manutenção corretiva nas sucatas ambulantes que circulam pelas ruas do Estado fingindo fazer a segurança da população. Não raro é ver policiais militares empurrando viaturas na ânsia de prestar serviço à população.

Fora isso ainda temos a falta de uniformes, atraso de salários, coletes vencidos e armas sem manutenção tendo falhas em meio a confrontos armados. Trabalhar assim é caminhar a passos largos para a morte.

Neste final de semana dois policiais militares foram mortos de uma vez, mas sem tiros, só com a violência silenciosa do governo do Estado para com seus policiais. Viatura sem estar licenciada, sem vistoria veicular anual desde 2016, fazendo o que é proibido a todo cidadão, rodar nas ruas desta cidade, sem manutenção preventiva e muito menos a corretiva.

O escapamento, certamente com vazamento, emitiu CO2 para o interior da viatura causando sonolência aos ocupantes, desacordados morreram sem sentir.

Existe uma concentração tolerável de gás carbônico no sangue, que é de 35 mm Hg a 45 mm Hg. Quando essa concentração sobe, a pessoa é induzida a um estado de sonolência que leva ao coma e à parada respiratória. O gás carbônico é levado pelo sangue até o cérebro, causando uma intoxicação.

Da soma de policiais mortos num ano, que sempre ultrapassa uma centena, o governo tem sua parcela de culpa na morte de um percentual desses assassinatos.

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