terça-feira, 31 de julho de 2018

O Apartheid Institucional na PMERJ.


Capitão Diogo Lins, 34 anos, lotado no 39°, após sair de uma escala de serviço de 24 horas, acompanhado de sua esposa, no início da tarde deste domingo ao chegar na casa do amigo SD PM em Marechal Hermes para um almoço. No momento em que os dois se cumprimentavam no portão da residência, foram surpreendidos por quadro criminosos em um carro que aproximaram anunciando o assalto. O Capitão Canito foi atingido no tórax, abdômen, braço esquerdo e pescoço, foi socorrido no Hospital Carlos Chagas, tristemente não resistiu aos ferimentos.
Os criminosos fugiram levando a arma do Capitão Canito e os pertences pessoais de sua esposa, não levaram o carro, é como se soubessem que tratava- se de dois policiais militares e os atacaram puramente por prazer. Não é achismo dizer que criminosos estão matando policiais puramente por prazer, após realizar uma investigação por mais de um ano a Delegacia de Homicídios da Capital do RJ pode concluir que criminosos recebem prêmios em dinheiro para matar policiais, seja em operações ou em assaltos nas ruas.
Para criminosos não importa a patente hierárquica, portanto, praças e oficiais que almejam uma PMERJ melhor para todos bem como proteção a vida dos policiais por parte do Estado precisam se unir em prol do bem coletivo. O Apartheid institucional favorece apenas os interesses do Estado e aos interesses dos criminosos.
Cabe a cúpula da PMERJ se posicionar diante do Governo do Estado e cobrar criação e efetividade de protocolos de proteção a vida dos policiais. Policiais são guardiões do Estado Democrático de Direito, são guardiões de todos nós. Quem guarda e zela pela vida desses também trabalhadores seres humanos? Capitão Canito é o 71 PM assassinado esse ano de 2018 no Rio, tristemente foi o terceiro PM assassinado só esta semana. Até quando prevalecerá a omissão e descaso do Estado para com a vida dos policiais?
Diante da omissão e naturalização por parte do Estado os policais estão tendo violado o mais valioso direito assegurado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, o direito a vida! Uma fez mais o Estado puxou o gatilho juntamente com o criminoso.
Rafael Teixeira.
Pós- graduado em Direito Militar. 
Pós-graduado em Direito Humanos e Educação.
Pós-graduado em Gestão de Políticas Públicas e Serviço Social. 
Doutorando em Direito. 
Pesquisador do Núcleo de Pesquisa Políticas Sociais, Estado, Trabalho e Serviço Social - PETSS / UFRJ.

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