quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Haddad precisa respeitar os quase 58 milhões de eleitores de Bolsonaro.

O candidato derrotado do PT pediu respeito para os mais de 45 milhões de brasileiros que votaram nele, mas fez um discurso de ódio.


Derrotado nas urnas, Fernando Haddad jogou fora a pele de cordeiro e assumiu o que tentou esconder durante toda a campanha.
Ao invés de demonstrar humildade e apreço pela voz das urnas, o mais “bonzinho” dos petistas, pediu respeito apenas para os 45 milhões de apoiadores, desprezando o que pensam aqueles que optaram pelo capitão reformado.
Os quase 58 milhões de brasileiros que estão do outro lado da margem do rio não mereceram uma mísera palavra de consideração.
Taxados de “fascistas”, “golpistas” e até “nazistas” simplesmente por não comungarem com os valores e as ideias petistas, os eleitores de Bolsonaro foram rechaçados por um discurso raivoso, virulento, de ódio, que, se não condiz com aquele que deveria ser feito por um verdadeiro democrata, por outro lado, desnuda o que o PT é na sua essência.
Embora muita gente de boa fé ainda acredite no ideário do PT, a verdade é que ao longo dos anos, Lula e asseclas, mergulharam um partido nascido sob o emblema da ética na lama, cujos líderes, com raras exceções, parecem pandilheiros ávidos por dinheiro sujo. 
Foi para essa gente que Haddad falou. 
O discurso do “nós contra eles” ressurgiu com toda carga de desolação que pode representar e que tanto mal já causou. A polarização extremada e deletéria que vivenciamos nos últimos meses é resultado desse pensamento que trata o oponente não apenas como adversário, mas como inimigo.
E o aliado de hoje será jogado no esgoto manhã, sem choro nem vela.
Ciro Gomes sabe bem disso. Daí, ter preferido a neutralidade. 
Haddad teve hoje uma chance única de sair maior do que entrou nessa disputa. Rejeitado pela cúpula petista, que o considera arrogante e sem a crosta dos “autênticos”, o ex-prefeito, ao invés de buscar a pacificação dos brasileiros, optou pela truculência, negando-se mesmo a cumprimentar Jair Bolsonaro, negligenciando o fato que, desde agora, ele não é mais apenas seu ex-contendor, mas o presidente de mais de 200 milhões de pessoas. 
Mas democracia, para o PT, só é boa quando ele vence. 
Sempre foi assim, e assim sempre será.
Domingos Fraga, R7

Um comentário:

  1. Não foram 58 milhões de votos; sim, seguramente, mais de 75% doa votos válidos.Sou fiscal credenciado pelo PSL. Na zona eleitoral 185, nas seis sessões, a diferença a favor de Bolsonaro foi de, no mínimo 75% dos votos. Eles roubaram muito, mas a diferença era esmagadora e as fraudes não conseguiram vencer.

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