terça-feira, 13 de novembro de 2018

Quadrilha verde?

SEMPRE FALEI QUE ELE ERA O CHEFE DA QUADRILHA VERDE.


Um grande esquema de corrupção e organização criminosa circunda e cria raízes no BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR AMBIENTAL, envolvendo o deputado estadual e ex-secretário do meio ambiente André Corrêa, Coronéis da PMERJ, praças e empresários do Rio de Janeiro.


Nos dias 24 e 25 do mês de setembro, os jornais O DIA e O GLOBO fizeram matérias sobre a milícia marítima que atua na Baía de Guanabara e em Angra dos Reis, em que pescadores são obrigados a pagar taxas para pescar, até em período de defeso. 
Acontece que ambos os jornais não foram claros na identificação desses milicianos. 
A verdade é que a criação dessa milícia ocorreu na gestão do Coronel da Polícia Militar André Luis Araújo Vidal, indicado pelo deputado André Corrêa, quando comandou o Batalhão Florestal e na transição, ao Comando de Polícia Ambiental, e tendo como Chefe da Seção Operacional o Major Carlos Henrique Santana Cosenza.
Durante a gestão desses Oficiais Superiores, os policiais estavam proibidos de fazer ocorrências e fiscalizações em areais (principalmente em Seropédica), em locais de cerâmicas (principalmente em Itaboraí), bem como ocorrências marítimas ou fluviais.

Os integrantes da Milícia Marítima são lotados na 7ª UNIDADE DE POLÍCIA AMBIENTAL, UPAM, localizada na sede do Comando de Operações Especiais, COE, Ramos.
Em 2016, um Tenente comandava a 7ª UPAM, quando apreendeu algumas toneladas de sardinhas. O Major Cosenza ligou para o Tenente para fazer pedidos, para que não apreendesse a mercadoria. Diante da insistência e coação por parte de seu superior hierárquico, o Tenente colocou a situação no grupo de Oficiais da Polícia Ambiental. Com isto, foi instaurado um inquérito policial militar feito pela própria polícia ambiental. E para não abalar o comando da unidade, colocaram panos quentes, arquivando o inquérito. Não ficou só nisso, pois o Tenente foi ameaçado pela quadrilha e ainda foi transferido da Polícia Ambiental para o Batalhão de Choque.

Um "confere" nos criminosos presos da ALERJ.

No ano de 2014, policiais da Polícia Ambiental foram fiscalizar uma empresa de refrigerante em Magé. Um dos sócios ligou para o Coronel Vidal para informar que havia policiais da Polícia​ ambiental na empresa exigindo dinheiro e de imediato, o próprio coronel ligou para a guarnição e determinou a prisão da mesma, sendo aberto um processo contra os integrantes. Acontece que, durante a instrução criminal do suposto crime militar, em audiência, um dos sócios que é também coronel reformado da PMERJ declarou que em nenhum momento em que a guarnição esteve na empresa foi exigido qualquer tipo de vantagem, fato que levou a absolvição da guarnição. É claro que a guarnição esbarrou no local onde o coronel Vidal e sua equipe recebiam propina para não fiscalizar.
O Coronel Vidal passou o Comando da Polícia Ambiental ao Cel Fernandes, porém a sua equipe ficou enraizada na unidade, por pedido do próprio Vidal e pressão do Deputado André Corrêa.

Período também em que os policiais não podiam fazer fiscalizações nem ocorrências, apenas quem tinha liberdade era a milícia da 7ª UPAM, pois era ela quem recolhia as propina e repassava ao major Cosenza, que por sua vez passava aos seus superiores.
Os policiais da milícia marítima estavam com tanta liberdade, que um funcionário do INEA foi ameaçado de morte pela quadrilha da 7ª UPAM, pois estava atrapalhando os planos de expansão. Ameaça esta que gerou uma investigação do Ministério Público que ainda existe, porém pela forte influência do Deputado André Corrêa, Cel Vidal e de membros de sua equipe, o Ministério Público vem enfrentando dificuldades para concluir as investigações.
No atual comando da Polícia Ambiental, o Cel Vidal ainda exerce fortes influências pelo fato de ser mais antigo do que o novo comandante que almeja cargos maiores na corporação e para não entrar em conflito com superiores, acaba cedendo às pressões.

Em 2018, uma guarnição da 6ª UPAM, Itacoatiara, apreendeu 12 toneladas de tainha, que estavam sendo retiradas de uma embarcação traineira. A guarnição que apreendeu o pescado recebeu diversas ligações, porém procedeu a fim de realizar registro em sede policial. Os policiais da 6ª UPAM foram procurados por diversos representantes de pescadores e empresas de pescadores para que acordassem um valor de propina para que não realizassem fiscalizações nos Cais acordados, inclusive durante a tentativa de dar propina, os que ofereciam informaram que estavam também em sintonia​ com o INEA e o comando da unidade, que não havia risco de gerar problemas.
Pelo fato das guarnições não aceitarem fechar acordo e de estarem atrapalhando os negócios irregulares, os policiais da 6ª UPAm foram transferidos para a 5ª UPAm, Três Picos, a pedido do coronel Vidal. E com isso, não houve mais apreensões de pescados, mais sim uma ostensividade de cobranças de propinas.

Meados de setembro, uma guarnição da 5ª UPAM foi fiscalizar um Areal em Petrópolis. E o empresário bastante influente, dono do Areal, não ficou satisfeito com a fiscalização e entrou em contato com a equipe do Coronel Vidal para que fizesse algo relacionado que impedisse uma nova fiscalização por parte da Polícia Ambiental. Para que não ocorresse tal fiscalização, o empresário foi orientado a prestar queixa na delegacia, denunciando policiais da Polícia Ambiental por extorsão.

2 comentários:

  1. Eu sou inativo,quando estava na ativa, fui perseguido por oficiais corrupto e viciado em droga.

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  2. Esse coronel está na ativa ou está preso? Ou não prendem coronel miliciano?

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