sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Que venha um Ministro da Cultura que seja pelo menos culto!

Bolsonaro critica questão que provocou polêmica no Enem.


Em participação no programa Brasil Urgente, apresentado por José Luiz Datena, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) criticou nesta segunda (5) uma questão da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que tratava do “dialeto secreto” usado por gays e travestis. Ainda afirmou que, em sua gestão, o Ministério da Educação “não tratará de assuntos dessa forma”.

“Uma questão de prova que entra na dialética, na linguagem secreta de travesti, não tem nada a ver, não mede conhecimento nenhum. A não ser obrigar para que no futuro a garotada se interesse mais por esse assunto. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis”, disse.

Bolsonaro negou que pretenda acabar com o exame, mas afirmou que seu governo não vai “ficar divagando sobre questões menores”. “Ninguém quer acabar com o Enem, mas tem que cobrar ali o que realmente tem a ver com a história e cultura do Brasil, não com uma questão específica LGBT. Parece que há uma supervalorização de quem nasceu assim”, disse.

A questão referida por Bolsonaro é a número 37 do caderno de Linguagens. Nela, o teste mostrou um texto sobre “pajubá, o dialeto secreto dos gays e travestis” e questionava o candidato quanto aos motivos que faziam a linguagem se caracterizar como “elemento de patrimônio linguístico”.
Texto de vejasp

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