quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Questão de matemática!

A reforma da Previdência se baseia em dois princípios do equilíbrio fiscal e promoção de justiça social (empregados do setor público e do setor privado são iguais perante a lei). Ambos fizeram parte do discurso de campanha de Bolsonaro. Quem não ouviu isso tem um ouvido seletivo, só ouve o que quer.

Cumprindo sua promessa Bolsonaro acaba de entregar pessoalmente ao Congresso uma proposta de Reforma da Previdência exatamente nesses termos. Quem votou nele e hoje faz campanha contra se esquece do lema: "Brasil acima de todos" e coloca a defesa de seus privilégios pessoais, especialmente aposentadorias de valores muito além do teto dos reles mortais do INSS, acima dos interesses do País.
Simplesmente porque o País não tem como sustentar esses valores, todos ficarão sem nada quando o sistema quebrar, setor público e privado.

Eles jogam contra, inclusive contra a vida do Presidente Bolsonaro.

Essas pessoas não querem saber, fingem que se preocupam com o Brasil, mas desde que o sacrifício seja feito pelos demais. É a eterna certeza da "lei de Gerson, levar vantagem em tudo". Bolsonaro se elegeu com uma mensagem oposta a essa e os pretensos eleitores de direita que hoje fazem eco às bandeiras da esquerda, ou são alienados, traidores ou são mesmo é esquerdistas infiltrados.

Entre 2001 e 2015 o rombo da Previdência Pública, que atende menos de um milhão de aposentados foi de R$ 1,39 trilhão. O rombo do INSS que atende 30 milhões de aposentados foi de R$ 1,08 trilhão. Isso porque o salário médio do INSS é de R$ 1.240,00, enquanto que o do setor público, os salários de aposentadoria em mádia é de R$ 7.583,00 no Executivo, R$ 26.302,00 no Judiciário e R$ 28.547,00 no Legislativo.

Quem é contra a Reforma da Previdência do Bolsonaro e defende a manutenção dessa disparidade esquece que:
1 - Ambos os sistemas estão com déficit. Ou seja, são desviados recursos da saúde, educação e segurança para bancar esse rombo, que é crescente.
2 - Em qualquer lugar do mundo a Previdência, necessariamente, tem que ser equilibrada, receita=despesas. Quando há desequilíbrio, faz-se uma reforma, por isso que este assunto está sempre em voga em todo o mundo.
3 - É insustentável continuar desviando recursos de outras áreas para cobrir este rombo. Só em 2019 os gastos com a Previdência serão de R$ 760 bilhões, três vezes mais que os R$ 220 bilhões destinados a educação, saúde e segurança.
4 - Não é possível que as pessoas, principalmente idosos, morram nas filas de hospitais públicos por falta de atendimento, que crianças não tenham futuro por falta de educação de qualidade e que cada brasileiro não saiba se volta para casa vivo quando vai trabalhar. Hoje a prioridade do orçamento é bancar aposentadorias insustentáveis de uma minoria privilegiada. Não vem ao caso se esses "privilegiados" são pessoas concursadas, honestas e trabalhadoras, a questão é: Não existe dinheiro para este modelo! É irracional revoltar-se contra números! Não podemos viver num mundo de fantasias! A realidade de impõe e nem sempre é aquilo que gostaríamos. Se fosse, viveríamos no Paraíso e não no planeta Terra.

Danuza

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