terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Basta dessa violência que gera lucro!


Lamentavelmente o cabo da Polícia Militar, Sá Freire, 39 anos, lotado no 28º Batalhão da PMERJ, foi baleado na cabeça em confronto com suspeitos de tráfico de drogas na Rua Maria Cecília na noite de sexta feira (1º de fevereiro), no Bairro Retiro. Ele chegou a ser levado para o Hospital São João Batista, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no inicio da madrugada de sábado.

No atual cenário de confrontos contra narcotraficantes é uma questão de Direitos Humanos viabilizar aos policiais condições de combate. É direito humano o policial ter o direito de defesa em meio a essa guerra insana. É importante que o atual governo não cometa os mesmos erros de governos anteriores, que apenas utilizaram os policiais como escudos humanos sem viabilizar condições de resposta.

É preciso atentar também para a necessidade de investir em ações estratégicas de inteligência para reprimir o tráfico na base, não adianta termos somente o olhar de quem financia o tráfico é o usuário, ignorando a ferida que precisa ser tocada.

Investir em ações para desmantelar o tráfico na base, há muitas Instituições públicas e privadas que lucram com o negócio. Armamento e drogas não caem nas favelas de discos voadores, não adianta manter policiais na linha de frente como escudos humanos nesta guerra desigual na qual os policiais sequer têm o poder de ação.

Investir em ações estratégicas neste sentido! Além de focar nas ações visando capturar os traficantes que estão nas favelas, é preciso também investir em ações para capturar os "fechados" com o tráfico que estão nas instituições públicas e particulares. Lucram muito com o negócio! Chegou a um ponto que não podemos ignorar a necessidade de reflexão sobre o assunto.

Em pesquisa de tese de doutorado constatei que a violência atrelada aos confrontos contra o narcotráfico gera lucros, por isso é impulsionada sem tocar o dedo nas feridas que carecem serem tocadas. É preciso capturar também os que estão nos bastidores e lucram com o negócio, daí as ações de inteligência.

Policiais são duplamente vulneráveis a violência, são vítimas do cotidiano comum, como todos nós, e também são vítimas simplesmente pelo fato de serem policiais. Estão expostos pelo poder público que não os ampara com legislação eficiente, como também ao serem identificados fora de serviço.

A forma como deve ser tratada a questão do narcotráfico, somado ao contrabando de armas de guerra no Brasil, ignorando certas "feridas", tem promovido um efeito cascata de violação de Direitos Humanos de todos nós.

Todo dia policial morrendo! O 6º policial morto só em janeiro! Policiais duplamente vitimizados pela violência! Não adianta homenagens póstumas! É preciso ações de prevenção a vida dos policiais! É problematizar essas questões no sentido de reprimir o tráfico na base, é justamente pensando em ações de prevenção à vida do policial.

As mortes resultantes da violência, mesmo que indiretamente, tem o dedo do Estado no gatilho. Mais um policial covardemente assassinado vitima da violência que nos atormenta, fere o Direitos Humanos de todos nós!


É preciso discutir a questão do narcotráfico sem discursos ideológicos ou jogo de interesses. Basta dessa violência que gera lucro!

Rafael Teixeira, Assistente Sociel e Assessor Parlamentar do Vereador Major PMERJ Elitusalem Freitas.


Vou mais além, que se capacite e equipe a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro para que, como visto na Polícia Federal em apoio a Lava Jato, faça uma varredura em movimentações financeiras ilegais, o que certamente levará aos organizados em fomentar o tráfico de drogas e de armas no Rio de Janeiro, já que se tem indícios suficientes para suspeitar devido a seus constantes pronunciamentos políticos. Basta ter interesse, profissionalismo e vontade de fazer acontecer.

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