quarta-feira, 15 de maio de 2019

A ditadura da sucuri de duas cabeças.



O povo e o governo Bolsonaro encontram-se sequestrados por uma sucuri de duas cabeças: uma responde pelo codinome de Suprema Casa da Mãe Joana e a outra é conhecida como o Covil de Ali Babá e seus 594 ladrões (tudo bem, alguns não merecem essa qualificação).

Desde que delineou-se a vitória do Presidente Jair Bolsonaro, as duas cabeças fundiram-se em um só corpo, para forjarem a defesa mútua e enfrentarem a cruzada pela moralização que a sociedade escolheu e estava a exigir. Enquanto as cabeças engendravam planos para salvar suas peles, o corpo serpenteava ao redor da presa, aguardando as oportunidades para envolvê-la em seu abraço letal.

A primeira e desesperada tentativa veio por meio de um golpe de faca, que não foi suficiente para eliminar o Mito. Ao contrário, aumentou-lhe o prestígio e a certeza de que o inimigo estava disposto a tudo para evitar a sua debacle.

Frustrada a investida com arma branca, restaram-lhe as armas sujas que frequentemente usam: o boicote, as tramas de bastidores, as fofocas, as pautas-bomba, as liminares e toda sorte de atos deploráveis nos quais são especialistas.
Iniciado o período de governo, houve uma trégua devido aos recessos parlamentar e judicial (essa folga remunerada é injustificável, especialmente em ano de transição de governo).

Logo veio o primeiro golpe baixo: a eleição de dois investigados pela outra cabeça da sucuri para exercer as presidências da Câmara e do Senado, que rapidamente mostraram a que vieram, votando matérias contra o governo na calada da noite, arquivando CPI contra o judiciário e muitas outras manobras na contra-mão dos anseios da sociedade. Estava montado o circo e a sucuri começava a apertar o seu abraço letal.

As mais recentes demonstrações do “amigo chileno” foram a nomeação de um comunista e um socialista, respectivamente, para presidir e relatar na Comissão Especial que irá discutir o mérito da reforma da previdência, crucial para a retomada do crescimento do País; a aprovação do orçamento impositivo na calada da noite; e a retirada do COAF do comando do Ministro Sérgio Moro, privilegiando a corrupção.

Já a outra cabeça da sucuri, além de diversas solturas de padrinhos, tirou da lava-jato a ação sobre os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, que passam a ser julgados na Justiça Eleitoral, quando estiverem relacionados a caixa 2 de campanha. Não satisfeitos, validaram as benesses de um indulto natalino obsceno concedido por um ex-presidente ladrão, ao final do seu mandato, reforçando a impunidade e aplicando golpe mortal à luta contra a corrupção sistêmica que assola o País, especialmente naqueles dois poderes.

Chegamos à beira do despenhadeiro e, no momento em que conseguimos fazer meia-volta e começamos a nos afastar dele, parte do Legislativo e do Judiciário tenta nos encurralar e fazer retroceder em direção ao abismo.

Nessa toada, seremos obrigados a escolher entre o bem da Nação e o mergulho na escuridão. 

Moisés usou seu cajado divino para abrir a imensidão do mar ao seu povo. Nosso cajado não tem tal poder, mas aproxima-se o momento em que terá que ser usado, ou a sucuri nos esmagará e o vermelho que hoje colore artificialmente o Nordeste poderá vir a manchar profundamente as cores do nosso pavilhão.

BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS!

MAJOR-BRIGADEIRO JAIME RODRIGUES SANCHEZ 

3 comentários:

  1. Quando a coisa começa errado é muito difícil e quase impossível terminar certo. Não há como chegar a um lugar desejado tomando o caminho errado. Quem conhece a história sabe que a constituição já estava pronta para ser aprovada antes mesmo do plebiscito para escolher a forma de governo, confiando que o parlamentarismo iria vencer fácil. O povo escolheu o presidencialismo e tiveram que ajeitar à meia boca a constituição para atender à decisão popular. É por isso que o presidente não tem poderes e a última palavra das leis é até de atos eminentementes do executivo estão nas mãos do legislativo e o presidente estáestá preso a essa constituição viciada que o obriga a comprar votos para comandar o país. Não há o que fazer. Precisamos de uma nova constituinte. Essa constituição é tão ruim que proíbe a instituição de outraconstituinte, não levando em conta a dinâmica da sociedade ou um erro crasso e fundamental que possa ter sido cometido, como ocorreu. Mourão estava certo. Precisamos de outra constituição para começarmos de modo correto. A vontade do povo não se refletiu na constituição de 88.

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    1. Precisamos sim urgente de uma nova Constituição.Para isso o nosso Presidente Bolsonaro tem que apelar para o ART - 142

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  2. não entendo de política,mais sei que nosso país está na contramão,nossos médicos nem sabem diagnosticar doenças, professores ensinando crianças sexualidade,pais levando filhos pra vê arte "homens e mulheres pelados",grande parte da sociedade sem limites e respeito pela autoridade,estamos vivendo um verdadeiro apocalipse, nossos jovens ao procurar emprego ou tentando fluir seu don profissional são abusados sexualmente por quem deveria apoiar nossos jovens(empresários,produtores musicais), está tudo muito difícil temos que ter um país melhor e justo pra todos onde o respeito e a moral tem que prevalecerem ,torço que Deus ilumine nosso presidente pra termos um país de vdd,onde todos tenham oportunidades e condições de adquirir casa,carro e o que for necessário para viver bem nesse mundo.

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