domingo, 23 de junho de 2019

Desarmar para dominar, a estratégia esquerdista.


Não cabe repetir o que o especialista em segurança pública Benê Barbosa divulgou amplamente em entrevistas a jornais e televisões, e reiterou aos próprios deputados no Congresso. Também não vou repetir o que o deputado federal Eduardo Bolsonaro divulgou nas suas redes sociais sobre a obviedade de um cidadão comum ter o direito à legítima defesa pelo uso de armas de fogo.
Vou apenas lançar perguntas para reflexão: Será que os venezuelanos já não teriam tirado o ditador Maduro do trono, se não tivessem sido desarmados? E a dona de casa que passa o dia inteiro sozinha, será que ela teria conseguido se safar do estupro pelo ladrão que invadiu sua casa à plena luz do dia, se tivesse uma arma consigo? Raciocinando como os ladrões, quem você escolheria para ser sua vítima: alguém desarmado ou alguém possivelmente armado?
Se a esquerda fecha os olhos a essas obviedades, talvez seja por ter outros objetivos, mais altos e mais nobres, para deixar a população sem o direito a sua própria defesa. E assim como fizeram Fidel Castro, Stálin, Mao, Hitler e outros, que desarmaram a população antes de implantarem suas respectivas ditaduras, a esquerda continua adepta dessa tática de guerra contra o povo: temem que uma população armada se volte contra algum deles que tomar o poder e impuser o socialismo/comunismo à força.

Na última terça-feira, 18/6/19, o decreto do presidente Jair Bolsonaro que propôs flexibilizar a posse e o porte de armas no Brasil foi rejeitado pelo Senado por 47 votos a 28. A fala do senador Humberto Costa (PT-PE) na tribuna revela e sintetiza o pensamento esquerdista: “… portanto, nós temos que garantir que o monopólio da força pertença ao Estado”.
Em resposta ao ministro-chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni, para quem “armas não matam, quem mata são pessoas”, João Henrique Campos (PSB-PE) lançou uma pérola que também simboliza a mente revolucionária:
“Queria pedir licença para, com todo respeito, discordar dos companheiros que dizem um jargão clássico de quem defende as armas, de que as armas não matam, quem mata são as pessoas. Esse argumento, senhores, ele é contra a flexibilização do porte e da posse de armas. Porque, se quem mata são as pessoas, e eu concordo, não vamos colocar as armas nas mãos das pessoas. […] Fazendo isso, a gente vai estar fazendo o que vocês mesmos dizem, as pessoas que matam”.
É um sofisma, sem dúvida. Um raciocínio verdadeiro na aparência, mas que procura confundir a mente do interlocutor. Quando Onyx Lorenzoni diz que pessoas matam, ele simplesmente quer dizer que as armas são instrumentos e é necessário um ser inteligente que acione o gatilho com a intenção de atirar em alguém. As armas não saem disparando como robôs.
Explicar isso é ridículo. Mas a mente revolucionária torce as boas intenções por trás das palavras e o argumento desse deputado esquerdista torna-se apenas um labirinto mental, de significado irrelevante. Embutido nessa falácia, persiste o medo, alojado no subconsciente das pessoas devido à longa propaganda antiarmamentista, anterior ao referendo de 2005.

Sem fazer a distinção de que a lei do desarmamento se aplica apenas às pessoas de bem (pois bandido não segue a Constituição nem lei alguma), as pessoas já mudam de posição na cadeira, os pelos do braço se arrepiam, os olhos ganham uma expressão de “ai que horror, é perigoso” e o medo impera. A imagem mental desse medo as paralisa e elas têm dificuldade de pensar no assunto. Como se só de pegar numa arma, a pessoa fosse se descontrolar e sair atirando em quem ela visse pela frente.
Como afirma Benê Barbosa, para ter posse da arma é necessário: ter 25 anos, residência fixa, comprovação de renda lícita, certidão negativa em todas as esferas, teste prático de tiro, laudo psicológico com psicólogo credenciado pela PF e pagamento de taxas. Sai caro e é trabalhoso.
Breve, sabemos que o Estado não garante nossa segurança. Os ladrões sabem disso também. Mas o Estado não pode ter o “monopólio da força”, como defendeu Humberto Costa. A legítima defesa é um direito natural de todo ser-humano.
Resta nos perguntar até quando a esquerda vai insistir em tornar a sociedade refém de sua ideologia criminosa?

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