domingo, 4 de agosto de 2019

À Cargill


Duas considerações, uma econômica e outra ambiental mostrando a dificuldade do produtor acreditar nessa empresa. E os motivos que tantas ONGs dizem estarem preocupadas com o meio ambiente brasileiro.
Econômica: Hoje algumas fazendas na região do Gerais e de Balsas conseguem produzir duas safras por ano. Uma de soja com 3.600 Kgs/ha e uma segunda safra de algodão. Um produtor americano consegue fazer uma única safra por ano, com média de 3.300 Kgs/ha de soja. O produtor australiano consegue fazer uma safra anual de algodão. Resumindo, um produtor brasileiro consegue no mesmo período produzir mais ou igual que um produtor americano e um produtor australiano juntos.
Outra possibilidade do produtor brasileiro na segunda safra é plantar milho no lugar de algodão, colhendo (em alguns casos) mais de 9.000 Kgs/ha de milho. Ao passo que o americano consegue produzir 10.000 kgs/ha (porém o produtor americano consegue uma única safra anual; soja ou milho. Ambas não.) ou seja, o produtor do cerrado brasileiro consegue produzir por hectare (ha) anualmente o que o americano levará dois anos.
Desconhecemos qualquer atividade econômica em que um concorrente (Brasil) consegue obter o dobro de produção do outro (EUA). Entre gigantes mundiais, é raro acontecer o que ocorre com a agricultura do cerrado, em que um agricultor brasileiro consegue, em alguns casos, ter uma eficiência e produtividade igual ou maior que seus concorrentes juntos (americano e australiano).

O mundo que hoje tem mais de 7 bilhões de pessoas, terá nos próximos 30 anos quase 10 bilhões; esse crescimento populacional ocorrerá principalmente na África e na Ásia, Evai modificar ainda mais o cenário econômico mundial. A Ásia terá quatro países (China, Índia, Indonésia e Japão) entre os cinco mais ricos. A Europa que a 25 anos atrás tinha três países entre as cinco maiores economias, não terá nenhum. A China vai ter uma economia maior que as dez maiores economia europeias juntas. E irá ultrapassar a economia americana, que por um longo período foi a maior do mundo. Esse crescimento populacional e econômico asiático beneficiará muito a América Latina, principalmente o Brasil, que será o maior fornecedor de alimentos. Esse crescimento fará nosso País ser a sexta maior economia do mundo, superando individualmente cada país Europeu.

Ambientalmente, produtor do cerrado maranhense pode usar 65% de sua área, menos APP (Área de Preservação Permanente). Exemplificando, se tiver 30% (nascentes de rios, matas ciliares, varsea, morros), de 100 sobrariam 70; desses ele pode usar 65%, ou seja, 70x65% = 46,5% de sua área total pode ser utilizada, os outros 55% serão reservas.

Por outro lado o produtor europeu ou americano (onde estão as ONGs parceiras dessa empresa). Reserva legal não existe! Área de preservação permanente e matas ciliares não existe! Nascentes de rios, várseas e córregos que eram possível ser drenados, já o fizeram. Qual a lógica dessas ONGs? Como o descrito a seguir. O Greenpeace fundado em 1971 (Canadá), atualmente com sede na Holanda, país que usa 400% a mais que o Brasil de agrotóxicos por hectare (Holanda 4,59 Kg/ha, Brasil 1,16 Kg/ha). A Holanda destruiu 99,7 de sua vegetação nativa, se fosse recompor 0,1% ao ano, levaria 1.000 anos para recompor a destruição. Mais é mais absurdo ainda constatar, que em 48 anos de existência dessa ONG (preocupadíssima com o meio ambiente), se a mesma tivesse contribuído com apenas essa quantidade (0,1%), seu país teria hoje 4,8%, 16 vezes mais vegetação nativa que possui atualmente (0,3%).

Como acreditar na preocupação da Cargill com o meio ambiente, com ONGs e entidades parceiras de países que destruíram quase totalidade de sua flora e fauna? Pior! Nada fizeram para reflorestar e/ou reconstituir.

Airto Zamignan

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