terça-feira, 20 de agosto de 2019

ESPOSAS DE CHEFES DE FACÇÃO VÃO USAR AUDITÓRIO DO SENADO PARA PEDIR DIREITO A VISITA ÍNTIMA.

MARCELO FREIXO (PSOL-RJ) E MARIA DO ROSÁRIO (PT-RS) PARTICIPARÃO DE EVENTO COM AS ESPOSAS DE CHEFES DE FACÇÕES CONTRA FIM DE VISITAS ÍNTIMAS AOS PRESOS.

Restrição foi imposta pelo ministro da Justiça Sergio Moro através da portaria 157 que proíbe o contato físico entre presos e seus familiares, além de reforçar o veto à visita íntima. Todos sabiam – eleitores e opositores – que com Bolsonaro como presidente e Sergio Moro no Ministério da Justiça a vida mansa da bandidagem no Brasil estava com os dias contados. Verdade que os eleitores patriotas achavam que seria mais fácil com a tal renovação política que ocorreu com a eleição de políticos conservadores no último pleito eleitoral. Mas, infelizmente, não é bem assim. Além dos traidores – Alexandre Frota presente – temos os acovardados ante as pautas enviadas pelo governo para aprovação e cumprimento de promessas eleitorais.
Incansáveis, Moro e sua equipe travam uma batalha contra os defensores de criminosos para tentar reduzir o acesso dos chefes de facções ao mundo externo. A portaria 157 assinada por Moro em fevereiro deste ano, que proíbe o contato físico entre presos e seus familiares, além de reforçar o veto à visita íntima foi responsável pelo união da duas maiores facções do Brasil que, depois de rompidas, desde 2016, se viram obrigadas a ‘trabalhar juntas’ para tentar derrubar a medida do ministro.
A recente união judicial é vista como trégua pontual pelo promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.
“A guerra continua. Mas houve uma espécie de trégua não declarada com a ida desses chefes paulistas para o sistema penitenciário federal. Como eles estão privados de regalias, a tendência é haver alianças para pressionar o Estado e favorecer os chefes no sistema federal. Eles agem baseados em interesses próprios”, diz o promotor.
A medida visa a bloquear a comunicação com o mundo externo. Isso porque chefes presos costumam enviar ordens para os integrantes da rua, por meio de bilhetes entregues a familiares e advogados. A portaria também ratifica outra decisão, de agosto de 2017, que proibiu visitas íntimas, por tempo indeterminado, a quem foi membro de facção, líder de quadrilha ou que tentou fuga.
Covardes e estrategistas, os chefes de facções utilizam as mesmas manobras. As esposas dos presos pretendem, ocupar o auditório do Senado para discutir sobre a rotina de visitas na carceragem.
Será realizado no próximo dia 21 o “I Colóquio Internacional do Instituto Anjos da Liberdade”, na Câmara dos Deputados. O evento, que conta com o apoio da OAB, Anacrim (Associação Nacional de Advocacia Criminal) e o MNDH (Movimento Nacional de Direitos Humanos), será realizado pelo Instituto Anjos da Liberdade, que atua em defesa da “população carcerária”.

O tema do debate será “O direito à convivência familiar da criança e do adolescente frente ao sistema prisional do Brasil” e terá a participação de deputados do PSOL, como Marcelo Freixo e Talíria Petrone, e Erica Kokay, do PT. O Colóquio é para reforçar o recurso que o Instituto entrou contra a medida junto ao STF.

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