terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Estado Islâmico mata 11 cristãos após o Natal.


Na quinta-feira (26/12), o grupo extremista Província do Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP) divulgou um vídeo, no qual mostrou 11 reféns cristãos sendo mortos. As vítimas foram decapitadas pelos terroristas após terem pedido, em um vídeo anterior, que a Associação Cristã da Nigéria (CAN) negociasse sua libertação.
Segundo o Estado Islâmico (EI), a ação fez parte de sua campanha, lançada no último domingo, para vingar as mortes do líder, Abu Bakr al-Baghdadi, e do porta-voz, ocorridas em outubro, na Síria. Desde então, vários ataques foram reivindicados pelo grupo extremista.
O EI disse que as vítimas foram capturadas nas últimas semanas, no Nordeste do estado de Borno, na Nigéria. O vídeo desta quinta-feira tem duração de 56 segundos e mostrou homens de uniforme bege e máscaras atrás dos reféns, que estavam vendados. Um deles foi alvejado com um tiro e os outros foram decapitados.

O vídeo foi disseminado pelo canal de notícias do grupo no Telegram, com legendas em árabe e sem áudio. Analistas disseram que o conteúdo foi lançado de propósito para coincidir com a celebração de Natal.
Sobre o caso, o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, se manifestou. Ele prestou condolências por meio de um comunicado emitido por seu porta-voz, Stephane Dujarric.
– O secretário-geral está profundamente preocupado com relatos de que civis foram executados e outros sequestrados por grupos armados no norte do estado de Borno, no nordeste da Nigéria. Ele expressou suas mais profundas condolências às famílias das vítimas e reitera a solidariedade das Nações Unidas com o povo e o governo da Nigéria – declarou.
Cristãos incendiados vivos.

O governo da Nigéria não se pronunciou. Já a célula nigeriana do grupo jihadista ressaltou que o episódio se tratou de “uma mensagem para os cristãos do mundo inteiro”.

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