sábado, 4 de janeiro de 2020

Mais de 5 mil pessoas morreram na Venezuela em 2019 por "resistência à autoridade".

Óscar Pérez

Aproximadamente 5,2 mil pessoas morreram na Venezuela em 2019 por apresentar "resistência à autoridade", informou nesta sexta-feira o Observatório Venezuelano de Violência (OVV, na sigla em espanhol), órgão não governamental, que documentou alguns casos como execuções extrajudiciais.
Em novembro, a Reuters publicou uma investigação que documenta 20 execuções sumárias cometidas pelas Forças de Ações Especiais da Polícia Nacional da Venezuela (Fase), grupo que é acusado de agir em nome do governo do presidente Nicolás Maduro.
Em 2018, as mortes violentas devido à "resistência à autoridade" no país sul-americano, que tem população aproximada de 30 milhões de habitantes, chegaram a 7.523, acrescentou Briceño, explicando que o declínio na comparação anual é atribuído à migração de cerca de 4,6 milhões de venezuelanos que deixaram o país fugindo da recessão, hiperinflação e problemas de bens e serviços
Os dados do OVV baseiam-se em relatórios da imprensa e em pesquisas familiares conduzidas por especialistas de oito universidades do país.
Em julho, o ministro do Interior, Néstor Reverol, disse à televisão oficial que, até o momento, 4.172 homicídios haviam sido registrados no país.
As autoridades não ofereceram, ainda, dados nacionais com a taxa de homicídios para 2019 e o Ministério da Informação não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Neste ano, o Observatório contabiliza 16.506 homicídios, ao passo que, em 2018, registrou uma queda, em parte devido à migração em massa.

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