domingo, 27 de dezembro de 2015

Médicos ‘fantasmas’ atuam em São Paulo no horário em que deveriam trabalhar no hospital da PM do Rio

                                                                         HCPMERJ

Rafael Soares

A investigação que pôs atrás das grades a quadrilha de oficiais que desviou mais de R$ 16 milhões do Fundo de Saúde (Fuspom) da Polícia Militar do Rio também desvendou uma série de crimes e irregularidades cometidos nos hospitais da corporação. O coronel Décio Almeida da Silva, que fez acordo de delação premiada e responde ao processo em liberdade, revelou, em um dos depoimentos que prestou ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, que médicos “fantasmas” atuam nos hospitais da PM no Estácio, na Região Central do Rio, e em Niterói, na Região Metropolitana do estado.
De acordo com o depoimento do coronel, um major, um capitão e um tenente — todos médicos da corporação — atuam em São Paulo, em hospitais particulares da rede São Luiz D'Or, inclusive durante a semana, quando deveriam estar nas unidades de saúde da PM. No relato, Décio chama os médicos de servidores “fantasmas”. De posse da informação, os promotores do Gaeco enviaram cópias do depoimento para a Corregedoria da PM, para que o crime de peculato seja investigado. Também será investigada a prática de improbidade administrativa.
Os investigadores também descobriram que um tenente, quando trabalhava na tesouraria do HCPM, no Estácio, em 2013, desviou “valores destinados à manutenção e pequenos reparos” na unidade. O oficial será investigado por peculato e improbidade administrativa.

Outro desdobramento da operação Carcinoma, que prendeu, no dia 18, nove oficiais acusados de fraudes em compras de material hospitalar, é a abertura de um inquérito para investigar o ex-comandante da PM, coronel Luís Castro. Na última terça-feira, o EXTRA revelou que Castro foi citado em depoimento como envolvido no esquema de recebimento de propinas.

                        Capitã Luciana em filmagem feita pelo coronel Décio Almeida
Detalhes da divisão da propina
Além de auxiliar as investigações com depoimentos, o coronel Décio Almeida da Silva, que fez acordo com a Justiça, também filmou, escondido, diálogos com a capitã Luciana Rosas Franklin, outra integrante da quadrilha. Os dois trabalhavam juntos na administração do Fuspom. Num dos vídeos, entregues ao MP-RJ e obtido pelo EXTRA, Décio e Luciana revelam, em detalhes, como foi a divisão da propina de R$ 400 mil recebida pela compra de 75 mil litros de ácido peracético, usado para esterilizar material cirúrgico.
Na filmagem, feita num restaurante no Centro de Niterói, Décio e Luciana reclamam que os coronéis Ricardo Pacheco e Kleber Martins, apontados como chefes da quadrilha, ficavam com a maior parte do dinheiro. No caso do ácido peracético, a PM gastou R$ 4 milhões para comprar uma quantidade de material que só usaria em 310 anos, segundo o MP. O material, entretanto, nunca foi entregue pela empresa Medical West, que recebeu todo o dinheiro.
“Você viu que eu subi com os R$ 400 mil que o Delvo me mandou? Eu subi e entreguei a eles. Mandaram R$ 5 mil para o Helson. Lembra que o Helson ficou puto?”, pergunta Décio. Os majores Helson dos Prazeres e Delvo Nicodemos também foram denunciados por participação na quadrilha. Luciana responde afirmativamente.


“Eu tirei do meu. Me deram R$ 50 mil. Eu tirei R$ 5 mil do do meu, ainda completei pro Helson”, diz Décio. Em seguida, Luciana minimiza os crimes cometidos pela quadrilha: “A gente queria tudo de primeira. Fazia um favorecimento de amigo e ponto. Só! A gente queria tudo do melhor, a gente queria tudo entregue”.
Pacheco, Kleber, Luciana e Delvo foram presos. Já Décio e Helson — este, por colaborar com as investigações, apesar de ter se recusado a fazer delação premiada — vão responder ao processo em liberdade.

Fungos na UTI do HCPM
Ao longo das investigações, promotores do Gaeco solicitaram que duas inspeções fossem feitas no HCPM para checar as condições das instalações da unidade. Nos dias 10 de junho e 7 de outubro, respectivamente, médicos do Grupo de Apoio Técnico Especializado (Gate) do MP-RJ e do Conselho Regional de Medicina (Cremerj) foram ao hospital. Nas duas visitas, os profissionais constataram uma série de irregularidades e a estrutura precária do local.
No relatório do Gate, os médicos afirmam que o CTI “apresentava paredes descascadas e infiltrações”. Segundo eles, “as instalações elétricas estavam comprometidas, e as tomadas de ar-condicionado, com curto-circuito”. Na emergência, foram constatados mais problemas: “O estado de conservação e limpeza do setor era precário com paredes descascadas, forte odor de urina e refrigeração inadequada — local quente”.


Na UTI Neonatal e pediátrica, que ocupam a mesma sala, os médicos encontraram fungos. “A mangueira de saída de água do ar-condicionado estava voltada para a pia, e na extremidade havia grande quantidade de fungos”, relatam.
Já a visita do Cremerj constatou que “o problema emergencial de maior impacto é a ausência de exames de imagem — tomografia e ressonância — que aguardam manutenção há um e quatro meses, respectivamente”. Segundo o relatório, sem os exames, o diagnóstico e tratamento de muitos pacientes é inviável.

Se querem acabar com a PMERJ não se preocupem, os gestores ladrões já se encarregam disso, inclusive na base do “latrocínio” de seus comandados.
E um conselho ao GRAECO, não contem com lisura dos procedimentos das Corregedorias PMERJ e CGU, não valem o que recebem.



Velhos saudosistas que não mudam nunca

Com a politicalha em férias imerecidas, a grande questão que agora movimenta o país é:
Chico Buarque é um merda?

Já vai longe o Chico playboy que roubava carros pra se divertir alegremente em destruí-los. Um tédio, segundo ele mesmo; já que não havia maconha nem cocaína suficiente, naqueles tempos inglórios, para divertir sua galera.
Já vai longe também o Chico compositor, de grandes sucessos.
Não me lembro de nenhum recente, e pode ser falha minha, naturalmente, já que não me interesso por ele há muito, muito tempo.
Entretanto, o que existe atualmente é o Chico petista, não por razões ideológicas -se fosse, moraria em Cuba e não em Paris- mas por razões bem práticas: graças ao seu apoio a Dilma, em 2010, sua irmã ganhou o Ministério da Cultura. Anteriormente ocupado, diga-se en passant, por outro sem teto moral, Gilberto Gil.
Imediatamente, a tia Ana mandou através da Lei Rouanet R$ 1,9 milhão para Bebel Gilberto, sobrinha do cantor.
Thais Gulin, namorada do gajo, recebeu mais 800 mil. Lei Rouanet again.
Carlinhos Brown, genro do cara, mais 996 mil. Lei Rouanet again.
Ele mesmo, que também é filho de Deus, recebeu R$ 4,4 milhões para seu filme -que poucos vão ver- 'Chico, o artista e o tempo.'
Qualquer semelhança com 'Lula, o filho do Brasil', ou a peça do gorducho Jo Soares não é mera coincidência. Ou com a grana que ele mesmo recebeu para traduzir seu livro, 'Leite derramado' para -vejam só- o coreano.


Enquanto, isso, hoje, no país, milhares de artistas talentosos não conseguem espaço ou grana para sequer mostrar seu trabalho.
Sim, saudosistas de plantão, já vai longe o tempo do Chico playboy ou do Chico compositor.
O que restou foi bem pouco, um escritor medíocre escrevendo como pretexto pra receber grana da patroa.
Restou o merda.

sábado, 26 de dezembro de 2015

O fim de ano dos ladrões da Lava Jato e das famílias dos desempregados


Jornal do Brasil

No ano em que o Papa Francisco enalteceu, durante missas de Natal, a misericórdia, criticando uma sociedade "intoxicada pelo consumo e pelo prazer, pela abundância e pelo luxo", e lembrando que o menino Jesus nasceu "na pobreza do mundo", um profundo e desconcertante contraste evidencia que ainda estamos longe de atingir este ideal. Neste fim de ano, enquanto milhares de famílias de desempregados mal tiveram a chance de celebrar o Natal, as família dos ladrões da Lava Jato aproveitaram fartas ceias em suas mansões. Pois são estes os ladrões que, com seus roubos, detonaram uma profunda crise econômica no país, que fez disparar os índices de desemprego.

Na sexta-feira (25), os investigados da Lava Jato que ainda estão presos tiveram o direito a visita e a refeições especiais. Já os que tiveram o direito a passar as festas de fim de ano em suas casas, brindaram com caras champagnes e saborearam raras iguarias.
O ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, foi um dos liberados. Ele viajou para o Rio, mas seu paradeiro não foi divulgado. Sabe-se que ele tem uma casa em Itaipava, onde passava boa parte dos seus dias nos fartos tempos de Petrobras. Apenas uma das denúncias contra Cerveró aponta recebimento de propina na ordem de US$ 40 milhões.

O ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, que circula livremente apesar de ser réu confesso, foi flagrado recentemente em um SPA em Petrópolis. Sequer usava tornozeleira, mas provocou a debandada de hóspedes, indignados com sua presença. Somente nas contas de Barusco em paraísos fiscais, a Lava Jato encontrou US$ 61,5 milhões, que agora estão voltando aos cofres públicos. Neste Natal, é possível que Barusco tenha saboreado uma bela ceia em sua mansão, na elitizada Joatinga, na Barra.
                                      Mansão de Pedro Barusco, na Joatinga
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa já foi liberado até da prisão domiciliar e está em regime semiaberto diferenciado. Pode passar o dia fora de casa, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Sabe-se que ele possui uma mansão em um condomínio de luxo na Barra, onde deve ter reunido a família. A Procuradoria Geral da República calcula em R$ 357 milhões o total de propina recebida por Costa e pelo Partido Progressista.

                      Casa de Paulo Roberto Costa (ao centro), na Barra da Tijuca

Estas são algumas das cifras que despontam nas investigações. Um buraco sem fundo, onde as únicas certezas são que há muito mais por vir, e que roubos nesta proporção levaram o país a uma grave crise econômica e a uma paralisia que coloca milhões de trabalhadores na rua.
Por causa desses corruptos, e por causa dos corruptores que comandam a roubalheira há décadas, milhões de brasileiros não tiveram nada para colocar nas suas mesas nas ceias de Natal. Não puderam sequer molhar um pão no leite, ou comer uma batata doce pensando que fosse castanha. Chega a ser cínico e hipócrita afirmar que as ceias dos ladrões da Lava Jato que permaneceram na prisão foi simples e sem luxo.

Enquanto isso, 16 milhões de brasileiros que perderam seus trabalhos passam as festas de Natal na prisão do desemprego, imobilizados, sem ter o que pôr na mesa, sem poder comprar presentes para seus filhos, à espera de um milagre de fim de ano.
A assistente social Lorena Magalhães, de 33 anos, é um exemplo disso. Demitida da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio, que passa por grave crise financeira, ela já vinha vivendo o drama dos salários e contas atrasados. "Não tenho mais como pagar o aluguel. Vou ter que entregar meu apartamento e voltar para a casa dos meus pais. Além disso, vou ter de parar um tratamento médico", diz Lorena.

Ela destaca que é apenas uma das milhares de trabalhadoras afetadas pelo escândalo da Lava Jato: "Enquanto eu sou obrigada a pedir dinheiro emprestado, pedir ajuda à família, enquanto eu não tenho condições de pagar um plano de saúde, quem provocou tudo isso está lindo, belo, maravilhoso, usufruindo do dinheiro desviado. Os grandões, os responsáveis, os que meteram a mão, os que roubaram estão aí, comendo bem, bebendo bem, vivendo bem. Esta é a grande realidade que estamos vivendo."

A morte da memória nacional



Carlos Chagas

Não raro registramos a morte da memória nacional. Um desastre quando, por motivos variados, o povo, as elites, os governantes, as escolas, os meios de comunicação e outros componentes da sociedade simplesmente esquecem ou ignoram nosso próprio passado. A dez dias do final de dezembro não há mais esperança de que 1945 venha a ser lembrado e comemorado como o ano da vitória, quando 25 mil brasileiros retornaram dos campos de batalha da Europa. Mais de 600 não voltaram, sendo seus despojos, tempos depois, sido transladados ao Brasil para as necessárias homenagens.
A cada ano diminui o número de soldados que em todo Sete de Setembro abrem os desfiles pelas ruas de nossas principais cidades. De milhares passaram a centenas, com garbo redobrado pelo peso dos anos e de suas medalhas. Em breve serão nenhum, ainda que todos os que partiram mereçam o eterno reconhecimento de quantos seguiremos mais tarde.
Lamenta-se, porém, que nossos soldados tenham sido esquecidos mal pisando outra vez o território nacional. Fizeram-lhes mil promessas, quase todas descumpridas. Enquanto ainda se vê cada vez menos heróis desfilando, os poucos remanescentes instalados em viaturas militares, uma dor profunda corta o peito de quantos os reverenciam. A Pátria não os reconhece nem homenageia, fora bissextas exceções.
Tome-se aquele que pode ser considerado o patrono esquecido de todos os combatentes, o sargento Max Wolf Filho. Gaúcho engajado no regimento de São João Del Rey, chefiou 32 patrulhas, a mais perigosa das ações militares, quando um punhado de soldados desgarra-se do seu corpo de tropa e avança pelo território inimigo, pretendendo informar-se de suas posições, intenções e efetivo. Nem a metade de cada patrulha retornou, não se contando o grande número de feridos e inutilizados para sempre.


Bastaria uma flor que fosse, depositada sobre a lápide do sargento Wolf, morto na derradeira operação antes da rendição dos adversários, mas nem isso aconteceu, setenta anos depois.
A multidão lotava a Avenida Rio Branco, naquele outubro de 1945, quando desembarcou o primeiro escalão da Força Expedicionária Brasileira. Lembro-me, aos sete anos de idade, posto nos ombros de meu pai, de dois episódios alojados no fundo da memória. A tropa desfilava a centímetros da calçada, quando primeiro um popular, depois centenas, gritaram “Perácio!”, dirigindo-se a um soldado específico que descobriram enquanto marchava. Era o grande craque do Flamengo, que dois anos antes trocara a bola pelo fuzil. Não abanou as mãos nem saiu da formação, mas seu semblante mostrava ter valido à pena o sacrifício. Do outro lado da avenida, de repente, uma moça rompeu o cordão de isolamento que já não isolava mais ninguém, deu alguns passos até o meio uma das sólidas fileiras de soldados e agarrou-se a um pracinha. Sem parar de marchar, ele a abraçou com firmeza. Era sua noiva.
Milhares terão sido essas demonstrações de carinho por todas as ruas por onde a tropa desfilava. O frio, a neve, o sangue e as granadas tinham ficado para trás. Só que com o passar dos anos, para trás também ficou a memória nacional.

Nota do editor
Max Wolff Filho, o maior herói da FEB, era paranaense, nascido em Rio Negro.


Dai, sem demonstrar apego às Instituições Forças Armadas, querem lhes fazer criticas por não intervir. Portam-se como o rapaz rebelde, que fuma maconha, falta aulas na faculdade, é reprovado e responde mal a seus pais querer um carro zero de presente.

OS ficam na berlinda

Na crise da Saúde pública do Estado do Rio, OS ficam na berlinda

Médicos criticam administração e critérios das organizações sociais


O fechamento de emergências de hospitais públicos, em decorrência da grave crise financeira do Estado do Rio, deixou na berlinda as Organizações Sociais (OS) - instituições contratados pelo Poder Público para administrar as unidades de saúde. O médico especialista em atendimento a traumas Luiz Mir criticou duramente a suspensão do atendimento. “Ninguém pode fechar as portas dos hospitais. O governo não pode e muito menos uma OS, que é paga pelo estado”. O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, fez coro: “Foram as OS que estabeleceram os critérios de funcionamento das emergências sem que o secretário estadual de Saúde fizesse nada.”


A crise financeira que afeta o Rio de Janeiro fechou 17 das 29 unidades de emergência, e restringiu o atendimento em 12 hospitais a somente pacientes “em risco de morte iminente”. Servidores não receberam o 13º e terceirizados estão com os salários atrasados. Funcionários denunciam que faltam insumos e medicamentos no já precário sistema de saúde estadual.
Para o médico Luiz Mir, o que está acontecendo no Rio é "criminoso”. “Não atender às pessoas que buscam as emergências é omissão de socorro, e isso é crime”, criticou. Segundo ele, a situação no Rio é inusitada, principalmente porque são as Organizações Sociais que recebem recursos do governo para administrar os hospitais, que estão atrasando os salários e restringindo o atendimento.


O médico também questionou o critério para atendimento dos doentes estabelecido pelas OS. “Muitas vezes, o paciente não tem risco de morte, mas é um doente grave, que pode piorar e até morrer se não for tratado”, argumenta. Mir alerta ainda que o tempo é crucial para quem precisa de socorro médico. “Às vezes, as pessoas têm a vida salva por questão de meia hora, uma hora, dependendo do rápido atendimento. Aí o doente recorre às emergências e elas estão funcionando parcialmente”, ressalta.


 Mir destaca que faltou planejamento e intervenção do governo, para evitar a crise. “Não se pode delegar a saúde para qualquer um operar. O estado é o responsável e tem de assumir essa função”, destaca.
O colapso da rede estadual sobrecarregou as unidades federais e municipais, que tiveram um aumento de 30% da demanda. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos, Jorge Darze, o Rio tem a maior rede de saúde do país e é a que oferece o pior serviço. “Aqui não houve tsunami ou furacão. O problema é mesmo a negligência com a saúde, que é um direito de todos”, analisa. 


De acordo com o médico, outro agravante é o aumento do número de pacientes, inclusive gestantes, infectados com o vírus da Zica. “O Rio passa por um momento delicado, com a epidemia de Zika e o Hospital da Mulher, em São João de Meriti, fechou o laboratório. Só por meio de decisão judicial conseguimos reabri-lo”, conta.
Para Darze, as medidas anunciadas pelo governo são inócuas. “Na reunião que tivemos com o gabinete de crise, os representantes nos apresentaram um plano de intenções. Ora, nós precisamos de um plano atendimento à população e do pagamento dos salários atrasados”, comenta.


O gabinete de crise foi instituído na quarta-feira (23/12). Nas duas reuniões já realizadas, até quinta-feira (24/12), ficou acertada a liberação de R$ 155 milhões federais, com repasse imediato de R$ 45 milhões e mais R$ 20 milhões revertidos em insumos, além da disponibilização de 1.500 leitos em hospitais federais para pacientes que seriam atendidos na rede estadual.
Além dos recursos federais, o Governo do Rio anunciou a obtenção de mais R$ 252 milhões, sendo R$ 100 milhões em empréstimo da Prefeitura do Rio, e outros R$ 152 milhões em recebimentos de ICMS.

Jornal do Brasil

O MPRJ esteve passivo por muito tempo, desde as primeiras denúncias no governo Sergio Cabral. Agora o resultado começa a aparecer, roubaram mais do que o Estado podia suportar. Pelo visto as OS mão tiveram competência em gerir a saúde, ou será que “repassaram” demais para outro caixa? Que o Ministério Público saia de sua cômoda inércia e cumpra sua função.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

A AVENTURA DOS GAROTOS DOORGAL BORGES DE ANDRADA E LUIZ LAMPERT QUE NA TENTATIVA DE VOAR CONSTRUÍRAM UMA ASA DELTA DE BAMBU E PLÁSTICO.


Não são poucos os homens que tentaram sempre ultrapassar a barreira do possível quando o assunto é voar. Santos Dumont persistiu e criou o avião. Na mitilogia grega. Ícaro também queria voar, mas a tentativa acabou frustrada. O hoje desembargador Doorgal Borges de Andrada também viveu uma aventura com seu primo Luiz Carlos Borges Lampert, quando ambos tinham 14 anos e estavam passando férias em Barbacena. Férias de verão em janeiro de 1973, um pensamento persistente acabou por transformar as ideias de Luiz e Doorgal em uma asa delta feita de bambu e jornal.

O desembargador conta que nenhum dos dois pensou no perigo. O ambiente da chácara na Colónia Rodrigo Silva, somando à valentia da adolescência, fez com que os primos retirassem 25 metros de bambu do local. "Fizemos tudo quase que escondidos. Senão, iriam nos proibir e achariam que estávamos malucos. Esperamos ficar pronto e só então fomos testar", diz por que esse sonho era tão insistente na cabeça desses meninos? Primeiro, é bom lembrar que 4 anos antes, o homem havia pisado na lua o que mexeu muito com o imaginário dos primos. E havia também as histórias do avô materno da dupla, o Brigadeiro Doorgal Borges, pioneiro do Correio Aéreo e primeiro comandante de Destacamento de Aviação Militar de Belo Horizonte (1993), atual aeroporto da Pampulha. "Ele nos contava muitas histórias e imagina viamos aquilo tudo e ficávamos muito impressionados."



No momento da construção, o entusíasmos tomou conta de Doorgal e Luiz, mas, quando a invenção começou a voar, os dois ficaram assustados, "Conseguimos voar de verdade, morro abaixo. Por não ter sustentação em cabos de aço no trapézio, não demorou a quebrar ao meio. Por sorte, eu estava a uns 2 metros de altura",  relata o hoje comandante Luiz Carlos. Como o jornal não deu certo, foi substituído por plástico.  "A invenção foi testada apenas um dia, mas que voou, voou", diz o desembargador.



Só no ano seguinte, em 1974, o francês Stephan Dunoyer de Segonzac fez o primeiro voo de asa delta no Brasil. Saltou do Cristo Redentor e pousou no Jockey Club. "Só soubemos desse fato 2 ano s depois de ocorrido. Ficamos encantados com o que virmos em uma revista na época", diz Doorgal.

O gosto pela aviação foi tão grande que, na década de 1970, os dois ingressaram na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), em Barbacenas. Porém, Doorgal acabou optando pela direito, enquanto Luiz Carlos foi fazer carreira na aviação.




É EPCAR 75


quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Empresa emprestou geladeira a hospital da Polícia Militar para mascarar fraude

HPM NITERÒI

Para esconder uma das compras fraudulentas de material médico para os hospitais da Polícia Militar do Rio investigadas pelo Ministério Público e pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança (Ssinte), a empresa Megabio Hospitalar Ltda emprestou uma geladeira ao Hospital da PM de Niterói (HPM - Nit). Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP, após constatar que haveria uma auditoria da Corregedoria da PM na unidade, o fornecedor, na véspera, “fez a entrega do produto, inclusive tendo que, anomalamente, emprestar a geladeira para o armazenamento”.
O eletrodoméstico precisou ser emprestado porque o hospital não tinha sequer capacidade para armazenar os 18 mil kits de substrato fluorescente — usado para detectar a presença de bactérias — comprados de forma fraudulenta. A aquisição do produto, classificada pelo Gaeco como “excessiva, onerosa, não prioritária e, principalmente, irregular”, custou R$1.786.500.


As investigações revelaram que os substratos deveriam ter sido entregues em 3 de setembro de 2014, quando a compra foi concluída. Entretanto, apesar de nada ter sido entregue, a PM emitiu uma nota fiscal na data atestando o recebimento. De acordo com a denúncia, o tenente Dieckson de Oliveira Baptista, lotado no setor administrativo do HPM-Nit, foi o responsável pela confecção do documento. Os investigadores concluíram que, no dia 14 de outubro, quando aconteceu a auditoria, “certamente, iria ser constatada uma fraude de elevado prejuízo, ou seja, a compra do produto, o atestado de recebimento, mas a inexistência do mesmo na unidade”.
Outra oficial que teve papel importante na fraude foi a capitã Luciana Rosas Franklin. Segundo o MP, ela persuadiu uma enfermeira do hospital para que acrescentasse no parecer técnico da compra a expressão “ pertinente para a corporação”, para legitimar o processo. Além disso, a oficial — lotada à época no Fuspom, dentro do QG, no Centro — foi até o HPM-Nit no dia da entrega do produto, “visando justamente contornar a situação irregular”.

                    Coronel José Luís Castro Menezes, ex comandante-geral da PM
Defesa de ex-comandante da PM diz que denúncias são ‘inverídicas e infundadas’
Após o EXTRA revelar que dois depoimentos incluídos nas investigações que deram origem à operação Carcinoma envolvem o ex-comandante da PM, coronel Luís Castro em esquemas de recebimento de propina, a defesa do oficial respondeu as acusações. Por meio de nota, Marcos Espínola, advogado de Castro, ataca o coronel Décio Almeida — que citou, em depoimento ao Gaeco, uma conversa em que Castro teria discutido “o recebimento de propinas do jogo do bicho e da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor)”.
“Em relação às acusações de que o coronel Décio Almeida teria ouvido falar sobre recebimento de propina do jogo do bicho e da Fetranspor, o coronel Luís Castro afirma serem inverídicas e infundadas, fruto da atitude desesperada de uma pessoa mentirosa e criminosa”, diz a nota.
Ao EXTRA, Espínola negou que seu cliente estaria envolvido com a compra de uma usina de lixo por R$ 4 milhões — como afirmou o coronel Alberto Borges, ex-diretor de Saúde da PM, em depoimento. Segundo o advogado, o coronel “nunca tratou desse assunto”.

Há décadas é notório que a PMERJ não pode caminhar sem auditoria externa e isenta, correndo o risco deste caminhar passar por meandros prejudiciais à Corporação. Seja na administração financeira, administrativa e correcional.