Lá
atrás, quando novelas da TV Globo romantizavam o MST, alguns já alertavam para
os perigos que o movimento representava. Fui um deles, e dediquei um capítulo
inteiro em Estrela
Cadente, de 2005, para mostrar que o MST não tinha nada de
“movimento social” legítimo, e sim que era um braço armado do PT no campo. A
posição dos assentamentos sempre foi estratégica: o foco era claramente a
proximidade com estradas importantes, para poder eventualmente inviabilizar o
escoamento de produtos e o trânsito de pessoas pelo Brasil.
Pois
bem: os bananas de sempre falavam que era paranoia, que os liberais e
conservadores enxergavam comunista em todo lugar, que a Guerra Fria já tinha
acabado. Só faltou avisar aos próprios esquerdistas brasileiros! O MST, uma
espécie de embrião das FARB, como a Colômbia tem as FARC, nunca deixou de ser
apenas isso: um instrumento ilegal da esquerda radical para ameaçar nossas
instituições democráticas. Vejam o que confessa João Pedro Stédile, líder do
MST que já estaria preso em qualquer país sério do mundo:
A menção da localização estratégica dos
“assentamentos” não deixa margem a dúvidas, mesmo em eternos românticos: o MST
tem objetivo político-ideológico, e usa a “reforma agrária” somente como
pretexto. Sua meta mesmo é uma revolução marxista, é transformar o Brasil numa
espécie de Zimbábue, só que dominado pela elite branca dos vermelhos. Stédile
não é povo, não representa povo, não fala em novo do povo. Ele tem apenas um
“exército paralelo”, como disse o próprio ex-presidente Lula, e está disposto a
usar essa legião de “soldados” do crime para afrontar nossas leis, nossa
Constituição, nossa democracia. Link: Rodrigo Constantino
A Rainha dos DECRETOS. Mais um decreto de DILMA – nº 8.650, aumenta quantidade de GENERAIS para as Forças Armadas.
Os Decretos 8.649, 8.650 e 8.651 foram assinados em 28 de janeiro de 2016.
Em 5 de janeiro de 2011 Dilma assinou seu primeiro decreto, o de número 7.424. Em janeiro de 2016 Dilma Roussef estabeleceu mais um recorde negativo, assinou seu 1.226º DECRETO.
Nem mesmo nos governos militares, chamados de autoritários, tantos decretos eram impostos à sociedade brasileira.
A AERONÁUTICA tem agora o direito de possuir 86 oficiais GENERAIS. A força Aérea ganhou mais uma cadeira para o "generalato". De 2002 para cá foram abertas mais 10 vagas.
Ao todo, no Brasil, agora podemos possuir 326 oficiais GENERAIS em ATIVIDADE.
No quesito quantidade de generais estamos à frente de muitas potências. Sociedade Militar
O Ministério da Defesa está preparado
para contribuir no combate a uma ameaça à saúde pública no Brasil. Desta vez, o
inimigo é tão minúsculo (mede meio centímetro) quanto sorrateiro (sua
aproximação é imperceptível ao ouvido humano).
De hábitos diurnos e voando ao rés do
chão, o macho é vegetariano, mas a fêmea da espécie alimenta-se de sangue e ao
picar suas vítimas pode transmitir quatro doenças, duas velhas conhecidas,
dengue e febre amarela, e duas de surto mais recente, chikungunya e Zika.
Conhecido desde que aportou no Brasil a bordo dos navios negreiros, o mosquito
Aedes aegypti tornou-se uma praga de asas cujo extermínio suscita uma operação
militar de grande porte.
O Ministério da Defesa foi escalado
pela presidenta Dilma Rousseff para fazer essa varredura sanitária. Se já
estavam nas ruas de muitas cidades, os militares agora estãou estendendo a
frente de batalha a todo o território nacional, verificando locais onde há ou
possa haver a ocorrência de larvas do Aedes. Já na sexta-feira, 29, a caserna
deu o exemplo, promovendo uma faxina nas 1.200 unidades da Marinha, Exército e
Aeronáutica.
A seguir, virão as etapas de
mobilização da população, atuação direta no combate ao mosquito e trabalho de
conscientização em unidades de ensino. A partir de 13 de fevereiro, a guerra ao
Aedes envolverá o maior contingente já mobilizado na história das Forças
Armadas: nada menos de 220 mil militares, homens e mulheres (160 mil do
Exército, 30 mil da Marinha e 30 mil da Força Aérea). Eles vão à guerra da
higiene em 356 municípios, incluindo as capitais e 115 cidades onde o mosquito
é endêmico.
Pelos padrões militares, o
enfrentamento ao mosquito segue o manual de combate à guerrilha: sufocar o
inimigo e impedir sua reprodução. Como em toda guerra, esta será travada com a
convicção da vitória, pois é a população do Brasil que está sob ameaça de um
inimigo caviloso. Ao final, os militares terão ajudado o País a fincar a
bandeira de profilaxia e da saúde na imensidão do território nacional.
O último parágrafo
- ah! - esse merece ser reproduzido na ìntegra:
- "Pelos
padrões militares, o enfrentamento ao mosquito segue o manual de combate à
guerrilha: sufocar o inimigo e impedir sua reprodução. Como em toda guerra,
esta será travada com a convicção da vitória, pois é a população do Brasil que
está sob ameaça de um inimigo caviloso. Ao final, os militares terão ajudado o
País a fincar a bandeira de profilaxia e da saúde na imensidão do território
nacional."
Amigos a propósito de
minhas considerações, em dúvida, dos locais de mestrado e doutorado do aedes
aegypit que de dengue evoluiu para zica virus o Tico e o Teco só erraram
nas codades, a bem da verdade foi em Oxford na Inglaterra. Com relação ao Clube
Bildenberg quem me acompanha há algum tempo já ouviu minhas ilações acerca.
Com vocês
mais uma "versão" ...para mim muito coerente.
Jefferson W. dos Santos
Mosquito transgênico é liberado para combater a dengue no Brasil
Vemos neste vídeo em
baixo o que significa a palavra “prometaico”, que deriva da figura mitológica
grega que deu pelo nome de Prometeu, e que estava convencido de que o
conhecimento (a ciência) traria a solução para todos os problemas da
humanidade. Quando Prometeu desobedeceu a Zeus, este criou Pandora, uma mulher
lindíssima, e deu-lhe uma caixa em que estavam encerrados todos os males
possíveis e imaginários. Ainda hoje se utiliza a expressão “caixa de Pandora”
para designar o castigo de Zeus a Prometeu que é o símbolo do homem
revolucionário.
O vídeo
demonstra como Bill Gates financiou a criação do mosquito transgénico que
inocula o vírus Zika nas Américas. Não podemos afirmar que Bill Gates agiu
propositadamente, mas podemos certamente dizer a figura prometaica que é Bill
Gates abriu uma caixa de Pandora cujas consequências são imprevisíveis.
O homem
moderno está convencido de que a ciência controla a Realidade. Trata-se de uma
espécie de fé religiosa em relação à ciência, uma fé no poder absoluto do ser
humano sobre a Realidade. A ciência está convencida de que, através da
verificação estatística, pode prever o futuro; mas a verdade é que a
estatística baseia-se no passado, e não há nenhuma garantia de que o futuro se
possa basear absolutamente no passado.
O Brasil acaba de autorizar
o uso de mosquitos Aedes Aegypti geneticamente modificados com o propósito de
dar um passo crucial no combate à dengue, após o registro no ano passado de 1,5
milhão de casos diagnosticados e 545 mortes no país. A Comissão Técnica
Nacional de Biossegurança (CTNBio), um órgão dependente do Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação, aprovou neste mês por 16 votos a favor e um
contrário a comercialização no Brasil da variante OX513A do Aedes Aegypti, um
inseto macho com dois genes adicionais que não permitiriam dar continuidade ao
ciclo biológico da espécie.
É
impressionante a hipocrisia da mídia brasileira, que em nenhum momento, naquela
época questionou a segurança do “Microsoft Mosquito”, nem abriu espaço a vozes
dissonantes do projeto, sim houve muitas. Esta mídia, a cada intervalo da programação, como
uma lavagem cerebral, culpa os vasinhos de flores da classe média baixa pela
proliferação destes mosquitos. Campanhas intervencionistas, às vezes com apoio
militar, invadem residências, constrangendo seus proprietários e muitas vezes
imputando-lhes pesadas multas. Por outro lado, as notórias favelas brasileiras,
gigantescos “condomínios de miséria” cujas populações superam vários países,
são invisíveis ao crivo das autoridades e da mídia. O mosquito nasce
inimputável, como seus pares humanos, nos esgotos a céu aberto e nos lixões
colossais. A culpa já está declarada: é da classe média com
seus burgueses vasinhos nas varandas, nos cemitérios e nos pátios.
Gari do MMA ajuda 300 crianças e concorre a 'Oscar' em Las Vegas
Lutador, gari e Campeão; na vida e no ringue
Jorginho Filho cresceu e se tornou lutador na favela de Acari,
no Rio de Janeiro; ele é um dos cinco selecionados para um prêmio mundial do
MMA
Sentado num pneu enorme de
caminhão, sob a chuva forte que bate no teto de zinco do galpão que construiu
para dar aulas gratuitas a crianças da favela em que nasceu, Jorginho Filho, 32
anos, se lembra da infância nas ruelas em Acari, no subúrbio do Rio de Janeiro.
"Eu
achava que o mundo inteiro era a comunidade. Não tinha ideia do que existia lá
fora. Achava que não precisava sair daqui, e toda criança de favela acha a
mesma coisa, acha que não vai sair. Isso tem nome, cara. É falta de
perspectiva. É falta de oportunidade."
Os
olhos mareados contrastam os músculos inchados e tensos, o rosto cheio de
hematomas e o cabelo cortado em estilo moicano. Jorginho sorri ao notar quanto
a vida mudou: "Agora eu vou para Las Vegas".
"Quer
dizer, não sei se vou. Não tem gari com dinheiro pra ir pra Las Vegas."
O lutador de MMA Jorginho Filho desenvolve projeto social para crianças em favela do Rio de Janeiro
O gari, que treina artes marciais há 24 anos, havia recebido há poucos
dias a notícia de que era um dos cinco finalistas na categoria mais disputada
do World MMA Awards, principal prêmio do MMA no mundo.
Com este golpe que nocauteou seu adversário considerado tecnicamente superior, ele foi selecionado com outros quatro ricos e famosos lutadores para concorrer ao premio inédito para o Brasil.
Gosto de ver
estas vitoria de pessoas das comunidades, uma prova viva que a delinquência pode
ser evitada se ações forem postas em pratica, o que não acontece. Jorginho hoje
conseguiu o apoio financeiro para custear sua viagem e estadia em Las Vegas,
não ajuda do Estado, ajuda de empresários, moradores da comunidade e admiradores.
Só um comerciante se desfez de seu cordão de ouro para contribuir com as
despesas. Então, ao se deparar com um político, cuspa no chão, ignore-o.
"É o Oscar do MMA. Uma coisa superimportante', conta o atleta, que
concorre ao prêmio de nocaute mais bonito de 2015, ao lado dos principais nomes
da luta no planeta.
Sem qualquer patrocínio, só com o dinheiro que recebe pelo trabalho
varrendo e limpando ruas da cidade, ele diz ter "obrigação" de
compartilhar com os vizinhos o que chama de "privilégio".
Ao lado de seu primeiro pupilo – Leandro Nunes Freitas, hoje lutador
profissional com passagens por torneios na Europa e na seleção brasileira
militar de taekowndo -, construiu um Centro de Treinamento no coração da
favela.
Ali dá aulas de lutas para mais de 300 crianças, totalmente de graça.
Quem as financia são os alunos adultos, que pagam mensalidade de R$ 40.
Gari carioca é um dos cinco concorrentes a prêmio mundial da luta MMA
Durante toda a infância,
enquanto o pai biológico estava preso por envolvimento com tráfico de drogas, o
lutador trabalhava como entregador de pão para ajudar a mãe a cuidar dos dois
irmãos.
À BBC
Brasil, Jorginho explica por que nunca passou fome. "A gente acordava cedo
e ia com minha mãe para o Ceasa (mercado popular que abastece principalmente o
comércio e restaurantes do Rio) para pegar a xepa. 'Xepávamos' o dia
inteiro", diz. "Guardávamos o alimento numa sacolinha e levávamos
para casa."
"Minha
alimentação foi legume, fruta, verdura e peixe que nos davam. A isso eu devo a
minha saúde."
Dilma declarou que considera as Forças Armadas
essenciais. Mais BARATOS, quis dizer.
Tentando remediar um dos resultados do
desleixo para com a saúde pública nacional, a presidente Dilma apela agora
para as Forças Armadas em busca de mão de obra barata e pouco exigente para
combater a iminente epidemia de ZIKA. Em outros países, inclusive no continente
africano, os focos foram logo controlados e a doença não se espalhou. Mas, no
Brasil a coisa foi diferente.
O curso de AGENTE de combate a ENDEMIAS
oferecido pelo PRONATEC tem
normalmente a duração de 6 meses e possibilita ao profissional realizar um
trabalho com segurança e eficácia. Os agentes de combate a ENDEMIAS lutam pela
conquista de adicionais de INSALUBRIDADE.
Os agentes alegam que por
força de seus ofícios estão expostos a ambientes insalubres e ao risco de
contágio de doenças infectocontagiosas, já que na sua labuta entram em contato
com pessoas e ambientes de todos os tipos. Esse é o caso dos militares
observados na imagem ao lado, que tiveram que entrar em uma vala para realizar
a limpeza.
Um agente de endemias, profissional
habilitado e que trabalha somente 30 horas semanais recebe
cerca de 1.3 mil reais.
Um marinheiro recruta, como esse que se
vê na fotografia com a presidente Dilma, recebe somente R$ 642 (tabela de soldos) e
trabalha o tempo que for determinado por seus superiores.
O militar na graduação de
marinheiro pode ser escalado também para plantões noturnos em uma escala que
normalmente é 2 x 1. Mas, com frequência chega a 1 x 1. Lembrando que os
militares das Forças Armadas quando saem de serviço cumprem os expedientes
administrativos normalmente. Ou seja, a coisa não funciona como nas polícias
militares, onde o militar quando não está de serviço não precisa ficar no
quartel.
Com a
conivência dos comandantes capachos que cumprem tudo que lhes é determinado,
mesmo fora das funções de nossos militares, as Forças Armadas vão cada vez mais
perdendo o prestigio que sempre tiveram diante da sociedade.
O carnaval é o tempo da alegria, em que as pessoas se irmanam no riso.
Segundo o teórico russo Mikhail Bakhtin, a alegria popular é uma contrapartida
à seriedade e chatice dos ritos oficiais. Acontece entre nós uma certa
carnavalização da política. Algo diferente de se fazerem milhares de máscaras
do japonês da Federal e sair cantando: vem pra cá, você ganhou uma viagem ao
Paraná. Isso é a política no carnaval. Os discursos de Dilma e Lula são o
carnaval na política. Ela conseguiu emplacar dois sucessos em 2015: “Saudação à
mandioca” e “Armazenando o vento”.
Na primeira, Dilma pré-colombiana se entusiasmou com nossas origens
indígenas. Na segunda, apenas mencionou um processo real mas que ainda não está
consolidado: armazenar o vento nas rochas, como um ar comprimido. O sucesso da
“Saudação à mandioca” é o entusiasmo de Dilma que se derrama para o milho. No
“Armazenando o vento”, o refrão “daqui pra lá, de lá pra cá” transmite ação, é
bastante expressivo para descrever o vento.
Deixando sua fase mais popular, Dilma ficou zangada com as previsões do
FMI. “Estou estarrecida”, confessou. Como se nunca tivesse lido uma previsão
que falasse do buraco em que caímos, até 2018, no mínimo. Mas estava reservada
ao criador da criatura o papel de vocalista do bloco. Lula disse aos seus
blogueiros de estimação que não existe no Brasil alma viva mais honesta do que
ele. Com todas as reservas sobre a existência da alma, e dúvidas sobre se a de
Lula está realmente viva ou é apenas um fantasma fugindo da polícia, esta frase
abriu o carnaval de 2016.
Lula disse isso num momento em que está acossado por várias
investigações, medida provisória vendida, compra de caças, triplex, sítio,
enfim tudo o que aparece nas notícias e mais alguma coisa escondida nos
inquéritos ou no fundo da garganta de um potencial delator premiado. Ao se proclamar
a mais honesta alma viva do Brasil, Lula optou por um passe de mágica que deve
ter maravilhado seus intérpretes oficiais, os blogueiros que levam grana do
governo. É como se o protagonista, completamente cercado pela polícia, ficasse
invisível, ou voasse como um herói de história em quadrinho: shazam.
Ele decidiu ocupar um lugar no Olimpo. O interessante é que, ao
contrário dos deuses que tudo sabem, Lula nunca sabe de nada. É uma figura
mitológica que derrota o amante traído na disputa por ser o último a saber.
Bakhtin tem uma outra visão da etimologia do carnaval. Ao contrário dos que
dizem que é a festa da carne, amparando-se na palavra latina, Bahktin mostra
que a raiz germânica indica para a expressão: procissão dos deuses mortos.
O fato de os dirigentes serem carnavalescos não intencionais não teria o
poder de atenuar seus erros com um pouco de humor? Sei que muitos vão escrever:
onde está a indignação diante de tudo que roubaram? Não há espaço para rir
deles. Concordo com a indignação com a roubalheira porque ela representa
sofrimento, e no caso da saúde, morte precoce para o povo brasileiro. O fato é
que eles estão aí. Sérios ou engraçados, assaltariam o país de qualquer
maneira. Um pouco de humor não atrapalha. Como dizia Vinicius de Moraes, a
gente trabalha o ano inteiro, por um momento de sonho, para fazer a fantasia de
rei, ou de pirata ou da jardineira.
O sonho de carnaval, na canção de Vinicius, acaba na quarta-feira. Mas
nesse ponto concordo com Bakhtin: o carnaval é mais longo. Aí está o nó. O
Brasil oficial vive o sonho de uma potência emergente, incessante
redistribuição de renda, orgulhase de sair no bloco bolivariano e rejeita quem
insiste que já é Quarta-feira de Cinzas. No entanto, é um país decadente, que
puxa para baixo a própria economia global, e está infestado de mosquitos do
Aedes aegypti real ao tsé-tsé simbólico. Aqueles blocos que saem depois do
carnaval são animados, ganham alguns minutos na TV, mas sabem que são efêmeros.
Os blocos oficiais parecem não saber. Não adianta gritar que o carnaval
acabou. Eles não ouvem. Se ouvirem, daqui a alguns meses, vão responder como
Dilma ao documento do FMI: “estou estarrecida”. Estamos estarrecidos há muito
tempo. E não apenas com a situação econômica, mas com a gravidade da crise, com
a perda de oportunidades nacionais, com o estado da imagem do Brasil no mundo,
enfim essa longa lista de choros.
O carnaval demarca o tempo da alegria, um prazer com tempo para acabar,
a finitude como a qualidade do próprio prazer. O bloco do governo não soube
brincar. Confundiu festa e trabalho, realidade e fantasia, partido e país,
dinheiro público e patrimônio. É um dos blocos que o carnaval popular rejeita.
De um modo geral, são os que saem fantasiadas da cadeia, na Quarta-feira de
Cinzas.
Mesmo na política carnavalizada, no entanto, nem tudo acaba na
quarta-feira. Um japonês sem máscara vai bater o ponto na Federal de Curitiba,
os processos correm, as línguas desatam, daqui a pouco, quem sabe, é domingo de
Aleluia.