quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

LÍDER CRIMINOSO DO CRIMINOSO MST FAZ AMEAÇA DE PARAR PAÍS SE DILMA SOFRER IMPEACHMENT


Lá atrás, quando novelas da TV Globo romantizavam o MST, alguns já alertavam para os perigos que o movimento representava. Fui um deles, e dediquei um capítulo inteiro em Estrela Cadente, de 2005, para mostrar que o MST não tinha nada de “movimento social” legítimo, e sim que era um braço armado do PT no campo. A posição dos assentamentos sempre foi estratégica: o foco era claramente a proximidade com estradas importantes, para poder eventualmente inviabilizar o escoamento de produtos e o trânsito de pessoas pelo Brasil.

Pois bem: os bananas de sempre falavam que era paranoia, que os liberais e conservadores enxergavam comunista em todo lugar, que a Guerra Fria já tinha acabado. Só faltou avisar aos próprios esquerdistas brasileiros! O MST, uma espécie de embrião das FARB, como a Colômbia tem as FARC, nunca deixou de ser apenas isso: um instrumento ilegal da esquerda radical para ameaçar nossas instituições democráticas. Vejam o que confessa João Pedro Stédile, líder do MST que já estaria preso em qualquer país sério do mundo:
A menção da localização estratégica dos “assentamentos” não deixa margem a dúvidas, mesmo em eternos românticos: o MST tem objetivo político-ideológico, e usa a “reforma agrária” somente como pretexto. Sua meta mesmo é uma revolução marxista, é transformar o Brasil numa espécie de Zimbábue, só que dominado pela elite branca dos vermelhos. Stédile não é povo, não representa povo, não fala em novo do povo. Ele tem apenas um “exército paralelo”, como disse o próprio ex-presidente Lula, e está disposto a usar essa legião de “soldados” do crime para afrontar nossas leis, nossa Constituição, nossa democracia.
Link: Rodrigo Constantino

A Rainha dos DECRETOS

A Rainha dos DECRETOS. Mais um decreto de DILMA – nº 8.650, aumenta quantidade de GENERAIS para as Forças Armadas.



Os Decretos 8.649, 8.650 e 8.651 foram assinados em 28 de janeiro de 2016.
Em 5 de janeiro de 2011 Dilma assinou seu primeiro decreto, o de número 7.424. Em janeiro de 2016 Dilma Roussef estabeleceu mais um recorde negativo, assinou seu 1.226º DECRETO.

Nem mesmo nos governos militares, chamados de autoritários, tantos decretos eram impostos à sociedade brasileira.
A AERONÁUTICA tem agora o direito de possuir 86 oficiais GENERAIS. A força Aérea ganhou mais uma cadeira para o "generalato". De 2002 para cá foram abertas mais 10 vagas.
Ao todo, no Brasil, agora podemos possuir 326 oficiais GENERAIS em ATIVIDADE.

No quesito quantidade de generais estamos à frente de muitas potências.

Sociedade Militar



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O governo do PT conseguiu transformar uma ação de emergência contra a própria ineficiência em propaganda política.


O Ministério da Defesa está preparado para contribuir no combate a uma ameaça à saúde pública no Brasil. Desta vez, o inimigo é tão minúsculo (mede meio centímetro) quanto sorrateiro (sua aproximação é imperceptível ao ouvido humano).
De hábitos diurnos e voando ao rés do chão, o macho é vegetariano, mas a fêmea da espécie alimenta-se de sangue e ao picar suas vítimas pode transmitir quatro doenças, duas velhas conhecidas, dengue e febre amarela, e duas de surto mais recente, chikungunya e Zika. Conhecido desde que aportou no Brasil a bordo dos navios negreiros, o mosquito Aedes aegypti tornou-se uma praga de asas cujo extermínio suscita uma operação militar de grande porte.

O Ministério da Defesa foi escalado pela presidenta Dilma Rousseff para fazer essa varredura sanitária. Se já estavam nas ruas de muitas cidades, os militares agora estãou estendendo a frente de batalha a todo o território nacional, verificando locais onde há ou possa haver a ocorrência de larvas do Aedes. Já na sexta-feira, 29, a caserna deu o exemplo, promovendo uma faxina nas 1.200 unidades da Marinha, Exército e Aeronáutica.

A seguir, virão as etapas de mobilização da população, atuação direta no combate ao mosquito e trabalho de conscientização em unidades de ensino. A partir de 13 de fevereiro, a guerra ao Aedes envolverá o maior contingente já mobilizado na história das Forças Armadas: nada menos de 220 mil militares, homens e mulheres (160 mil do Exército, 30 mil da Marinha e 30 mil da Força Aérea). Eles vão à guerra da higiene em 356 municípios, incluindo as capitais e 115 cidades onde o mosquito é endêmico.


Pelos padrões militares, o enfrentamento ao mosquito segue o manual de combate à guerrilha: sufocar o inimigo e impedir sua reprodução. Como em toda guerra, esta será travada com a convicção da vitória, pois é a população do Brasil que está sob ameaça de um inimigo caviloso. Ao final, os militares terão ajudado o País a fincar a bandeira de profilaxia e da saúde na imensidão do território nacional.


O último parágrafo - ah! - esse merece ser reproduzido na ìntegra:
- "Pelos padrões militares, o enfrentamento ao mosquito segue o manual de combate à guerrilha: sufocar o inimigo e impedir sua reprodução. Como em toda guerra, esta será travada com a convicção da vitória, pois é a população do Brasil que está sob ameaça de um inimigo caviloso. Ao final, os militares terão ajudado o País a fincar a bandeira de profilaxia e da saúde na imensidão do território nacional."

Os globalistas criaram o mosquito transgénico do vírus Zika

Amigos a propósito de minhas considerações, em dúvida, dos locais de mestrado e doutorado do aedes aegypit que de dengue evoluiu para zica virus o Tico e o  Teco só erraram nas codades, a bem da verdade foi em Oxford na Inglaterra. Com relação ao Clube Bildenberg quem me acompanha há algum tempo já ouviu minhas ilações acerca.

Com vocês mais uma "versão" ...para mim muito coerente.
Jefferson W. dos Santos

Mosquito transgênico é liberado para combater a dengue no Brasil

Vemos neste vídeo em baixo o que significa a palavra “prometaico”, que deriva da figura mitológica grega que deu pelo nome de Prometeu, e que estava convencido de que o conhecimento (a ciência) traria a solução para todos os problemas da humanidade. Quando Prometeu desobedeceu a Zeus, este criou Pandora, uma mulher lindíssima, e deu-lhe uma caixa em que estavam encerrados todos os males possíveis e imaginários. Ainda hoje se utiliza a expressão “caixa de Pandora” para designar o castigo de Zeus a Prometeu que é o símbolo do homem revolucionário.
O vídeo demonstra como Bill Gates financiou a criação do mosquito transgénico que inocula o vírus Zika nas Américas. Não podemos afirmar que Bill Gates agiu propositadamente, mas podemos certamente dizer a figura prometaica que é Bill Gates abriu uma caixa de Pandora cujas consequências são imprevisíveis.
O homem moderno está convencido de que a ciência controla a Realidade. Trata-se de uma espécie de fé religiosa em relação à ciência, uma fé no poder absoluto do ser humano sobre a Realidade. A ciência está convencida de que, através da verificação estatística, pode prever o futuro; mas a verdade é que a estatística baseia-se no passado, e não há nenhuma garantia de que o futuro se possa basear absolutamente no passado.


O Brasil acaba de autorizar o uso de mosquitos Aedes Aegypti geneticamente modificados com o propósito de dar um passo crucial no combate à dengue, após o registro no ano passado de 1,5 milhão de casos diagnosticados e 545 mortes no país. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), um órgão dependente do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, aprovou neste mês por 16 votos a favor e um contrário a comercialização no Brasil da variante OX513A do Aedes Aegypti, um inseto macho com dois genes adicionais que não permitiriam dar continuidade ao ciclo biológico da espécie. 

De um comentarista:

É impressionante a hipocrisia da mídia brasileira, que em nenhum momento, naquela época questionou a segurança do “Microsoft Mosquito”, nem abriu espaço a vozes dissonantes do projeto, sim houve muitas.
Esta mídia, a cada intervalo da programação, como uma lavagem cerebral, culpa os vasinhos de flores da classe média baixa pela proliferação destes mosquitos. Campanhas intervencionistas, às vezes com apoio militar, invadem residências, constrangendo seus proprietários e muitas vezes imputando-lhes pesadas multas.
Por outro lado, as notórias favelas brasileiras, gigantescos “condomínios de miséria” cujas populações superam vários países, são invisíveis ao crivo das autoridades e da mídia. O mosquito nasce inimputável, como seus pares humanos, nos esgotos a céu aberto e nos lixões colossais.
A culpa já está declarada: é da classe média com seus burgueses vasinhos nas varandas, nos cemitérios e nos pátios. 

Gari lutador, campeão na vida e no ringue

Gari do MMA ajuda 300 crianças e concorre a 'Oscar' em Las Vegas

                            Lutador, gari e Campeão; na vida e no ringue

Jorginho Filho cresceu e se tornou lutador na favela de Acari, no Rio de Janeiro; ele é um dos cinco selecionados para um prêmio mundial do MMA

Sentado num pneu enorme de caminhão, sob a chuva forte que bate no teto de zinco do galpão que construiu para dar aulas gratuitas a crianças da favela em que nasceu, Jorginho Filho, 32 anos, se lembra da infância nas ruelas em Acari, no subúrbio do Rio de Janeiro.
"Eu achava que o mundo inteiro era a comunidade. Não tinha ideia do que existia lá fora. Achava que não precisava sair daqui, e toda criança de favela acha a mesma coisa, acha que não vai sair. Isso tem nome, cara. É falta de perspectiva. É falta de oportunidade."
Os olhos mareados contrastam os músculos inchados e tensos, o rosto cheio de hematomas e o cabelo cortado em estilo moicano. Jorginho sorri ao notar quanto a vida mudou: "Agora eu vou para Las Vegas".
"Quer dizer, não sei se vou. Não tem gari com dinheiro pra ir pra Las Vegas."
O lutador de MMA Jorginho Filho desenvolve projeto social para crianças em favela do Rio de Janeiro
O gari, que treina artes marciais há 24 anos, havia recebido há poucos dias a notícia de que era um dos cinco finalistas na categoria mais disputada do World MMA Awards, principal prêmio do MMA no mundo.
Com este golpe que nocauteou seu adversário considerado tecnicamente superior, ele foi selecionado com outros quatro ricos e famosos lutadores para concorrer ao premio inédito para o Brasil.

Gosto de ver estas vitoria de pessoas das comunidades, uma prova viva que a delinquência pode ser evitada se ações forem postas em pratica, o que não acontece. Jorginho hoje conseguiu o apoio financeiro para custear sua viagem e estadia em Las Vegas, não ajuda do Estado, ajuda de empresários, moradores da comunidade e admiradores. Só um comerciante se desfez de seu cordão de ouro para contribuir com as despesas. Então, ao se deparar com um político, cuspa no chão, ignore-o.

"É o Oscar do MMA. Uma coisa superimportante', conta o atleta, que concorre ao prêmio de nocaute mais bonito de 2015, ao lado dos principais nomes da luta no planeta.
Sem qualquer patrocínio, só com o dinheiro que recebe pelo trabalho varrendo e limpando ruas da cidade, ele diz ter "obrigação" de compartilhar com os vizinhos o que chama de "privilégio".
Ao lado de seu primeiro pupilo – Leandro Nunes Freitas, hoje lutador profissional com passagens por torneios na Europa e na seleção brasileira militar de taekowndo -, construiu um Centro de Treinamento no coração da favela.
Ali dá aulas de lutas para mais de 300 crianças, totalmente de graça. Quem as financia são os alunos adultos, que pagam mensalidade de R$ 40.
                      Gari carioca é um dos cinco concorrentes a prêmio mundial da luta MMA
Durante toda a infância, enquanto o pai biológico estava preso por envolvimento com tráfico de drogas, o lutador trabalhava como entregador de pão para ajudar a mãe a cuidar dos dois irmãos.
À BBC Brasil, Jorginho explica por que nunca passou fome. "A gente acordava cedo e ia com minha mãe para o Ceasa (mercado popular que abastece principalmente o comércio e restaurantes do Rio) para pegar a xepa. 'Xepávamos' o dia inteiro", diz. "Guardávamos o alimento numa sacolinha e levávamos para casa."
"Minha alimentação foi legume, fruta, verdura e peixe que nos davam. A isso eu devo a minha saúde."
Leia mais: esporte

FFAA no combate a "kika", muito mais barato

Dilma declarou que considera as Forças Armadas essenciais. Mais BARATOS, quis dizer.




Tentando remediar um dos resultados do desleixo para com a saúde pública nacional, a presidente Dilma apela agora para as Forças Armadas em busca de mão de obra barata e pouco exigente para combater a iminente epidemia de ZIKA. Em outros países, inclusive no continente africano, os focos foram logo controlados e a doença não se espalhou. Mas, no Brasil a coisa foi diferente.

O curso de AGENTE de combate a ENDEMIAS oferecido pelo PRONATEC tem normalmente a duração de 6 meses e possibilita ao profissional realizar um trabalho com segurança e eficácia. Os agentes de combate a ENDEMIAS lutam pela conquista de adicionais de INSALUBRIDADE.
Os agentes alegam que por força de seus ofícios estão expostos a ambientes insalubres e ao risco de contágio de doenças infectocontagiosas, já que na sua labuta entram em contato com pessoas e ambientes de todos os tipos. Esse é o caso dos militares observados na imagem ao lado, que tiveram que entrar em uma vala para realizar a limpeza.
Um agente de endemias, profissional habilitado e que trabalha somente 30 horas semanais recebe cerca de 1.3 mil reais.
Um marinheiro recruta, como esse que se vê na fotografia com a presidente Dilma, recebe somente R$ 642 (tabela de soldos) e trabalha o tempo que for determinado por seus superiores.

O militar na graduação de marinheiro pode ser escalado também para plantões noturnos em uma escala que normalmente é 2 x 1. Mas, com frequência chega a 1 x 1. Lembrando que os militares das Forças Armadas quando saem de serviço cumprem os expedientes administrativos normalmente. Ou seja, a coisa não funciona como nas polícias militares, onde o militar quando não está de serviço não precisa ficar no quartel.
Com a conivência dos comandantes capachos que cumprem tudo que lhes é determinado, mesmo fora das funções de nossos militares, as Forças Armadas vão cada vez mais perdendo o prestigio que sempre tiveram diante da sociedade.

Nem tudo acaba na quarta-feira


O carnaval é o tempo da alegria, em que as pessoas se irmanam no riso. Segundo o teórico russo Mikhail Bakhtin, a alegria popular é uma contrapartida à seriedade e chatice dos ritos oficiais. Acontece entre nós uma certa carnavalização da política. Algo diferente de se fazerem milhares de máscaras do japonês da Federal e sair cantando: vem pra cá, você ganhou uma viagem ao Paraná. Isso é a política no carnaval. Os discursos de Dilma e Lula são o carnaval na política. Ela conseguiu emplacar dois sucessos em 2015: “Saudação à mandioca” e “Armazenando o vento”.


Na primeira, Dilma pré-colombiana se entusiasmou com nossas origens indígenas. Na segunda, apenas mencionou um processo real mas que ainda não está consolidado: armazenar o vento nas rochas, como um ar comprimido. O sucesso da “Saudação à mandioca” é o entusiasmo de Dilma que se derrama para o milho. No “Armazenando o vento”, o refrão “daqui pra lá, de lá pra cá” transmite ação, é bastante expressivo para descrever o vento.


Deixando sua fase mais popular, Dilma ficou zangada com as previsões do FMI. “Estou estarrecida”, confessou. Como se nunca tivesse lido uma previsão que falasse do buraco em que caímos, até 2018, no mínimo. Mas estava reservada ao criador da criatura o papel de vocalista do bloco. Lula disse aos seus blogueiros de estimação que não existe no Brasil alma viva mais honesta do que ele. Com todas as reservas sobre a existência da alma, e dúvidas sobre se a de Lula está realmente viva ou é apenas um fantasma fugindo da polícia, esta frase abriu o carnaval de 2016.


Lula disse isso num momento em que está acossado por várias investigações, medida provisória vendida, compra de caças, triplex, sítio, enfim tudo o que aparece nas notícias e mais alguma coisa escondida nos inquéritos ou no fundo da garganta de um potencial delator premiado. Ao se proclamar a mais honesta alma viva do Brasil, Lula optou por um passe de mágica que deve ter maravilhado seus intérpretes oficiais, os blogueiros que levam grana do governo. É como se o protagonista, completamente cercado pela polícia, ficasse invisível, ou voasse como um herói de história em quadrinho: shazam.


Ele decidiu ocupar um lugar no Olimpo. O interessante é que, ao contrário dos deuses que tudo sabem, Lula nunca sabe de nada. É uma figura mitológica que derrota o amante traído na disputa por ser o último a saber. Bakhtin tem uma outra visão da etimologia do carnaval. Ao contrário dos que dizem que é a festa da carne, amparando-se na palavra latina, Bahktin mostra que a raiz germânica indica para a expressão: procissão dos deuses mortos.


O fato de os dirigentes serem carnavalescos não intencionais não teria o poder de atenuar seus erros com um pouco de humor? Sei que muitos vão escrever: onde está a indignação diante de tudo que roubaram? Não há espaço para rir deles. Concordo com a indignação com a roubalheira porque ela representa sofrimento, e no caso da saúde, morte precoce para o povo brasileiro. O fato é que eles estão aí. Sérios ou engraçados, assaltariam o país de qualquer maneira. Um pouco de humor não atrapalha. Como dizia Vinicius de Moraes, a gente trabalha o ano inteiro, por um momento de sonho, para fazer a fantasia de rei, ou de pirata ou da jardineira.


O sonho de carnaval, na canção de Vinicius, acaba na quarta-feira. Mas nesse ponto concordo com Bakhtin: o carnaval é mais longo. Aí está o nó. O Brasil oficial vive o sonho de uma potência emergente, incessante redistribuição de renda, orgulhase de sair no bloco bolivariano e rejeita quem insiste que já é Quarta-feira de Cinzas. No entanto, é um país decadente, que puxa para baixo a própria economia global, e está infestado de mosquitos do Aedes aegypti real ao tsé-tsé simbólico. Aqueles blocos que saem depois do carnaval são animados, ganham alguns minutos na TV, mas sabem que são efêmeros.


Os blocos oficiais parecem não saber. Não adianta gritar que o carnaval acabou. Eles não ouvem. Se ouvirem, daqui a alguns meses, vão responder como Dilma ao documento do FMI: “estou estarrecida”. Estamos estarrecidos há muito tempo. E não apenas com a situação econômica, mas com a gravidade da crise, com a perda de oportunidades nacionais, com o estado da imagem do Brasil no mundo, enfim essa longa lista de choros.


O carnaval demarca o tempo da alegria, um prazer com tempo para acabar, a finitude como a qualidade do próprio prazer. O bloco do governo não soube brincar. Confundiu festa e trabalho, realidade e fantasia, partido e país, dinheiro público e patrimônio. É um dos blocos que o carnaval popular rejeita. De um modo geral, são os que saem fantasiadas da cadeia, na Quarta-feira de Cinzas.


Mesmo na política carnavalizada, no entanto, nem tudo acaba na quarta-feira. Um japonês sem máscara vai bater o ponto na Federal de Curitiba, os processos correm, as línguas desatam, daqui a pouco, quem sabe, é domingo de Aleluia.

O GLOBO