Uma coisa que a população nas ruas não
entende é a razão do silêncio das Forças Armadas. O principal motivo desse
aparente silêncio é óbvio: as Forças Armadas não podem falar por falar.
Qualquer pronunciamento mais incisivo do Comando equivale a ação política.
Se, por exemplo, o Comandante do Exército
criticar qualquer ato do presidente da República, ou recusar-se
abertamente a cumprir ordens das autoridades civis, isso quase equivale a golpe
de Estado, porque das duas, uma: ou o Comandante é demitido, ou o Governo cai.
Não existe a
hipótese de pronunciar-se contra e ficar no cargo, nem do Governo permanecer
incólume no poder após o pronunciamento, desmoralizar-se, ou mesmo cair... Essa
situação é muito parecida com a dos juízes.
Um dos princípios
fundamentais da magistratura é que "o juiz só fala nos autos do
processo". Ou seja, o juiz jamais discute em público ou emite opinião
sobre os processos. Ele simplesmente absolve ou condena, e justifica por
escrito a sua decisão. Isso porque a "opinião" do juiz não é opinião:
ela tem força de Lei.
O mesmo ocorre com
os militares: eles só falam por meio de atos concretos. Não podem debater nem
opinar sobre questões políticas. Mas podem e devem agir, quando essas questões
mexem com interesses nacionais.
Interesses
nacionais: esse é um ponto ao qual as pessoas não prestam muita
atenção. A expressão ficou tão gasta pelo uso, que passou a ser mera frase de
efeito, sem consequência, tal como dizer "bom dia" quando o dia de
fato é ruim, ou "saúde!" ao brindar com o tóxico uísque falsificado.
Mas no nosso caso,
"interesses nacionais" têm significado que deve ser levado a sério.
Vamos entender a lógica.
Vivemos num Estado
de Direito, não é verdade? Ou seja, num Estado onde a Lei está acima de tudo.
Todos estão submetidos à Lei, e todas as leis têm de estar de acordo com a
constituição, que é a Lei Suprema. Nesse caso, as Forças Armadas só podem agir
dentro da Lei.
E a Lei as submete
ao governo civil, eleito pelo "povo". Correto? Sim e não. Sim, na
normalidade. Não, nas crises extremas, que põem em perigo a existência ou a
integridade da Nação Brasileira.
Vejam como funciona:
Na mesma
constituição de 1988, manteve-se um dispositivo das constituições anteriores,
que define as Forças Armadas como "instituições nacionais
permanentes". Essa definição implica que as Forças Armadas estão a serviço
da Nação, e não do Estado, nem do Governo.
A Nação está acima
de tudo. O Estado é criado pela Nação, e a Constituição é a materialização, a
forma de existir o Estado. Sendo Instituições Nacionais, as Forças Armadas são
fundadoras e guardiãs da Nação, portanto anteriores ao Estado e à constituição.
Que significa isso?
Para responder, temos de considerar como se formam as nações. Nações se formam
quando um povo domina um território, demarca suas fronteiras e as preserva e
defende eficazmente contra potenciais ou atuais inimigos. Só então é possível
constituir o Estado e o governo.
A força militar é
elemento imprescindível à instituição da Nação, a qual é anterior à formação do
Estado. O Estado se institui por meio da Constituição. Mas o Estado e o Governo
não abrangem a Nação.
A Nação está acima
e além de tudo, porque é a origem de tudo. E as Forças Armadas, embora sejam
órgãos do Estado, subordinadas ao Governo, são em última instância instituições
da Nação.
Quando o Estado ou
o Governo se voltam contra a Nação (é o que acontece no Brasil de agora), as
Forças Armadas podem e devem intervir, passando por cima tanto do Governo como
do Estado. Mas essa responsabilidade é gravíssima, de modo que jamais pode ser
exercida com leviandade.
É algo como aquele
famoso "botão vermelho" que o Presidente dos Estados Unidos tinha no
seu gabinete, que, uma vez apertado, deflagraria a guerra nuclear total, com
risco de destruir o planeta.
Dá para entender o
silêncio e a aparente imobilidade das Forças Armadas? Esse silêncio e essa
imobilidade, porém, não significam passividade nem conivência com a quadrilha
no poder.
Pensem: quais são
as reais intenções dessa quadrilha? Ela nunca as escondeu. Seu objetivo é
instituir no Brasil ditadura semelhante aos modelos que seus chefes tanto
admiram. Algo parecido com Cuba, ou Coréia do Norte, ou Venezuela, ou as
ditaduras africanas.
Estando há quase
quinze anos no poder, a quadrilha teve todo o tempo e todos os recursos para
dar o golpe. Mas não o fez... Por quê? Porque não pôde.
Porque a quadrilha
tem o Poder, mas não dispõe da Força. Ela manda no Brasil, faz o que bem
entende com o dinheiro público, compra a mídia, aparelha o serviço público com
nomeados políticos, comete os maiores desatinos em matéria de política externa,
é mancomunada com o crime e o narcotráfico, tem tudo nas mãos, mas ainda não
conseguiu o seu maior objetivo: a Ditadura
Democrática Revolucionária.
Para isso,
precisaria desfechar um golpe de Estado revolucionário, fechar o Congresso,
ocupar militarmente o País, estatizar os jornais, tevês e rádios, prender ou
matar seus adversários e assim ter meios de confiscar propriedades e
estabelecer alguma forma de socialismo. É o que gostariam de fazer, embora
jurem que não.
E por que não o
fizeram? Porque sabem que não podem contar com as Forças Armadas, nem com as
Polícias, para essa aventura. E sabem que, se tentarem, as Forças Armadas
impedirão. O silêncio e a imobilidade das Forças Armadas, portanto, não
significam omissão nem indiferença.
Afinal, muralhas
também são imóveis e silenciosas. As Forças Armadas são as muralhas que impedem
o golpe da quadrilha. Certo, eles, os comparsas da quadrilha, fazem tudo para
provocá-las. Tal como moleques pichadores, eles sujam a muralha.
Difamam as Forças
Armadas, procuram humilhá-las com atos como a tal Comissão da Verdade, espalham
falsas histórias, fazem tudo o que podem. Mas não conseguem abalar a enorme
barreira, imóvel e silenciosa.
Ela continua firme
no seu lugar, e cada vez mais o povo brasileiro compreende que é a sua
proteção, o seu abrigo seguro.
Devemos lutar com firmeza contra o "BAN" (votos Brancos, Abstenções e Nulos)! Em países onde a esquerda criminosa ganhou, a população desiludida deixou de votar ou votou nulo. Os esquerdistas jamais deixam de votar!
Muita precaução com publicações de certos
"intervencionistas"! Propagam contra as eleições e se tornam um forte
aliado da esquerda brasileira. Se houve suspeita de fraude nas urnas, aconteceu
entre eles (esquerda), não havia um real representante da Direita no pleito.