sexta-feira, 13 de abril de 2018

O FUTURO da NAÇÃO PRECEDE a PARADIGMAS



Paradigma é uma norma ou modelo a ser seguido. No Brasil, e em muitos países, convencionou-se que o militar da ativa das Forças Armadas (FA) não pode se manifestar publicamente sobre assuntos do campo político e, imagine o leitor, do campo militar, mesmo em situações de grave anormalidade que afetem a segurança, a defesa e a paz social.
Ou seja, altos chefes militares a quem a nação pagou, por muitas décadas, para estudar, propor, planejar e executar estratégias de defesa e segurança, garantir os Poderes Constitucionais, a paz interna e a democracia, bem como participar do desenvolvimento nacional não podem alertar à nação, única credora de sua lealdade, mesmo quando percebam que ela está diante de uma grave ameaça.
Se os escalões superiores se omitirem, até que ponto um chefe militar deve submeter-se a tal paradigma? 
Países com potencial para atrair disputas internacionais não dispensam a presença das FA nos núcleos decisórios dos governos. No Brasil, porém, as FA foram afastadas do núcleo do governo Federal, particularmente após a ascensão das esquerdas fabianista (PSDB) e marxista-gramcista (PT, PCdoB e aliados). A competência de ministros da Defesa civis não se compara à de um chefe militar, pois lhes faltam conhecimento e experiência para assessorar o nível político-estratégico sobre segurança e defesa nos campos interno e externo.
Tal afastamento se deve, além do preconceito, ao desconhecimento pelas lideranças nacionais da diferença entre política nacional, que não dispensa o concurso das FA, e política partidária, da qual elas devem guardar total distância. O regime militar já afastara as FA da influência político-partidária, fator de quebra da disciplina, hierarquia e coesão. Foi importante contribuição para a estabilidade dos Poderes da União, pois desde a redemocratização, em 1985, as crises foram apenas políticas e resolvidas no âmbito daqueles Poderes. O Exército, especificamente, passou a ser conhecido como o grande mudo, infelizmente também, no tocante à política nacional.
Portanto, as lideranças políticas e judiciárias tiveram total liberdade para cumprir o dever do Estado democrático de direito, que é satisfazer os anseios da sociedade por desenvolvimento, segurança e bem-estar com liberdade e justiça. Infelizmente, falharam vergonhosamente e mergulharam o Brasil em gravíssima crise moral, política, econômica e social. Desmoralizaram a democracia, que aqui não existe de fato, pois nossa justiça é leniente e repleta de leis ilegítimas, feitas para assegurar interesses dos setores poderosos. Onde a justiça é falha e a liberdade ilusória, a democracia é um embuste.
O lodaçal da vergonha onde lançaram o país vem sendo dragado pela Operação Lava-Jato. A nação passou a ver com clareza, inicialmente, a degradação moral e ética das lideranças no Executivo e no Legislativo e, hoje, também a percebe na mais alta Corte de Justiça.
As últimas semanas mostraram que o objetivo das ações correntes no STF não é livrar apenas Lula – um criminoso condenado – mas toda a máfia desde os mais baixos aos mais altos escalões do PT, PMDB, PSDB e partidos menores. Essas lideranças perceberam que sua velha impunidade estará com os dias contados se não detiverem a Lava-Jato. Como os ministros do STF são parte da cúpula dirigente, a alguns não interessa a renovação da forma de conduzir o país. Assim, cerca da metade, ligada a partidos, a grupos ou a políticos individualmente, se empenha para livrar as máfias do colarinho branco das malhas da lei, independente do partido onde se homiziem. Seu êxito seria um desastre de enormes proporções, podendo comprometer a segurança interna e a paz social.
Um outro paradigma, criado após o regime militar, é que não existe inimigo interno em uma democracia. Ora, se grupos nacionais promoverem conflitos violentos e provocarem um caos social, ameaçando a paz, a unidade política e a soberania, serão inimigos internos de fato. Da mesma forma o serão as organizações criminosas que se apossem do Estado, roubem bens públicos essenciais ao progresso e bem-estar da nação, submetam a sociedade a situações humilhantes, com perda da autoestima, do civismo e da esperança no porvir, bem como semeiem graves conflitos político-sociais entre irmãos.
Se os Poderes Constitucionais estiverem liderados por ORCRIM, o que restará à sociedade para reverter esse quadro? Seria aceitável continuar governada por máfias?
A missão constitucional das FA é, resumidamente, defender a Pátria e garantir os Poderes Constitucionais, a lei e a ordem (art. 142 da CF/1988). Chefes militares, diante de situações que possam trazer consequências extremamente graves para a nação, têm a obrigação moral de não se omitir, limitados por paradigmas, como se estes fossem cláusulas pétreas.
Foi o que fez o Comandante do Exército em três de abril, ao alertar do repúdio da sociedade, cansada de conviver com a impunidade dos poderosos e angustiada diante da então possível decisão do STF, a favor do HC de Lula, que agravaria ainda mais a delicada situação nacional. O Comandante demonstrou coragem moral ao arriscar o próprio cargo para ser fiel à sua consciência e ao serviço da nação. Foi uma decisão patriótica, que motivou militares e civis a perfilarem com ele para cumprir a missão constitucional das FA de defender a Pátria contra inimigos internos, conscientes ou não; e para garantir os Poderes Constitucionais, cuja essência não está nas pessoas que os compõem, mas nos papeis que desempenham como instituições.
É esse último que deve ser garantido, independente dos ocupantes dos cargos. Espera-se que o STF tenha entendido a gravidade do momento e que alguns de seus membros deixem a vaidade de lado e passem a pensar no país.
Ministro Celso de Mello, se guardar a Pátria, zelar por sua dignidade e proteger seu futuro é ser guarda pretoriana armada, temos muito orgulho em sê-lo. Vergonha teríamos se nos considerassem advogados de defesa de ORCRIM. Portanto, fez muito bem o Comandante do Exército, pois o Brasil está acima de tudo, inclusive de qualquer paradigma.
General Rocha Paiva


quarta-feira, 11 de abril de 2018

O maior grupo criminoso do Brasil: Exercito Brasileiro


Inúmeras comissões estão sendo estabelecidas para acompanhar e fiscalizar as operações das Forças Armadas no Rio de Janeiro, decorrentes da Intervenção Federal. OAB, Ministério Público, Associação de Magistrados, Associações de moradores de comunidades e etc... O TCU irá designar comissão para acompanhar os gastos das Forças Armadas durante as operações.
Como conclusão, essas tais de Forças Armadas devem ser muito piores que todos os criminosos e políticos do Rio de Janeiro juntos, para terem suas ações acompanhadas por tantas pessoas.
Esse País não é sério!
Onde estavam essas Instituições que permitiram que o Rio de Janeiro virasse terra de desordem? Por que não acompanham as ações do crime organizado?

CUMPLICIDADE
O Rio de Janeiro é o estado onde crianças foram baleadas dentro do útero da mãe, onde crianças foram baleadas na sala de casa assistindo TV, onde 688 tiroteios foram registrados em um único mês e, após decretada Intervenção Federal, surgiram milhares de “especialistas” em segurança pública dizendo que a medida é dura demais, é extrema, é ineficaz, etc... Todos esses “especialistas” hibernavam enquanto horrores aconteciam.
O Brasil é o país onde a Ordem dos Advogados, a Defensoria Pública e os Direitos Humanos se preocupam mais em libertar mães presidiárias do que prestar auxílio às mães das vitimas daqueles que estão nas prisões.
O Brasil é o país onde 2.000 pessoas saquearam uma carreta carregada com carne que tombou em uma rodovia, antes mesmo que o motorista gravemente ferido fosse socorrido.
O Brasil é o país onde a população acha normal comprar um Iphone por 100 Reais, usado e fora da embalagem, em bancas de ambulantes, mesmo sabendo que aquele produto só pode ter sido fruto de furto/roubo, muitas vezes seguido de morte.
O Brasil é o país onde artistas e cantores fazem passeatas e cara de choro pedindo paz nas favelas, mas por trás das câmeras se fartam do pó oferecido pelo traficante que aterroriza a favela.
O Brasil é o país onde escolas de samba financiadas pelo dinheiro do tráfico, do crime organizado e das milícias, fazem desfiles dando lição de moral contra a corrupção e os imbecis aplaudem só porque uma delas fantasiou o presidente como vampiro corrupto.
O Brasil é o país onde apenas 8% dos homicídios são solucionados e 92% ficam impunes, mas a grande pauta do Supremo Tribunal Federal é impedir a prisão de condenados em segunda instância, porque, afinal, somos um país onde se pune muito os bandidos. Nada a ver com a tentativa de livrar um ex presidente da cadeia, imaginem...
O Brasil é o país onde toda semana a mídia martela na sua cabeça que a polícia é malvada, que as cadeias são super lotadas, que a Justiça prende demais, que cadeia não é solução; ao mesmo tempo que desempregados são assaltados de madrugada em filas de distribuição de cestas básicas e os que ainda trabalham, são roubados nos pontos de ônibus quando vão ao trabalho. O crime possui armas de guerra que nem o Exercito utiliza.
O brasileiro não é vitima da criminalidade, por enquanto está sendo CÚMPLICE. 

Henrique Martins


Do puxa-saco ao sadomasoquista



Do puxa-saco ao sadomasoquista: uma análise do Brasil.

Todos conhecem a popular figura do puxa-saco. A adular pessoas famosas, poderosas ou ricas, a bajular qualquer um que detenha poder, seja ele midiático, político ou econômico, o puxa-saco não passa de um chato, cujo comportamento servil incomoda quem não precisa dele, mas é a presença que conquista quem estabeleceu uma relação frágil com o poder que tem, ou imagina ter.

Infelizmente, o puxa-saco é mais do que isso. Ele é a personificação do sadomasoquista social. Se abaixa a cabeça para uns, exige subserviência de outros. Covardes digitais que encontram um lugar ao sol nas redes sociais são puxa-sacos na vida real. Ora Zé-Mané, ora VIP, ele se identifica com líderes autoritários e se realiza no prazer de maltratar verbal ou fisicamente pessoas de quem ele teria medo na vida real.

Denunciado em sua tática de adulação, todo puxa-saco parte para a ignorância tentando destruir quem percebeu seu jogo. Agentes sempre prontos a atuar nos regimes de exceção, eles gozam com a parte que lhes cabe, seja na corporação, seja no tribunal, em casa ou nas ruas. 
O puxa-saco, quando não está na posição servil do masoquista, torna-se um sádico autoritário.  Lacaios célebres, capitães do mato e capos dos campos de extermínio tem com o puxa-saco um elemento em comum: o desejo de punição. O puxa-saco ama a autoridade a quem chama de doutor por usar gravata.  É dessa autoridade que imita o gesto punitivo. Como a autoridade, embora pudesse ser a própria vítima, ele persegue um objeto de fetiche: a mulher, o judeu, o indígena, o pobre ou mesmo o ex-presidente nordestino. Sadomasoquismo foi um termo primeiro usado para se falar de relações sexuais que eram consideradas perversas ou fora dos padrões aceitos na moral do século 19 europeu. Até hoje o termo sádico relaciona-se à ideia de alguém que sente prazer em fazer o outro sofrer enquanto o masoquista sente prazer em ser objeto do sofrimento causado por outro. No sadomasoquismo as duas posições psíquicas se confundem em um jogo curioso. 
A sexualidade atravessa as relações. O sadomasoquismo é comum a elas, mas em um sentido expandido, que vai muito além das perversões históricas ligadas à práticas sexuais. Digamos que as práticas sadomasoquistas estereotipadas, pessoas vestindo roupas de couro e se chicoteando em altas orgias à luz de velas, é o que há de mais enfadonho na história do sadomasoquismo. 
O fascismo é bem mais picante e comanda muito melhor a sexualidade ansiosa. Uma grande tara social mal resolvida talvez seja a sua mais perfeita definição. Não espanta que a classe média, aquela para quem Freud sempre prestou serviços como psiquiatra, adore os privilégios dos ricos e odeie os direitos dos pobres. A redução do sofrimento que faz parte da luta por “Direitos Humanos” interrompe o jogo sadomasoquista e por isso é insuportável.
Meio de subjetivação, padrão introjetado, o sadomasoquismo está no amor submisso ao líder, nas práticas de humilhação das escolas, no discurso de ódio ou no desejo de punir comum à nossa época. 
Ao Brasil, nesse momento, seria necessária muita psicanálise, algo que interrompesse o fluxo de gozo desse poder delirante.  A ideia de uma superioridade de classe é a narrativa compensatória nesse momento. Contudo, o sádico não fica em pé sem um masoquista e nessa falha resiste a esperança do momento sócio-político vivido atualmente. 
Marcia Tiburi, filósofa


terça-feira, 10 de abril de 2018

Nada a perder.


No ano de 2006, quando ainda na ativa da PMERJ, não eram raros os convites para integrar milícias e com ofertas sedutoras de ganhos.


Naquela época as milícias eram compostas de agentes de segurança e militares moradores das comunidades que não queriam o tráfico a lhes apavorar todos os dias nem recrutando seus jovens. As baixas no tráfico foram grandes, muitas áreas antes dominadas pelo tráfico foram tomadas e o comércio de drogas foi proibido.

Lógico que uma milícia nesses moldes precisa de dinheiro, muito dinheiro para se equipar, se armar e manter uma logística de guarda permanente das áreas dominadas e, para isso, era imprescindível a contribuição de moradores, a exploração de sinal de TV a cabo pirata e outras fontes de renda.


Os “chefões” do tráfico, que não estão nas comunidades e sim no Parlamento do Rio de Janeiro com suas assessorias, não gostaram nada da nova modalidade de combate ao tráfico, precisavam fazer algo.

Marcelo Freixo e seus seguranças fortemente armados

Uma CPI foi proposta e colocada em prática, tendo indiciamento de políticos, policiais, agentes penitenciários, bombeiros e civis. Foi o fim da milícia contra o tráfico, os agentes públicos se afastaram sendo substituídos pelos “pé inchado” que vislumbraram a possibilidade de auferir ganhos fáceis com o "mercado" em aberto.

Exploram os mesmos itens de antes, como também o transporte alternativo e, quem ousar negar pagamento sofre as consequências. Os milicianos de agora admitem o tráfico de drogas, de quem recebem comissões pelos negócios na comunidade.

Diferente dos milicianos de ontem, os de hoje são viciados em drogas, recrutando traficantes para comporem seu bando e exercerem o mesmo terror sobre quem os contrariar.

Hoje, com visão diferente da época da CPI das milícias, a Segurança Pública faz seus estudos e levantamento para, pelo menos enfraquecer esta modalidade de facção criminosa. Num golpe só apreenderam 13 fuzis, 15 pistolas, 4 revolveres, carregadores, coletes a prova de balas, granadas e 10 veículos roubados. Tudo num sítio onde rolava uma festa sendo os policiais recebidos a tiros. 159 pessoas presas.


Tal qual o que vemos nas ações contra o tráfico, os parentes foram mobilizados para protestarem pela inocência de seus “mininos”, que estavam num lugar recheado de gente armada até os dentes e com disposição de reagir contra a polícia. Acredita que desconheciam o que acontecia naquele local? No minimo simpatizavam com os milicianos e desfrutavam do ilícito. Cabe a Justiça decidir que deve responder preso e quem deve ser solto.

Quatro homens, que foram mortos, protegeram a fuga do “chefe”, um viciado que recruta traficantes para seu bando e autoriza o comercio de drogas em seu domínio, Wellington da Silva Braga, vulgo Ecko.

Novamente voltamos ao início de tudo, só que desta vez com uma “milícia” bem mais perigosa, disposta a matar agentes da lei, como também qualquer um que se oponha a suas atividades ou que pelo menos desconfiem.

Bolsonaro é reconhecido internacionalmente como o líder no ressurgimento conservador no Brasil


O Wall Street Journal destaca que no Brasil está ressurgindo o conservadorismo e consolidando um novo capítulo na América Latina diante dos escândalos de corrupção envolvendo os partidos socialistas.

(Por Samantha Pearson para o Wall Street Journal. Tradução: Expresso Nacional) NIOAQUE, Brasil – Parece uma cena do Marlboro Country. Criadores de gado conduzem suas picapes Chevy ao rodeio local. Vaqueiros de jeans desbotados entretêm as multidões.
Na verdade, é o coração conservador do Brasil, a 14 horas de carro da praia mais próxima e a um mundo de distância da reputação do país de hedonismo liberal.
Durante grande parte dos últimos 15 anos, os conservadores brasileiros assistiram à ascensão do socialismo nesta nação de dimensões continentais com inquietação. Eles viram fazendeiros serem presos aqui por defenderem suas terras contra tribos indígenas; eles recuaram como casais do mesmo sexo estrelavam suas novelas favoritas; e eles resmungaram no clube de tiro local sobre altos impostos, alta criminalidade e escândalos de corrupção em duas presidências sucessivas de esquerda.
“Já é hora de trazer de volta alguns costumes para este país”, disse Francisco Lima, 71 anos, dono de uma farmácia, enquanto sua esposa, Maria, se levantava da cadeira de vime para buscar limonada caseira aqui na pacata cidade de Nioaque. “O Brasil é invadido por criminosos e políticos corruptos”.
O conservadorismo está voltando aqui. Isso já está se desenrolando na batalha pela saúde das mulheres e pela política, religião e artes.
A mudança para a direita no Brasil – lar de cerca de metade da população e da riqueza da América do Sul – acelera uma tendência continental que leva os países a se afastarem do socialismo desde o fim do boom de commodities liderado pela China. Enquanto os cofres do governo secavam, a chamada “maré rosa” dos governos esquerdistas começou a diminuir, começando com a eleição de 2015 na Argentina de Mauricio Macri, um empresário de centro-direita.

A prisão no sábado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um ícone esquerdista que foi condenado no ano passado por corrupção, marcou uma nova baixa para o socialismo latino-americano e efetivamente o afastou da disputa nas eleições presidenciais de outubro.
Enquanto isso, o Brasil está testemunhando a ascensão política de um capitão do Exército que virou congressista chamado Jair Messias Bolsonaro, que fala com carinho da "ditadura" de 1964-1985 do país, na qual ele serviu uma vez. O nacionalista de olhos azuis, cujo nome do meio significa “Messias”, é um cristão devoto que foi recentemente batizado no rio Jordão. Aos 63 anos, ele está concorrendo à presidência em uma plataforma pró-arma, antiaborto e antidireitos dos homossexuais
O clima político nacional é volátil demais para considerá-lo o favorito, embora as pesquisas mais recentes mostrem que ele tem cerca de 20% dos votos, perdendo apenas para Lula. Mas dentro e nos arredores de Nioaque, onde Bolsonaro esteve brevemente nas forças armadas na década de 1980, ele é visto como o único político capaz de enfrentar os bandidos na rua e nos corredores do poder.

“O Brasil precisa de uma figura paterna furiosa para ensinar uma lição a todos”, disse Joyce Vilagre Vieira, uma advogada de 26 anos em Dois Irmãos do Buriti, duas horas de carro ao norte de Nioaque.
Dois fenômenos principais estão impulsionando a mudança conservadora. O primeiro é o surgimento do cristianismo evangélico. Agora compreendendo um terço dos brasileiros, os evangélicos estão em vias de superar os católicos em 2035, segundo o instituto de pesquisas Datafolha. A segunda é a crescente exasperação com a ilegalidade, da corrupção a uma taxa de homicídios tão alta que mais de 61.000 pessoas são mortas aqui a cada ano, um número que acabaria com Cincinnati em cinco anos.
“Quando há medo, os aspectos conservadores da sociedade brasileira são expressos com mais força e, mais uma vez, essa sensação de medo voltou”, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um centrista político, em uma entrevista.
A ditadura militar do Brasil, liderada por generais de mentalidade conservadora, nasceu em grande parte do medo do comunismo. Desta vez, muitos brasileiros temem o crime e a instabilidade política como resultado da corrupção, enquanto outros temem a invasão de valores culturais liberais.
Desde o fim do regime militar em 1985, “conservador” foi uma palavra suja aqui, disse Bruno Garschagen, um cientista político e autor. Nenhum dos 35 partidos políticos do Brasil tem a palavra em seu nome. Nenhum presidente jamais se atreveu a falar sobre o combate ao crime por medo de ser rotulado como opressor.
“Até recentemente, a esquerda basicamente dominava o debate político e cultural”, disse Garschagen, um dos geradores conservadores que enchem estantes e blogs.
Mas os tempos estão mudando. O presidente Michel Temer recentemente ordenou que os militares assumissem o controle da segurança pública em um estado carcerário do Rio de Janeiro, a primeira intervenção desse tipo em 33 anos de democracia. O Brasil, cujo lema “Ordem e Progresso” está estampado em sua bandeira, agora está lutando contra o caos, disse ele.
A esquerda do Brasil, uma vez vista como moralmente superior, tem sido manchada por seus laços com o governo autoritário da Venezuela, bem como pelo vasto escândalo de corrupção desmantelado pela Operação Lava-Jato que enredou Lula e seus rivais. “As pessoas que sempre defenderam valores conservadores agora se sentem fortalecidas”, disse Matias Spektor, da Fundação Getulio Vargas, em São Paulo. Aqui, o fenômeno é chamado de “conservadores saindo do armário”.
E cada vez mais, os conservadores estão flexionando seus músculos políticos.
O bloco evangélico do Brasil no Congresso, representando um sexto dos deputados da câmara baixa, desempenhou um papel central no impeachment de 2016 da presidente de esquerda Dilma Rousseff, sucessora escolhida pelo Sr. da Silva. Juntamente com outros conservadores, eles formam o lobby estilo “Bíblia, Boi e Bala” que ajudou a sua substituição, Sr. Temer, a permanecer no poder, em parte em troca de afrouxar os controles sobre exploração madeireira e pecuária na floresta amazônica.
Projetos conservadores para relaxar as rigorosas leis de armas do Brasil, reduzir a idade de responsabilidade criminal de 18 para 16 anos e proibir o aborto, mesmo em casos de estupro, estão ganhando força no Congresso. Em setembro, um juiz federal em Brasília revogou uma decisão de 1999 que proibia os psicólogos de oferecerem “terapia de conversão” gay, aumentando o temor entre os ativistas de que outros tribunais apoiarão a prática controversa.
Grupos evangélicos vêm promovendo uma guerra cultural em todo o país, forçando o Santander Bank, em setembro, a encerrar uma exposição sobre diversidade sexual. Uma multidão enfurecida encenou um protesto violento durante uma recente visita da filósofa americana Judith Butler, teórica de gênero, queimando-a em efígie e chamando-a de “bruxa”. O Brasil agora ostenta lojas de moda evangélicas, sites de namoro, cruzeiros e videogames sem pecado.
Como a divisão nos EUA, a ascensão do Brasil conservador tem cidadãos liberais no limite. Eles se preocupam com o movimento para a direita em um país que está entre os mais desiguais do mundo, tem racismo profundamente arraigado e só recentemente começou a pressionar pelos direitos das mulheres e das minorias.
“Todo mundo que conheço está em pânico”, disse Daniel Ribeiro, diretor de cinema brasileiro cujo último filme conta a história de um casal transexual. “Mesmo que Bolsonaro não vença, o Brasil parece estar voltando nessa direção.”

O Brasil está mais preocupado do que nunca com a lei e a ordem. Mais da metade de todos os brasileiros querem introduzir a pena de morte e quase 40% apoiariam um golpe militar para combater o crime endêmico e a corrupção, de acordo com os respectivos estudos do instituto de pesquisas de dados Datafolha e da Universidade de Vanderbilt.
No geral, o instituto brasileiro Ibope descobriu que 54% dos brasileiros exibiram um alto nível de conservadorismo em 2016, comparado com 49% em 2010. Calcula seu “Índice de Conservadorismo” através de uma mistura de perguntas perguntando aos entrevistados como se sentem sobre a introdução da pena de morte, reduzindo a idade de responsabilidade criminal, prisão perpétua sem liberdade condicional por crimes hediondos, bem como legalização do aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo, que atualmente é legal.
A virada para o lado direito do Brasil é particularmente impressionante porque o país há muito tempo engana o resto do mundo ao pensar que é um paraíso permissivo, disse Rubens Ricupero, ex-ministro das Finanças e ex-embaixador dos EUA.
“Mas muitas pesquisas de opinião pública mostram que a atitude básica predominante no Brasil é muito conservadora”, disse Ricupero.
Alguns no Brasil comparam o Sr. Bolsonaro ao presidente dos EUA, Donald Trump. Como o líder americano, Bolsonaro tem cinco filhos e agora é casado com sua terceira esposa, mas faz campanha como defensor da família tradicional.
Suas explosões – incluindo uma vez dizendo a uma legisladora do sexo feminino que ela não era bonita o suficiente para estuprar – são muitas vezes elogiadas como um sinal de honestidade. E muitos brasileiros vêem essa característica como uma qualidade muito necessária em Brasília, onde mais de um terço dos membros do Congresso estão sob investigação por crimes que vão desde tentativa de homicídio até corrupção.
“Para ser uma grande nação, o Brasil precisa de um presidente honesto, cristão e patriota”, disse Bolsonaro no Congresso no ano passado, ao votar para colocar o presidente Temer em julgamento por corrupção – uma moção que fracassou. Mesmo agora, em seu sétimo mandato como deputado federal, Bolsonaro continua impecável devido aos grandes escândalos do país.
Em toda a savana empoeirada do Brasil, esse tipo de conversa ressoa entre os eleitores.
Igrejas já estão reformando a sociedade aqui, preenchendo o sistema de saúde pública sem dinheiro, financiando centros de reabilitação para viciados em drogas viciados em cocaína boliviana. No The Life Squad, uma fazenda perto da cidade de Batayporã, dezenas de homens trabalham para se limpar e aprender o evangelho.
Kalil Nimer, pastor evangélico do centro, descreveu um cliente como um “ex-homossexual”.
“Agora ele me diz: ‘Pastor, eu sou um homem, eu não sou mais um deles’ e ele ora por uma esposa”, disse Nimer. “Essas coisas nos gratificam”.
Nas estradas empoeiradas do estado de Mato Grosso do Sul, os ventos violentos levantam a terra vermelha, tão rica que ajudou a transformar este e um estado vizinho em um celeiro responsável por mais de 10% da soja do mundo. Não há sinal de celular. Shows apresentados por televangelistas dominam as ondas do rádio, dedicando baladas gospel a caminhoneiros solitários.
No próximo campo de tiro da cidade, os moradores locais são igualmente nostálgicos pelo passado. A democracia e o “absurdo dos direitos humanos” trouxeram a ilegalidade, disse Breno Muniz de Oliveira, um policial e entusiasta das armadilhas. Os paraguaios freqüentemente cruzam a fronteira e roubam equipamentos agrícolas, disse ele, e uma lei de 2003 restringindo a posse de armas tornou quase impossível para os civis possuírem armas de fogo.
“Cidadãos honestos não podem se defender, mas os criminosos agora têm acesso a armas de guerra”, disse ele. “Precisamos mudar o paradigma.”
Até mesmo as pessoas que votaram no passado para o Partido dos Trabalhadores, de esquerda de Lula, disseram que sua maior prioridade é ser dura com o crime.
Antonio Serra, taxista de Dois Irmãos do Buriti, ainda fala com carinho do governo de Lula, que se beneficiou do boom de commodities liderado pela China. Mas ele se preocupa com o crime. Assim com o Sr. da Silva fora da corrida, o Sr. Serra vai escolher o Sr. Bolsonaro. Pesquisas sugerem que cerca de um em dez partidários da Silva faria o mesmo, e até 40% no Rio.
“Eu quero possuir uma arma?” Ele pergunta incrédulo. “Inferno, eu quero uma metralhadora debaixo da minha cama!”


Finado Lula


“Nunca entre num lugar de onde tão poucos conseguiram sair”, alertou Adam Smith. “A consciência tranquila ri-se das mentiras da fama”, cravou o romano Ovídio. “Corrupção é o bom negócio para o qual não me chamaram”, ensinou o Barão de Itararé.


E na contramão de todos está alguém que abriu mão de si mesmo pelo poder. Lula construiu uma história de vida capaz de arrastar emoções e o levar à presidência. Agora, de modo desprezível, o mesmo Lula destrói-se por completo.

Não é preciso resgatar o tríplex, o sítio ou os R$ 30 milhões em “palestras” para atestar a derrocada do ex-presidente. Basta tão somente reparar a figura pitoresca na qual Lula se tornou.

O operário milionário sempre esbanjou o apoio popular e tomou para si o mérito de salvar o país da miséria. Contudo, junto disso, entregou-se aos afetos das maiores empreiteiras, não viu mal em lotear a máquina pública, nem constrangeu-se em liderar uma verdadeira organização criminosa.

Sem hesitar, brincou com os sonhos do povo e fez de seu filho, ex-faxineiro de zoológico, um megaempresário. Aceitou financiamentos regados a corrupção, fez festa junina pra magnatas e mentiu, mentiu e mentiu. O resultado, enfim, chegou: ao abrir mão de si mesmo, Lula perdeu o povo.

Pelas ruas, o ex-presidente é motivo de indignação e fonte de piadas. Lula virou chacota, vergonha, deboche. Restou-lhe a militância do pão com salame e aqueles que tratam a política com os olhos da fé messiânica.

Seu escárnio da lei confirma sua queda. Lula ainda enxerga o Brasil como um rebanho de gado e não percebe que está só, cercado por advogados que postergam seu coma moral. Enquanto ofende o judiciário e todos aqueles que não beijam seus pés, Lula trancafia-se na bolha de quem ainda acredita que meia dúzia de gritos e cuspes podem apagar os fatos.

O chefe entrou num mundo sem saída, trocou sua consciência pelo poder e corrompeu-se até dissolver sua essência. Lula morreu faz tempo. Restou-lhe, apenas, uma carcaça podre que busca a vida eterna no inferno de si mesmo.

Gabriel Tebaldi, graduado em História pela UFES

segunda-feira, 9 de abril de 2018

"Fiz o que era certo e isso me basta"!


Uma PMERJ que até então só “ferrava” praças que ousassem expor seu pensamento, expor sua insatisfação com as ilegalidades praticadas para satisfazer o interesse político. Hoje oficiais também estão ousando, estão abrindo mão de suas futuras promoções para se contrapor em benefício do interesse de todos. Mas também estão sofrendo as covardias do “sistema” aplicada por também oficiais submissos.




"E se te perguntarem a razão de você ter feito isso tudo: diga-lhes, fiz o que era certo e isso me basta"!
1° dia do terceiro conselho de justificação ao qual estamos sendo submetidos!
Dessa vez estamos sendo acusados de em um áudio de WhAtsapp, "desejar a morte dos policiais do Choque em virtude dos atos dos servidores em 2016"!
Primeiramente quero dizer que defendemos, sobretudo a vida dos agentes da lei e por isso tenho pago o preço de peitar o Estado, segundo nossa crítica ao BPChoque foi feita em vídeo, e foi levado em conta a dificuldade de atuar diante de um movimento misto, com servidores da seg. pública e de movimentos de esquerda e mesmo com a crítica, jamais iríamos tecer tais comentários, pois somos "cria" desse Glorioso Batalhão e sangue azul!
Por fim sabemos que quanto maior as acusações e a "montagem" da denúncia feita contra nós significa que não estamos lidando com um inimigo pequeno e sim contra quem controla a máquina!
Meu recado? CANALHAS!!! VÃO ARMAR COVARDIA PARA A PQP!
#NaoVamosRecuar
#ConfioNaJustica