sexta-feira, 23 de março de 2018

Chega! Basta! Queremos o fim de quem nos mata!



Nas décadas em que estive no serviço ativo da PMERJ vivenciei muitos colegas partirem prematuramente, sendo mortos ao reagirem a um assalto a ônibus ou num confronto com marginais. Em alguns casos fui eu que levei a noticia a seus parentes, que aguardavam em casa a chegada de seu esposo, pai, filho, irmão; Deus! Como era difícil me conter perante o sofrimento dessas pessoas com a perda de seu ente querido. Lágrimas teimavam em escorrer de meus olhos.


Hoje na Reserva, prestes a passar para a Reforma por estar beirando os 60 anos, em casa essas mesmas lágrimas ainda teimam em escorrer. E está difícil de conter! Tá difícil! Mais difícil por estar vendo um cenário diferente, ao invés de ser uma morte vez ou outra, hoje é quase que diariamente, chegando ao “atacado” de três em menos de 24 horas. Alguns dos que estou vendo ser assassinado foram meus novatos, jovens que comigo tiveram seu primeiro contato na sua formação, como o Sargento Barros morto num ataque de traficantes na Favela Gogó da Ema em Belford Roxo.


Vou a toda manifestação pela vida do policial, mas vejo a ausência dele. Nos poucos presentes, levando em conta o universo numérico dos interessados, vejo inativos, vitimados, parentes e poucos da ativa, estes últimos os maiores interessados que alguma mudança aconteça.
Reclamam das manifestações do PSOL pela morte da vereadora de conduta duvidosa? Não deviam! Deviam é dar a pronta resposta respondendo como eles ao chamado que estão fazendo, comparecer às manifestações marcadas e que são de seu interesse. Eles, a esquerda, em particular o PSOL, não perdem uma manifestação para acusar a PM, para pedir o fim da PM e até para disseminar o ódio contra a PM.

                     Em protesto medíocre militantes do PSOL pedem o fim da PM

O quantitativo deles pode ser facilmente superado pela presença maciça nossa, devemos atender ao chamado e não só ficar reclamando nas redes sociais.



As cenas foram chocantes, assim como um policial agonizava em Manguinhos após ser baleado, sendo filmado pela população daquela comunidade que não lhe socorreu, só incentivava o roubo de seu fuzil, as cenas dos policiais mortos na Rocinha e Gogó da Ema foram filmadas por moradores que também nada fizeram para providenciar socorro, somente queriam registrar a agonia de quem está perdendo a vida.




A mídia se cala, a sociedade se cala, nós PMs nos calamos? Não! Por favor! Por seus filhos, esposas/esposos, pais e mães gritem! Disseram que o “Marechal”, um senhor da Rocinha, foi morto por bala perdida, NÃO! Ele foi morto por traficantes logo depois de tentar proteger Felipe, o colocando atrás de uma geladeira e entregando seu fuzil a outros PMs indicando sua localização.


Eu sobrevivi, mas com certeza mais de uma centena não sobreviverá este anos, como também 138 não sobreviveram ano passado e outros mais não sobreviverão a 2019 se não tomarmos uma atitude. E a atitude é estar presente aos milhares por nossa vidas! Se desta vez não atenderem, estarão mostrando a sociedade que não se importam assim como ela também não vai se importar e o partido assassino de policiais vai estar certo que estão no “caminho certo”, matar policiais é a maneira mais rápida de extinguir a Polícia Militar.

Parte do meio artístico se manifesta por nós, eles esperam que nós também nos manifestemos com a maior prova de força que dispomos, nossa união!




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